Kevin foi o primeiro a acordar e chamou por seus amigos. O astronauta não sabia onde estava e nem como fora parar lá, mas ele se lembrava da coisa que os perseguia.
— Jon! Lucas! Levantem, precisamos sair daqui antes que aquela coisa nos encontre!
Lucas ajudou Jon a ficar de pé e olhou ao seu redor. Eles estavam em um corredor escuro, cuja única iluminação vinha de uma porta entreaberta em uma de suas extremidades.
Sem uma ideia melhor, julgaram que aquela seria sua melhor rota de fuga.
No próximo aposento as luzes mostraram uma sala de controle muito familiar aos três astronautas.
— O que aconteceu com nossa nave? — Kevin analisou o ambiente abandonado à sua volta.
Jon e Lucas não lhe deram atenção. Algo chamou a atenção deles nas cadeiras dos pilotos.
Três caveiras com trajes espaciais rasgados estavam ali.
— Quem são esses? — Kevin perguntou.
Lucas vomitou.
— Acho que somos nós… — Jon balbuciou e sentou no chão.
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Depois das inundações causadas pelos efeitos do aquecimento global e da MORTE, o mundo inteiro assistiu sistemas de saúde entrar em colapso. Só que isso já era notícia de ontem aqui no Bronx. A gente já vivia na merda bem antes disso, Omae. Por aqui, se você morre, o máximo que sua família (se tiver uma) pode esperar é que alguém te aponte o lugar onde largaram seu corpo. E acredite em mim, esses são os casos onde as pessoas decidem ser prestativas.
Acho que talvez seja por causa dessa nossa realidade que Lenna não tenha chorado tanto quando foi avisada de que Charles estava morto e esperando por ela em uma sarjeta qualquer perto do mercado do estádio. Como eu disse, alguém viu o corpo e foi legal o bastante para descobrir se o defunto tinha alguém que pudesse dar alguma importância para seu corpo em decomposição. Ou talvez o fedor estivesse apenas incomodando demais, vai saber.
Seja como for, foi nesse momento que ela decidiu me ligar. E foi nesse mesmo momento que eu dei o primeiro passo para dentro de uma situação que ainda ia me afundar na mais completa merda.
Se importar com algo além de si mesmo é uma das formas garantidas de morrer, Omae. Anote essa dica, ela pode te poupar muita dor de cabeça.
“Eles disseram que foi overdose, dá para acreditar? Logo o Charles?” Lenna disse, engolindo o choro. Eu odiava como seus olhos claros podiam me fazer ficar sem jeito. alguma coisa nela e no falecido irmão me lembrava que eu ainda tinha uma consciência. Charles tinha o mesmo olhar e foi assim que acabamos namorando por quase dois anos.
“Não, isso não está certo. Não faz nem sentido, pelo menos não para quem o conhecia.” Concordei. Me passou pela cabeça se devia ou não dizer a ela que Charles havia me ligado na noite anterior a seu desaparecimento. Duas coisas me impediram. A primeira, eu havia decidido ignorá-lo. Nosso término não foi dos melhores. A segunda, ele estava realmente surtado. Não disse nada com nada e só o que eu consegui entender era que ele queria me dar um “furo” jornalístico, mas que ninguém mais podia saber que ele era a fonte. Nem mesmo Lenna.
Alguns acham engraçado pequenos jornais ainda existirem por aí, especialmente quando gigantes da mídia dominam as atenções pela DATANET, mas ainda tem uns idiotas que acreditam no verdadeiro jornalismo. Aquele que se preocupa com a verdade, com os fatos e não com a grana que a notícia irá render.
Sim, eu sou uma dessas idiotas.
“Eu não posso deixar que isto fique assim, por favor. Eu sei que você e Charles tiveram seus problemas, mas ele não merece ser tratado assim. Ninguém vai sequer investigar a morte dele!” O choro que Lanna finalmente soltou me trouxe de volta à realidade.
Ela tinha razão. Charles passou a vida sendo um sujeito decente. Ele não merecia ser enviado para o além dessa maneira. E eu não ia deixar. Ele tentou me alertar para alguma coisa importante. Uma coisa que o levou àquela sarjeta no mercado. Eu ia descobrir a verdade por trás de sua morte.
Se isso vai ser perigoso? Pra caralho. Mas eu sou uma boa jornalista e como meu pai costumava dizer, um bom jornalista sempre pode contar com os seus contatos.
Micro conto ambientado no cenário de rpg Interface Zero.
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Olhando para o vasto universo, é comum que fantasiemos com quais tipos de espécies inteligentes podem existir em outros planetas, não? Como seria o encontro da humanidade com estas espécies e quais mudanças isso traria para o nosso pequeno planetinha azul.
Se você gosta de histórias com esta temática, aqui trago livros que precisam entrar na sua próxima lista de leitura!
01 — O guia do mochileiro das galáxias
Um clássico da ficção científica escrito pelo sensacional Douglas Adams e publicado aqui pela editoraArqueiro. Após a terra ser destruída Arthur, um terráqueo completamente comum e aleatório, escapa da morte certa graças à intervenção de seu vizinho alienígena, Ford. Arthur, claro, não sabia que Ford era um alienígena e muito menos de que ele é também um repórter que viaja pelo universo coletando material para escrever o livro “O guia do mochileiro das galáxias”. Ao lado de Ford e outros personagens insanos o coitado do Arthur vai desvendar diversos mistérios do universo e aprender a lição mais valiosa de todas: Não entre em pânico! E sempre tenha à mão a sua toalha!
Este livro da Jennifer L Armentrout é para quem gosta de ficção científica com romance! Após se mudar com sua mãe para uma pequena cidade, Katy conhece seu vizinho, o gato e babaca Daemon. Apesar de ser um idiota com ela, Katy acaba se aproximando de Daemon graças a irmã dele Dee, que se torna sua melhor amiga em um lugar onde ela ainda não conhece ninguém. Essa aproximação vai mexer com os sentimentos de Katy e muito mais importante do que isso, vai expandir sua visão sobre vida e o universo porque Daemon e todos em sua casa são alienígenas refugiados na terra! Um livro cheio de emoção, ação e cenas de luta dignas de um bom filme de ficção científica!
“Guerra dos Mundos”, escrito por H.G. Wells, é um clássico da ficção científica que descreve a invasão da Terra por marcianos. A companhia das letras tem uma edição bem legal para sua coleção, o livro narra a luta desesperada da humanidade contra seres extraterrestres tecnologicamente superiores, que chegam ao nosso planeta com intenções hostis. A obra é conhecida por sua crítica social e suas reflexões sobre o imperialismo, além de ser uma das pioneiras no gênero de invasão alienígena.
Alguns podem até discordar, mas eu gosto muito da forma como a invasão termina. Acho o plot twist bem interessante até hoje. O filme não teve uma aprovação legal pelo público no Rotten Tomatoes, mas eu acho que vale a pena assistir, sim, mesmo que só pela curiosidade.
