Biscoito da sorte Godzilla

— Isso é, de longe, o briefing mais idiota que já li na minha vida. E olha que eu estive na invasão da Rússia em 2033! — Nako reclamou pela quinta vez na noite depois de terminar de fumar o vigésimo cigarro daquele dia.

O mercenário não estava de bom humor e Lessa, parada ao seu lado, desejou que o colega não estivesse armado com uma submetralhadora com munição suficiente para matar um exército de Trolls raivosos. Pelo menos não quando só o que ela tinha era uma velha remington e um punhado de feitiços de combate que ela com certeza não teria tempo de conjurar se o mercenário resolvesse surtar como fazia de vez em quando.

— Cala a boca e faça o trabalho. O pagamento é bom o suficiente para fazermos isso sem questionarmos o empregador. — Yono respondeu sem tirar sua atenção das plantas e códigos que passavam por sua lente de realidade aumentada.

O hacker deu uma última olhada para a tela de seu celular e um leve movimento de cabeça fez seus companheiros compreenderem que a missão iria começar.

— Estão nos dizendo que debaixo daquele restaurante idiota os caras servem lamen, biscoitos da sorte e no fim do turno alimentam um protótipo de Godzilla que vive bem debaixo da população de Nova Tóquio. Isso não te soa no mínimo peculiar? — Nako questionou o Hacker.

— Achei que esses biscoitos eram coisa da china. — Lessa comentou.

— Não, eles não são. — O mercenário retrucou.

Yono guardou o celular no bolso da jaqueta branca e respondeu.

— Cara, pelo que estão nos pagando eu não faria perguntas nem se me dissessem que o Ultraman está dormindo com sua mãe. Agora pare de chorar feito um amador e vamos acabar logo com isto. De acordo com nosso querido empregador, temos vinte minutos antes que o mundo acabe e não somos os únicos que estão vindo invadir este lugar.


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