“Espada da Galáxia” de Marcelo Cassaro é uma emocionante saga de ficção científica que leva os leitores a uma jornada épica pelo cosmos. Viage pelo espaço em naves vivas tripuladas pela misteriosa espécie dos Metalianos, exploradores espaciais de um mundo onde formigas humanoides de corpo metálico são a espécie dominante. Com narrativa envolvente e personagens cativantes, Cassaro nos transporta para uma aventura onde os Metalianos descobrem o nosso pequeno planeta azul.
Se você é fã de histórias envolventes com elementos de ficção científica e ação, “Eu sou o número quatro” é o livro perfeito para você. Aqui seguimos a vida de John Smith, um adolescente que está tentando se adaptar à vida na Terra enquanto esconde um segredo perigoso: ele é um dos últimos sobreviventes de uma raça alienígena. Perseguido por inimigos implacáveis de seu planeta natal, John deve aprender a controlar seus poderes especiais e descobrir seu verdadeiro destino.
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Operação reconstruir é uma aventura que escrevi para o jogo de rpg Interface Zero, publicado no Brasil pela Pensamento Coletivo. Neste post você encontra todo o material necessário para narrar a aevntura, incluíndo fichas dos principais personagens. Como o Interface Zero não foi atualizado para as regras mais atuais do Savage Worlds fiz as fichas com as regras antigas e com as novas do SWADE. Você pode comprar o jogo Savage Worlds no site da editora Retropunk!
imagem gerada pelo Midjourney
A merda é quando alguém se importa…
Depois das inundações causadas pelos efeitos do aquecimento global e da MORTE, o mundo inteiro assistiu sistemas de saúde entrar em colapso. Só que isso já era notícia de ontem aqui no Bronx. A gente já vivia na merda bem antes disso, Omae. Por aqui, se você morre, o máximo que sua família (se tiver uma) pode esperar é que alguém te aponte o lugar onde largaram seu corpo. E acredite em mim, esses são os casos onde as pessoas decidem ser prestativas.
Acho que talvez seja por causa dessa nossa realidade que Lenna não tenha chorado tanto quando foi avisada de que Charles estava morto e esperando por ela em uma sarjeta qualquer perto do mercado do estádio. Como eu disse, alguém viu o corpo e foi legal o bastante para descobrir se o defunto tinha alguém que pudesse dar alguma importância para seu corpo em decomposição. Ou talvez o fedor estivesse apenas incomodando demais, vai saber.
Seja como for, foi nesse momento que ela decidiu me ligar. E foi nesse mesmo momento que eu dei o primeiro passo para dentro de uma situação que ainda ia me afundar na mais completa merda.
Se importar com algo além de si mesmo é uma das formas garantidas de morrer, Omae. Anote essa dica, ela pode te poupar muita dor de cabeça.
“Eles disseram que foi overdose, dá para acreditar? Logo o Charles?” Lenna disse, engolindo o choro. Eu odiava como seus olhos claros podiam me fazer ficar sem jeito. alguma coisa nela e no falecido irmão me lembrava que eu ainda tinha uma consciência. Charles tinha o mesmo olhar e foi assim que acabamos namorando por quase dois anos.
“Não, isso não está certo. Não faz nem sentido, pelo menos não para quem o conhecia.” Concordei. Me passou pela cabeça se devia ou não dizer a ela que Charles havia me ligado na noite anterior a seu desaparecimento. Duas coisas me impediram. A primeira, eu havia decidido ignorá-lo. Nosso término não foi dos melhores. A segunda, ele estava realmente surtado. Não disse nada com nada e só o que eu consegui entender era que ele queria me dar um “furo” jornalístico, mas que ninguém mais podia saber que ele era a fonte. Nem mesmo Lenna.
Alguns acham engraçado pequenos jornais ainda existirem por aí, especialmente quando gigantes da mídia dominam as atenções pela DATANET, mas ainda tem uns idiotas que acreditam no verdadeiro jornalismo. Aquele que se preocupa com a verdade, com os fatos e não com a grana que a notícia irá render.
Sim, eu sou uma dessas idiotas.
“Eu não posso deixar que isto fique assim, por favor. Eu sei que você e Charles tiveram seus problemas, mas ele não merece ser tratado assim. Ninguém vai sequer investigar a morte dele!” O choro que Lanna finalmente soltou me trouxe de volta à realidade. Ela tinha razão. Charles passou a vida sendo um sujeito decente. Ele não merecia ser enviado para o além dessa maneira. E eu não ia deixar. Ele tentou me alertar para alguma coisa importante. Uma coisa que o levou àquela sarjeta no mercado. Eu ia descobrir a verdade por trás de sua morte.
Se isso vai ser perigoso? Pra caralho. Mas eu sou uma boa jornalista e como meu pai costumava dizer, um bom jornalista sempre pode contar com os seus contatos.
imagem gerada no Midjourney
IBronx em 2090
[Inciando transmissão…] InfoDump: A cidade livre do Bronx, última atualização por Streetrat
Beleza, não gosto muito de lembrar dos dias em que a mãe terra decidiu nos dar um tapa na cara… mas uma hora eu ia ter que fazer este registro.
Quando o mar varreu Nova York do mapa os muros que haviam sido erguidos ao redor do Bronx para manter as gangues e violência do distrito presos dentro de seus limites foram os mesmos que mantiveram a água do mar para fora. Ainda me lembro das ondas, não é o tipo de coisa que um esqueça facilmente. Apesar de algumas ruas terem sofrido com enchentes, nenhum dano sequer se comparou ao que assolou o resto da cidade. Especialmente no caso de Manhattan. Hoje o Bronx é dominado por cartéis criminosos antigos e gangues. Muitas gangues. E talvez a mais famosa dentre todas elas sejam os Keys, um grupo grande e que possui tanto poder e influência dentro do Bronx que muitos já os olham com muita atenção. As gangues abaixo deles querem derrubá-los antes que eles se tornem um novo e poderoso cartel criminoso. Os cartéis que lutam entre si pelas áreas de influência do Bronx não estão nada animados em dar as boas vindas a um novo concorrente. Todos nas ruas sabem que uma guerra de gangues e cartéis está à caminho. Os ânimos estão a flor da pele e a previsão do tempo é de sangue nas ruas. Quanto ao resto que não está metido entre gangues e cartéis de crime organizado? Ainda estamos por aqui. Todos sobrevivendo da melhor forma possível. Na falta de um governo todos se adequam a lei das gangues, que variam de território a território. Se você souber sair de casa para cuidar do seu ganha pão sem mexer com a pessoa errada é bem capaz de que viva para ver mais um dia. O Bronx sempre foi uma cidade dentro de uma cidade, aqui as coisas são diferentes, são do jeito do Bronx.
ZeroCodex: Falando sério, teria sido melhor o Bronx ter afundado. O lugar já era uma zona zero desde bem antes da crise das enchentes e da praga. Diabos, o Bronx em si é uma praga!
Wtf222: De onde você é mesmo?
ZeroCodex: Chicago, por que?
Wtf222: Por nada não…
Streetrat: E é por idiotas como você que as gangues atiram primeiro e fazem perguntas depois quando alguém de fora tenta vir nos visitar.
ZeroCodex: Isso também se aplica aos riquinhos que vão aí só para passear no seu zoológico de horrores? Vocês são um bando de animais mesmo. Ouvi dizer que esse clima de “cidade livre” que as gangues administram por aí atrai até zeeks que não tem onde mais se esconder.
Streetrat: Para começo de conversa, tem gente brincando com engenharia genética em quase todo lugar do mundo, não seja hipócrita. E sobre os zeeks, saiba que eles ainda são tão humanos quanto o resto de nós. Alguém podia banir esse preconceituoso desinformado, por favor?
Imagem gerada pelo Midjourney
A crise dos muros
Sorte de quem é ferrado pela vida 24×7 dura pouco. E tenho dito. Acho que foi em Janeiro quando os boatos começaram a circular por aí e depois foi quase mais duas semanas até alguém ter peito para vir a público confirmá-los. Nossos muros estavam prestes a ruir. A água do lado de fora iria terminar o serviço que tinha iniciado algumas décadas atrás. Cara, todo mundo se juntou para encontrar uma solução só que as coisas não pareciam nada bem. A mão de obra necessária para reforçar as fundações de nossas muralhas seria enorme e ainda assim não terminaríamos antes da estrutura ruir. É chato ter que admitir, mas nossa salvação não veio dos esforços dos nascidos e criados no Bronx e sim de fora. Mais especificamente dos ricaços que ainda tentam reconstruir Manhattan. A C-7 trouxe a cavalaria e salvou o dia. Melhor dizendo, eles trouxeram os Mecha Golens de construção, sorrisos de empresários e agentes para dar uma espiada no que pode ser mais um território que seus chefes vão querer adquirir. Muita gente ficou desconfiada da boa vontade em nos ajudar, mas não estávamos em posição de recusar nada. Os Keys fizeram toda a intermediação, liberando passagem para as equipes da C-7 criar bases de operação no território deles. Os cabeças da gangue estão de olho bem aberto com os corporativistas e até agora nada de esquisito aconteceu. O que nós teríamos feito em três meses de trabalho a C-7 e seu Mecha Golens fizeram em uma semana. Os muros foram reparados e a aprovação do projeto RECONSTRUIR tem aprovação quase geral pelas ruas. Já tem gente falando em usar os Golens para reformar o estádio dos yankees.
ZeroCodex: Típico! Alguém tenta ajudar vocês e é claro que são os vilões da história. Pelo que eu soube eles apenas cederam parte dos Mechas que usam na reconstrução de Manhattan. Os pilotos são todos do Bronx, até curso de capacitação para operar os Mechas foram fornecidos!
Wtf222: E acha que tudo isso foi de graça?
ZeroCodex: É assim que o mundo funciona, Omae. Eles prestaram um serviço que o Bronx precisava. O pagamento é parte da transação e aposto que prazos foram negociados.
Wtf222: Uhum, claro que sim. Escravidão por dívida ainda está na moda em alguns lugares seu babaca.
Streetrat: Seja com segundas intenções ou não… como eu disse, a C-7 é a única razão pela qual não estamos todos com os peixes. Além do mais, os Keys mantêm uma vigilância bem apertada em cima deles. Os caras não vão ficar bem na foto se perderem território para um bando de engravatado.
Imagem gerada pelo Midjourney
Ascensão dos Keys e a ação da C-7
Na segunda semana os Mechas da C-7 já tinha feito os reparos mais emergenciais nos muros e agora os estavam reforçando. Além disso a C-7 também passou a restaurar os quarteirões do Bronx que foram afetados pela primeira inundação e que até hoje ninguém havia se dado ao trabalho de restaurar. Ficou bem normal por aqui alguém atravessar a rua para ir no mercado e ver um Mecha da C-7 trabalhando em algum canteiro de obra. Sempre com homens dos Keys supervisionando os trabalhos. A gangue e os gerentes de projeto da C-7, que agora tinham uma base fixa no território dos Keys, ficaram bem amiguinhos. Desnecessário dizer que isso não agradou muita gente. Mas os Keys fizeram uma boa grana nas ruas cobrando das pessoas o que eles chamaram de “Taxa da salvação” e quando uma gangue tem grana ela também tem poder. Os Keys não são mais uma gangue, os caras efetivamente subiram de nível e agora jogam com os cartéis nos níveis altos de influência nas ruas. A família Faret foi um dos primeiros dentre os outros mafiosos a tentar derrubá-los. Dois dias intensos de guerra nas ruas terminou com os chefes da família Faret enforcados na frente do mercado com chaves dentro de suas bocas. Um clássico dos Keys. As outras famílias ficaram mais dispostos a dar as boas vindas a eles depois disso e nenhuma outra gangue do Bronx tentou atacar os caras, todos na rua agora sabem quem é o novo maior grupo criminal do bairro e muitos até já fazem apostas por aí dizendo que em mais alguns dias os Key serão o único cartel a dar cartas na mesa de jogo.
Wtf222: Quando a C-7 está por trás dos armamentos pesados e ajudando com a grana, fica fácil ser o chefão.
ZeroCodex: Você é idiota ou apenas não sabe ler? O cara acabou de dizer que a grana deles veio da taxa de “proteção” deles sobre o bairro!
Wtf222: Ficou louco? Eu já vi os Keys andando por aí com armamento militar, coisa fina mesmo! Acha que uma “taxa de proteção” paga tudo isso?
Streetrat: Crianças, vamos parar com a briga? Não preciso lembrá-los de que além de armas os Keys também tem uns hackers muito bons. E alguns deles já postaram material aqui.
imagem gerada no Midjourney
Mecha Golems e o estranho bug “DiE – Draggin its engines”
Como nosso amigo genial apontou, os Mechas da C-7 são todos pilotados por gente daqui. Pilotos nascidos e treinados no Bronx. Um piloto trabalha do conforto de sua casa, apenas enviando comandos remotos ao Mecha que está na rua. Dinheiro fácil, não? Mas o fato de todos os pilotos serem gente do Bronx não quer dizer nada, uma vez na folha de pagamento dos caras e imerso na “cultura da empresa” você é um deles, ponto final. Se não fosse assim, teria levado mais tempo até alguém mencionar o bug que tem nos Mechas dos caras. Ao que tudo indica alguns Mechas da C-7 eventualmente param de responder aos comandos remotos dos pilotos e vão fazer Deus sabe o que onde só o diabo sabe onde. Outro dia uma ex-namorada me falou que um Mecha entrou no restaurante onde ela trabalha, abriu um buraco enorme na parede e começou a remodelar o teto do lugar. Levou mais de uma hora até a equipe técnica da C-7 (leia-se, gente dos Keys) aparecer para limpar a bagunça. Eles pagaram pelos danos? Vou ali mijar enquanto você pensa na resposta. Enquanto alguns Golens andam por aí causando estragos aleatórios o pessoal da C-7 está tentando descobrir como resolver essa falha de sistema, mas com certeza estão levando um belo tempo para isso. Algum idiota deu o nome ao bug como referência ao fato dos Golens estarem se afastando de suas áreas de trabalho para fazer corpo mole (Daí a sacada da piada idiota “Are the Golens dragging its engines to escape work?”).
[Fim da transmissão…]
imagem gerada no Midjourney
Arquivos do narrador
OPERAÇÃO RECONSTRUIR é uma aventura que pode ser narrada como uma One Shot ou como uma mini campanha, a decisão fica para você e o seu grupo. Acima deixei apenas alguns detalhes à respeito da situação do Bronx no mundo de INTERFACE ZERO 2.0 e esse material deve ser utilizado em conjunto com o que já existe no livro do jogo. Se você quiser jogar esta aventura, recomendo que não leia mais nada à partir daqui pois os dados à seguir são referentes a personagens e eventos do jogo. Recomendo esta aventura para um grupo iniciante de 4 a 5 jogadores. Todos os personagens devem ser habitantes da “cidade livre” do Bronx e atuar no nível das ruas: Sejam membros de gangue, mercenários, hackers, strret docs, etc. O grupo deve partilhar de um background que os una como um time e todos eles devem ter uma ligação de amizade (ou dívida) com a NPC Jenna Miller (Ver mais adiante).
imagem gerada no Midjourney
Charles Hett Jr, o mecha controlador do mês
Charles sempre foi maluco por engenharia robótica e aprendeu tudo o que sabe com seu falecido pai. No Bronx seus conhecimentos eram utilizados apenas para manter a loja de reparos de veículos e drones da família em funcionamento, fato que irritava muito Charles. Então, quando a C-7 chegou com seus Golens de construção para impedir o colapso dos muros externos do Bronx, ele quase teve um infarto. Naturalmente, sua habilidade e conhecimento o tornou um dos pilotos selecionados para operar as máquinas e integrar o time de pilotos da operação RECONSTRUIR. Só que Charles fez muito mais do que ser apenas um piloto. Ele ia para as ruas à fim de trabalhar na manutenção dos Golens e cuidava pessoalmente dos reparos essenciais da frota de sua equipe. Não demorou para a C-7 perceber que tinha um recurso bem útil nas mãos e Charles foi promovido a chefe de campo, o que lhe deu um aumento patético no pagamento e um aumento colossal no trabalho. Agora ele era o chefe mecânico responsável por quase 30% da frota de Golens e respondia diretamente para os gerentes de projeto da C-7. O aumento de trabalho só fez Charles se empolgar mais com os Golens. Ele estava finalmente vendo sistemas e equipamentos de ponta dos quais apenas havia lido à respeito. Muitos de seus colegas riam do tempo que Charles perdia sendo um capacho para os corporativos da C-7 e uma piada recorrente era de que ele não tinha entendido que C-7 significava “Sete corporações” e não “Charles corporações”.
Morte suspeita no Bronx
Quando Lenna ficou sabendo de que Charles havia sido encontrado morto atrás de uma boca de drogas perto do mercado do estádio, vítima de overdose, ela soube que algo estava errado. O único vício de seu irmão era o trabalho. Ela disse isso aos agentes da C-7 que foram lhe dar o comunicado, mas é claro que nenhum deles se importou. Charles era apenas um recurso, sua morte apenas significava que eles teriam que encontrar outra pessoa para cuidar de suas responsabilidades. Pelo menos ela teve tempo para recuperar o corpo do irmão antes que ele terminasse em alguma clínica de rua onde com certeza seria desmembrado como se fosse um carro velho. Uma redução significativa em suas economias deram a Lenna o laudo de um médico que operava uma clínica “gratuita” perto de sua casa. A conclusão do laudo? Charles realmente tinha uma concentração absurda de Névoa negra em seu organismo, uma dose tão concentrada que levou a óbito devido a insuficiência cardíaca. De acordo com médico, não era raro novos usuários (por não saberem usar a droga) acabarem se matando daquela forma ao inalar uma quantidade maior do que a recomendada. Para ele, Charles parecia apenas um azarado. Névoa negra era uma droga popular entre pessoas que lidavam com tecnologia, Charles deve ter tentado descobrir as vantagens dela e acabou se matando por puro acidente. Aquilo podia fazer sentido para qualquer um que não conhecesse Charles. Lenna sabia que alguém havia armado um belo teatro para se livrar de seu irmão. Charles morto como um drogado qualquer? Nunca! Ela não conhecia alguém mais careta do que seu irmão, aquilo simplesmente não estava certo. Agora, já que a polícia era algo que não existia no Bronx desde as revoltas por alimento de 2033 e ela, com suas incríveis habilidades de garçonete, não seria capaz de desvendar esse mistério… estava na hora de falar com a única pessoa no Bronx que poderia ajudar. A única pessoa que Lenna sabia que iria se importar com a verdade.
imagem gerada no Midjourney
O que acontece na área 13
Charles morreu porque trabalhou demais. Mas no caso dele, foi literalmente o seu trabalho que o matou. Ou pelo menos foram os gerentes de projeto da C-7 que pagaram as pessoas que fizeram o serviço. Mas por que eles teriam se livrado de um funcionário tão dedicado? Porque Charles foi o único técnico de campo que deu importância ao bug DiE. Ele queria descobrir o que estava acontecendo com os Mechas que andavam pelas ruas do Bronx e, para seu azar, sua descoberta o ajudou a cavar sua cova. Os Mechas não estavam perdendo sincronia com os comandos dos pilotos por um erro do sistema e sim por uma escolha dele. A C-7 tem um plano secreto chamado de “operação limpa”. Em essência, a C-7 já tem pose sob a ilha de Manhattan e eles também querem expandir seu território para o Bronx. Mas iniciar uma guerra contra as gangues seria caro demais, então eles decidiram deixar que mãe natureza dê uma mão. Ao longo de meses, em operações altamente secretas, drones marinhos da C-7 causaram danos calculados à estrutura dos muros do Bronx para causar a tal “crise dos muros”. Depois disso, bastou esperar e ver o pânico da população aceitar de bom grado a sua ajuda. Os Keys foram realmente a chave para tudo. A gangue tinha controle dos melhores territórios no Bronx para a C-7 estabelecer uma base provisório de onde iria administrar sua equipe de reconstrução. Os gerentes de projeto negociaram com os Keys sua entrada no Bronx, se sujeitando a tudo o que eles pediram e depois da primeira semana de trabalho, quando o sucesso da operação resultou em uma bela de uma fama nas ruas para a gangue e em muito lucro, a vigilância dos hackers dos Keys e outros de seus membros acabou diminuindo. Na segunda semana de trabalho a C-7 iniciou a segunda fase de seu plano, a fase “Bug Die”. A notícia de Mechas saindo do controle e causando estragos em algumas partes do Bronx causou alarde nas ruas e muita cortina de fumaça. Os gerentes de projeto, quando procurados pelos Keys, jogaram a culpa do bug na carga de trabalho imposta aos Mechas e ao fato de terem sido a própria gangue que limitou a quantidade deles que a C-7 pode levar para dentro do Bronx. “Mesmo máquinas podem falhar em condições não ideais de trabalho, isso não seria um problema se não fosse a paranoia de vocês” foi o que os Keys ouviram. Muitas brigas depois, uma solução teve que ser encontrada. Em troca da C-7 não vazar nas ruas a participação dos Keys no surgimento dos problemas com “Golens malucos”, nenhum de seus membros iria encher o saco dos técnicos de campo da C-7 que iriam procurar pelas unidades defeituosas. O recall de alguns Golens teve início e enquanto tudo isso acontecia, o verdadeiro projeto da C-7 seguia sem problemas. Alguns dos “Golens defeituosos” não foram enviados a pontos aleatórios para causar acidentes, eles foram enviados para um ponto estratégico dos muros onde iniciaram a abertura de algumas falhas na estrutura por onde a água poderia invadir o Bronx. Esse lugar é a área 13, um dos primeiros locais dos muros que foi dado como 70% reparado e onde poucas pessoas prestam atenção. Enquanto problemas com Golens chamavam atenção em áreas como o estádio dos yankees e até mesmo nas proximidades do zoológico, ninguém deu atenção a área de isolamento que a C-7 colocou ali. Hoje a área 13 possui um pequeno grupo de Golens que operam através de ordens dos pilotos da corporação em sua sede em Manhattan. Uma vez que os trabalhos na zona 13 forem concluídos, os pilotos da C-7 vão explodir seus Mechas e uma nova inundação irá atingir alguns pontos estratégicos do Bronx, eliminando muitas gangues (incluindo os Keys) e abrindo espaço para a chegada dos mercenários da C-7. O sacrifício de parte do Bronx é um mal necessário, do ponto de vista das corporações, e eles estão bem dispostos a reconstruir tudo depois. Reconstruir do jeito certo e para as pessoas certas. Charles descobriu que o bug DiE era parte da programação dos Mecha Golens da C-7 e ele também descobriu que alguns dos robôs “bugados” estavam sendo concentrados na área 13. Charles se infiltrou na programação de um Mecha marcado para sofrer do “Bug” e que iria ser encaminhado para zona 13, instalou um drone espião e com ele viu o que a C-7 está fazendo, até fez uma filmagem amadora. Mas ao tentar vazar as informações na DatNet acabou descobrindo que a C-7 já tinha planos de contingência para deletar arquivos que pudessem expor sua operação secreta ou desacreditar os canais onde ela fosse publicada. A C-7 também possui contatos em grandes canais da mídia e não encontrou dificuldade para manter informações não desejadas bem longe dos canais mais utilizados pelas pessoas para se manterem informadas. Para piorar, seu drone foi avistado e abatido. Charles percebeu que alguém hackeou sua rede e isso significava que a C-7 sabia dele. Era questão de tempo até enviarem alguém para matá-lo. Sem saber em quem poderia confiar para vazar essa informação para o público, Charles acabou ligando para sua ex-namorada, Jenna. Infelizmente ela não deu muita atenção quando ele ligou desesperado, tentando explicar suas descobertas. Jenna não deu tempo à Charles para que ele pudesse enviar a ela os dados com sua descoberta, mas ele não desistiu. Por um golpe do destino Charles percebeu que seu drone ainda estava com seu sistema operacional funcionando. Isso significava que seu drone espião ainda possuia os dados gravados e também cópias das descobertas de Charles. Mas ele teria que recuperá-lo para poder ter esses dados. Sem ter mais como enviar essa informação digitalmente, ele a escreveu em papel as coordenadas de onde seu drone caiu (coisa raríssima em 2090) e a escondeu em um compartimento secreto de uma jaqueta que recebeu de presente de Jenna e pagou de maneira discreta para que um entregador de rua a envia-se para casa de Jenna. Pouco tempo depois de seu sistema ter sido hackeado, Charles foi localizado por mercenários da C-7 e eles o sequestraram para forjar uma cena adequada de “morte por overdose” e se livrar do piloto.
imagem gerada no Midjourney
Na mira da C-7 e da Benoit Macrosec
A C-7 possui uma equipe de mercenários da Benoit Macrosec infiltrada dentro do Bronx pronta para reagir a qualquer ameaça que possa comprometer a operação RECONSTRUIR e o projeto secreto. Foram estes agentes que analisaram a rotina de trabalho de Charles e chegaram a conclusão de que ele poderia ser tornar um problema devido a sua insistência para solucionar o bug DiE, quando localizaram o drone espião dele, não demorou para que um de seus hackers rastreasse o aparelho até o apartamento do piloto, confirmando as suspeitas que a corporação já tinha dele. Os mercenários agiram rápido para capturar Charles e limpar quaisquer dados suspeitos encontrados no apartamento dele. Estes mesmos agentes estão monitorando Lenna e quando ela fizer contato com Jenna, irão manter um olho aberto no que as duas estão fazendo. Não irá demorar para que Jenna e seus contatos (os jogadores) entrem na lista de “possíveis alvos” da Macrosec. O time da Macrosec é uma unidade chamada de “Cães negros” e é composta por oito membros: 7 soldados, 1 Hacker. Estes mercenários são cartas extras, com a única exceção de Trevor McKenna, o líder do grupo. As fichas de Trevor e sua unidade está no fim do documento.
Resolvendo o problema (ou pelo menos tentando)
A aventura tem início quando Jenna contata os jogadores para lhe dar backup ao longo da investigação que pretende fazer sobre a morte de Charles. A ligação que recebeu dele, onde o piloto parecia alterado e bem assustado, falando sobre uma notícia importante que ele só poderia confiar nas mãos dela, foram mais que o suficiente para convencê-la de que alguém realmente matou seu ex-namorado e forjou uma cena qualquer de morte por overdose. Jenna também recebeu a jaqueta que Charles lhe enviou com a seguinte mensagem “Sempre odiei esta jaqueta. Você não quis me ouvir ontem quando quis te dizer isso então resolvi devolver assim mesmo”. Suspeitando de que Charles havia escondido algo na jaqueta a repórter não demorou a localizar o bilhete escondido em um dos bolsos secretos. O bilhete continha apenas coordenadas de um lugar próximo aos muros, em uma região sem população porque faz parte das ruas do Bronx que foram inundadas no passado, e outra mensagem “O que eu ia dizer, agora só o Bob sabe”. Jenna sabe que Bob é o nome que Charles deu a seu drone espião e entendeu a intenção do ex, ela precisa achar o drone e descobrir o que Charles queria lhe contar. Qual era o tal “furo jornalístico ” que lhe custou a vida? Jenna irá contatar os jogadores e dividir a informação com eles para que só então planejem como irão lidar com a situação. Acredito que seja melhor cada narrador conduzir a aventura de acordo com as decisões de seus jogadores. O que vou fazer aqui é falar sobre alguns pontos que podem ajudar o narrador a conduzir seu jogo.
Localizar o Bob
Um dos primeiros passos será ter que localizar o Bob. Ir bater perna em ruas submersas do Bronx atrás de um drone espião pode levar bastante tempo. Especialmente considerando que ninguém sabe nada sobre o sistema operacional dele (algo que um hacker poderia tentar usar para ver se o drone emite algum tipo de sinal de localização). Jenna até consegue dizer o modelo do drone, mas a OS dele foi personalizada por Charles e estes dados foram apagados pelo hacker dos Cães negros. Deixe os jogadores tentarem outras soluções criativas, mas em algum ponto eles deverão recuperar o drone para terem acesso às informações que Charles descobriu sobre a C-7.
imagem gerada no Midjourney
E se formos para a grande mídia?
Claro, por que não jogar as descobertas de Charles na Datanet? Seria algo bem simples e todo mundo tem acesso ao seu conteúdo certo? Vamos pensar sobre o assunto. Se isso fosse um meio rápido de alertar todos no Bronx, por que Charles não fez isso ele mesmo? A resposta: Ele tentou. Mas ao enviar os dados para a Datanet ele logo descobriu que os maiores portais de notícia estão sendo monitorados por alguém que em pouco tempo derrubou seu material ou o vinculou a uma série de fake news ou portais conhecidos por teorias da conspiração sobre corporações ou qualquer outro assunto. Em outras palavras, alguém tem feito um trabalho hercúleo para que no momento que alguma notícia referente às operações secretas da C-7 no Bronx atingissem a Datanet estas fossem logo desacreditadas ou até mesmo apagadas. Esperar que dados vazados na datanet atinjam uma grande parte da população no Bronx pode levar dias e o tempo não está a favor do distrito.
Revelar os planos para os Keys?
Procurar os líderes dos Keys para mostrar a eles como a C-7 os tem usado pode ser uma opção cogitada pelos jogadores. Os líderes da gangue formam um conselho interno de 5 membros e a localização de seus pontos de encontro é uma informação sempre bem protegida e restrita somente aos membros com maior reputação dentro de suas forças. Os jogadores teriam que trabalhar seu caminho pela hierarquia da gangue até encontrar alguém com influência suficiente para ajudá-los a entregar a informação nas mãos certas. Fora todo esse trabalho, ainda existe outra complicação. Gregor Portman, um dos membros do círculo interno, sabe sobre os planos da C-7 e ele os está ajudando em troca de uma posição de prestígio dentro da nova sociedade que será fundada no Bronx. Gregor sempre foi o membro mais ganancioso e maluco por poder e influência dentro dos Keys. Se dependesse dele a gangue já teria entrado em guerra com todos o cartéis do crime organizado no Bronx, mas seus companheiros barraram seus planos por temerem os danos que uma guerra dessa proporção poderia causar à gangue como um todo. Gregor odeia o conceito de “crescimento lento e consistente” e acha que tem na C-7 o seu atalho para o sucesso. Por que se contentar em ser um dos líderes de um cartel criminoso se você pode ir jogar o verdadeiro jogo do poder ao lado dos CEOs das mega corporações? Gregor possui muitos membros fiéis a ele nas ruas, em quais Keys os jogadores podem confiar?
Procurar os inimigos dos Keys?
São muitas as gangues que gostariam de ter uma forma de acabar com a reputação dos Keys, até mesmo outros cartéis de crime organizado iriam dar as boas vindas aos jogadores e suas informações. Mas cabe aqui tomar cuidado para não perder tempo em uma guerra contra os Keys enquanto as obras na área 13 seguem sem interrupção. A estratégia o inimigo do meu inimigo é o meu amigo deve ser usada com cautela.
imagem gerada no Midjourney
Atacar a área 13 e quanto tempo temos?
Independente do caminho escolhido, em algum momento um confronto na área 13 será inevitável. E para colocar um fim nas obras da C-7 os jogadores vão precisar de poder de fogo. Gregor possui alguns de seus homens mais leais fazendo a segurança do perímetro e a C-7 também possui alguns de seus próprios seguranças reforçando a proteção deste lugar. A entrada para o local de trabalho dos Mecha Golens é um túnel que passa pela antiga linha de metrô do Bronx e se conecta aos alicerces dos muros. Um espaço confinado, cheio de gente armada e Golens explosivos. O que pode dar de errado em uma luta aqui? Durante o combate os jogadores terão que priorizar localizar os Mechas da C-7 que operam aqui, eles são o total de 12 Mechas de construção que estão acompanhados por guardas de segurança da Benoit Macrossec. Estes Mechas estão cavando uma série de seis túneis (Dois em cada) e tão logo estejam na posição desejada pelos seus mestres de Manhattan, um sistema de autodestruição escondido neles será acionado, causando um estrago nos alicerces localizados nessa parte da muralha. O acionamento será feito quando a equipe de campo tiver se retirado e retornado para a base de operações que a C-7 possui no Bronx. O resultado será uma abertura pequena nos muros, mas que será o suficiente para despejar a água do mar em pelo menos 45% da área do Bronx. Mechas de obra marinhos da C-7 estão a postos para iniciar o fechamento desta abertura tão logo seus chefes julguem necessário. A partir do início da aventura, os Mechas da C-7 irão levar aproximadamente 24h para estarem posicionados nos locais corretos e a C-7 levará 10 minutos para evacuar seu time do local.
Info Dump: Antagonistas & Aliados
imagem gerada no Midjourey
Membro de gangue – Humano (extra) Atributos: Agilidade d8, Astúcia d6, Espírito d6, Força d6, Vigor d6 Perícias: Lutar d8, Intimidar d6, Perceber d6, Atirar d6, Arremessar d6 Carisma: 0; Movimentação: 6; Aparar: 6; Resistência: 8(3); Firewall: 4; Tensão: 4 Complicações: Várias Vantagens: Cromado, Reflexos de Combate, Mãos Firmes Cibernéticos: Ciberarma (For+d4), Lutar ou Correr (Vantagem Rápido), Armadura Subcutânea (+1 Armadura Suplementar) Equipamento: Jaqueta de Combate Urban Punk (+2) HT-9 Hostile Takeover (Distância 12/24/48; Dano 2d6; Tiros 5, Semi-Auto), Cassetete Shillelagh da Destruição Wasteland Traders (For+d6 Arremessa para Trás)
Soldados mercenários, Humano – Cães negros (extra) Atributos: Agilidade d8, Astúcia d6, Espírito d6, Força d8, Vigor d10 Perícias: Lutar d8, Perceber d8, Atirar d8, Arremessar d6 Carisma: 0; Movimentação: 6; Aparar: 7; Resistência: 9(2); Firewall: 6; Tensão: 8 Complicações: Várias Vantagens: Bloquear, Contra-Ataque, Reflexos de Combate, Rock and Roll!, Sem Piedade Cibernéticos: Reforço Ósseo (+1 Resistência), Articulação Melhorada (Agilidade aumentada em 1 tipo de dado), Salva Vidas (+1 em Cura Natural), Aprimoramento Muscular (Força aumentada em 1 tipo de de dado) Equipamento: Traje Ghost BKI (resistência+2, cobre o corpo inteiro, =4 testes de furtividade, ver descrição da armadura no livro), TAW 2022 Foley Arms (Rifle: Distância: 25/50/100; Dano 2d8+1; CdT 3; Tiros: 45; PA, R3B, Auto, Escopeta: Distância 12/24/48; Dano 1–3d6; CdT 2; Tiros 12; Lança Granadas: Distância 12/24/48; Dano 3d6; Tiros: 12; AP, MPE), pistola Watchdog Foley Arms (Distância 12/24/48; Dano 2d8; Tiros: 12; PA 2, Semi-Auto), 2 × Granadas de 25mm (3d6, MME), Cassetete de Segurança Ravenlocke (For+d4; +1 Aparar; Choque), faca de combate (For+d4)
Soldados mercenários, Humano – Cães negros (extra) (Ficha SWADE) Atributos: Agilidade d8, Astúcia d6, Espírito d6, Força d8, Vigor d10 Perícias: Atletismo d6, Conhecimento Geral d4, Perceber d8, Persuadir d4, Furtividade d4, Lutar d8, Atirar d8 Movimentação: 6; Aparar: 7; Resistência: 9(2); Firewall: 6; Tensão: 8 Complicações: Voto (Maior, cumprir os contratos da C-7), Sanguinário (Maior) Vantagens: Bloquear, Contra-Ataque, Reflexos de Combate, Rock and Roll!, Sem Piedade Cibernéticos: Reforço Ósseo (+1 Resistência), Articulação Melhorada (Agilidade aumentada em 1 tipo de dado), Salva Vidas (+1 em Cura Natural), Aprimoramento Muscular (Força aumentada em 1 tipo de de dado) Equipamento: Traje Ghost BKI (resistência+2, cobre o corpo inteiro, =4 testes de furtividade, ver descrição da armadura no livro), TAW 2022 Foley Arms (Rifle: Distância: 25/50/100; Dano 2d8+1; CdT 3; Tiros: 45; PA, R3B, Auto, Escopeta: Distância 12/24/48; Dano 1–3d6; CdT 2; Tiros 12; Lança Granadas: Distância 12/24/48; Dano 3d6; Tiros: 12; AP, MPE), pistola Watchdog Foley Arms (Distância 12/24/48; Dano 2d8; Tiros: 12; PA 2, Semi-Auto), 2 × Granadas de 25mm (3d6, MME), Cassetete de Segurança Ravenlocke (For+d4; +1 Aparar; Choque), faca de combate (For+d4)
Hacker – Humano, mercenários cães negros (extra) Atributos: Agilidade d6, Astúcia d10, Espírito d4, Força d6, Vigor d6 Perícias: Lutar d4, Hacking d10, Investigar d8, Perceber d8, Persuadir d6, Atirar d4, Manha d8, Arremessar d6 Carisma: 0; Movimentação: 6; Aparar: 4; Resistência: 8 (2); Firewall: 7; Tensão: 2 Complicações: Curioso Vantagens: Hacker Equipamento: Traje Ghost BKI (resistência+2, cobre o corpo inteiro, =4 testes de furtividade, ver descrição da armadura no livro), T-App Firewall 4th Dimension Security Cibernéticos: Rede Neural Aprimorada (Astúcia aumentada em um tipo de dado)
Hacker – Humano, mercenários cães negros (extra) (Ficha SWADE) Atributos: Agilidade d6, Astúcia d10, Espírito d4, Força d6, Vigor d6 Perícias: Atletismo d6, Conhecimento Geral d4, Perceber d8, Persuadir d6, Furtividade d4, Lutar d4, Hacking d10, Pesquisar d8, Atirar d4 Carisma: 0; Movimentação: 6; Aparar: 4; Resistência: 8 (2); Firewall: 7; Tensão: 2 Complicações: Curioso, Voto (Maior, cumprir os contratos da C-7) Vantagens: Hacker, manha Equipamento: Traje Ghost BKI (resistência+2, cobre o corpo inteiro, =4 testes de furtividade, ver descrição da armadura no livro), T-App Firewall 4th Dimension Security Cibernéticos: Rede Neural Aprimorada (Astúcia aumentada em um tipo de dado)
imagem gerada no Midjourey
Trevor McKenna, líder dos Cães negros (carta selvagem) Atributos: Agilidade d8, Astúcia d8, Espírito d8, Força d10, Vigor d10 Perícias: Lutar d10, Curar d8, Intimidar d8, Perceber d8, Atirar d8, Arremessar d6 Carisma: 0; Movimentação: 10; Aparar: 8; Resistência: 10(2); Firewall: 10; Tensão: 11 Complicações: Várias Vantagens: Atirador, Bloquear Aprimorado, Contra-Ataque, Instinto Assassino, Reflexos de Combate, Rock and Roll!, Sem Piedade Cibernéticos (Todos nível Equipamento Militar): Reforço Ósseo (+1 Resistência), Salva Vidas (+1 em Cura Natural), Aprimoramento Muscular (Força aumentada em 1 tipo de de dado), Ciberpernas [Ligamento Melhorado (+4 Movimentação)], Aprimoramento Muscular Avançado (Força aumentada em 2 tipos de dado), Supressor de Trauma (ignora 1 penalidade por ferimento), Computador de Perícia (perícia em d6 relevante à missão atual) Equipamento: Lança granadas montado no pulso (Distância 12/24/48; Dano por granada, Tiros 1) TAW 2022 Foley Arms (Rifle: Distância: 25/50/100; Dano 2d8+1; CdT 3; Tiros: 45; PA, R3B, Auto, Escopeta: Distância 12/24/48; Dano 1–3d6; CdT 2; Tiros 12; Lança Granadas: Distância 12/24/48; Dano 3d6; Tiros: 12; AP, MPE), 2 × Granadas de 25mm (3d6, MME), Cassetete de Segurança Ravenlocke (For+d4; +1 Aparar; Choque), faca de combate (For+d4) , Traje Ghost BKI (resistência+2, cobre o corpo inteiro, =4 testes de furtividade, ver descrição da armadura no livro)
Trevor McKenna, líder dos Cães negros (carta selvagem) (Ficha SWADE) Atributos: Agilidade d8, Astúcia d8, Espírito d8, Força d10, Vigor d10 Perícias: Atletismo d8, Conhecimento Geral d4, Perceber d8, Persuadir d4, Furtividade d4, Lutar d10, Curar d8, Intimidar d8, Atirar d8 Movimentação: 10; Aparar: 8; Resistência: 10(2); Firewall: 10; Tensão: 11 Complicações: Voto (Maior, cumprir os contratos da C-7), Sanguinário (Maior) Vantagens: Atirador, Bloquear Aprimorado, Contra-Ataque, Instinto Assassino, Reflexos de Combate, Rock and Roll!, Sem Piedade Cibernéticos (Todos nível Equipamento Militar): Reforço Ósseo (+1 Resistência), Salva Vidas (+1 em Cura Natural), Aprimoramento Muscular (Força aumentada em 1 tipo de de dado), Ciberpernas [Ligamento Melhorado (+4 Movimentação)], Aprimoramento Muscular Avançado (Força aumentada em 2 tipos de dado), Supressor de Trauma (ignora 1 penalidade por ferimento), Computador de Perícia (perícia em d6 relevante à missão atual) Equipamento: Lança granadas montado no pulso (Distância 12/24/48; Dano por granada, Tiros 1) TAW 2022 Foley Arms (Rifle: Distância: 25/50/100; Dano 2d8+1; CdT 3; Tiros: 45; PA, R3B, Auto, Escopeta: Distância 12/24/48; Dano 1–3d6; CdT 2; Tiros 12; Lança Granadas: Distância 12/24/48; Dano 3d6; Tiros: 12; AP, MPE), 2 × Granadas de 25mm (3d6, MME), Cassetete de Segurança Ravenlocke (For+d4; +1 Aparar; Choque), faca de combate (For+d4) , Traje Ghost BKI (resistência+2, cobre o corpo inteiro, =4 testes de furtividade, ver descrição da armadura no livro)
imagem gerada no Midjourey
Jenna, jornalista investigativa – Humana (carta selvagem) Atributos: Agilidade d6, Astúcia d8, Espírito d6, Força d6, Vigor d6 Perícias: Lutar d6, Investigar d8, Perceber d8, Persuadir d6, Furtividade d6, Manha d8 Carisma: 0; Movimentação: 6; Aparar: 5; Resistência: 5; Firewall: 4; Tensão: 0; Crédito nas Ruas: 2 Complicações: Curiosa, Leal, Cautelosa Vantagens: Investigador Ocupação: Corretor de Informações (Jornalista e colaboradora do O povo do Bronx) Contatos: Contato na ANN (Atlântica Norte News, um portal de notícias da américa do norte na DataNet com boa reputação regional), contato dentro dos Keys
Jenna, jornalista investigativa – Humana (carta selvagem) (Ficha SWADE) Atributos: Agilidade d6, Astúcia d8, Espírito d6, Força d6, Vigor d6 Perícias: Atletismo d4, Conhecimento Geral d4, Perceber d8, Persuadir d4, Furtividade D4, Lutar d6, Pesquisar d8, Persuadir d6, Furtividade d6 Carisma: 0; Movimentação: 6; Aparar: 5; Resistência: 5; Firewall: 4; Tensão: 0; Crédito nas Ruas: 2 Complicações: Curiosa, Leal, Cautelosa Vantagens: Investigador, Manha Ocupação: Corretor de Informações (Jornalista e colaboradora do jornal O povo do Bronx) Contatos: Contato na ANN (Atlântica Norte News, um portal de notícias da américa do norte na DataNet com boa reputação regional), contato dentro da gangue dos Keys
Golem de construção C-7 – Mecha Golem (carta extra) Chassi: Leve 12’’ Movimentação/Corrida: 12 / 2d6 Força: d12+4 Resistência: 18(10) Tripulação: 0 (Pilotado por acesso remoto) Firewall: 8
Midori sentiu o peso da maleta em sua mão direita. Como uma coisa com menos de dez quilos podia pesar tanto? Talvez fosse o peso que aquilo colocava na sua consciência, pensou. Escolhas possuem peso e consequência, era o que sua irmã Maya vivia lhe dizendo. Ela sempre desconsiderou o que lhe parecia o charlatanismo xamânico de sua irmã.
Mesmo que a fé dela estivesse correta, Midori não tinha escolha.
Os cientistas precisavam estudar o comportamento do vírus na maleta e o tempo que a burocracia levaria para estender o experimento a cobaias humanas simplesmente não era o suficiente para salvar os poucos que já tinham a vida em risco por causa daquela doença. Se nada fosse feito, os doentes iriam morrer.
Maya iria morrer.
Os empregadores de Midori estavam dispostos a infectar uma parte pobre da cidade para poder estudar o vírus em um ambiente sob controle, já que eles e outras mega corporações já estavam prontos para “auxiliar” no isolamento daquele bairro quando o surto chegasse a mídia. “É pelo bem maior.” foi o que ouviu de seus chefes e era o que a mercenária continuava a dizer a si mesma.
“Pelo bem maior. Pela ciência. Pela cura… por Maya”. Mesmo assim, Midori não conseguia fazer as pazes com sua escolha. Talvez tenha sido por isso que deixou informações sobre sua operação vazar na Matrix. O mais provável é que já fosse tarde para alguém tentar impedi-la, mas a verdade seria descoberta com o tempo. Ou talvez os tais “espíritos” que Maya seguia iriam guiar as pessoas certas para os dados vazados e alguém surgiria para impedi-la. Fosse qual fosse o resultado daquela missão, ela tinha feito o que Maya vivia lhe pedindo: “Tenha fé nos espíritos, irmã”.
Agora ela tinha jogado a bola no campo deles. Se os espíritos realmente existiam e se importavam, alguém iria aparecer para detê-la.
Alguém tinha que aparecer.
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— Isso é, de longe, o briefing mais idiota que já li na minha vida. E olha que eu estive na invasão da Rússia em 2033! — Nako reclamou pela quinta vez na noite depois de terminar de fumar o vigésimo cigarro daquele dia.
O mercenário não estava de bom humor e Lessa, parada ao seu lado, desejou que o colega não estivesse armado com uma submetralhadora com munição suficiente para matar um exército de Trolls raivosos. Pelo menos não quando só o que ela tinha era uma velha remington e um punhado de feitiços de combate que ela com certeza não teria tempo de conjurar se o mercenário resolvesse surtar como fazia de vez em quando.
— Cala a boca e faça o trabalho. O pagamento é bom o suficiente para fazermos isso sem questionarmos o empregador. — Yono respondeu sem tirar sua atenção das plantas e códigos que passavam por sua lente de realidade aumentada.
O hacker deu uma última olhada para a tela de seu celular e um leve movimento de cabeça fez seus companheiros compreenderem que a missão iria começar.
— Estão nos dizendo que debaixo daquele restaurante idiota os caras servem lamen, biscoitos da sorte e no fim do turno alimentam um protótipo de Godzilla que vive bem debaixo da população de Nova Tóquio. Isso não te soa no mínimo peculiar? — Nako questionou o Hacker.
— Achei que esses biscoitos eram coisa da china. — Lessa comentou.
— Não, eles não são. — O mercenário retrucou.
Yono guardou o celular no bolso da jaqueta branca e respondeu.
— Cara, pelo que estão nos pagando eu não faria perguntas nem se me dissessem que o Ultraman está dormindo com sua mãe. Agora pare de chorar feito um amador e vamos acabar logo com isto. De acordo com nosso querido empregador, temos vinte minutos antes que o mundo acabe e não somos os únicos que estão vindo invadir este lugar.
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Se a uma semana atrás alguém tivesse me dito que a terceira guerra mundial seria Humanos Vs Cubos gelatinosos assassinos eu iria rir e dizer “Olha só, acho que você jogou rpg demais.”
Bom, hoje sei que o universo não dá a mínima para o que eu ou você achamos que pode ser ou não possível.
— Jonas! Tá sonhando acordado? Eu disse para dar uma olhada na sala. O Greg acha que ainda podem ter cubos aqui dentro.
Revirei os olhos e tentei não dizer para o Greg ir se arriscar a achar o cubo gelatinoso. A carcaça de três corpos eram prova suficiente de que meu traje protetor não iria me salvar se os tentáculos do monstro me puxassem para o interior de seu corpo ácido.
Como chegamos ao ponto de ter que caçar monstros gelatinosos por todo o mundo? Bom, a explicação mais fácil que posso dar é que algum idiota resolveu inovar em uma fórmula de gelatina que é vendida no mundo todo, colocando nela uma espécie de alga que encontramos no subterrâneo de Marte (Não, ninguém faz ideia de como esse idiota obteve essa alga) .
A substância alienígena , quando em contato com alguma coisa no nosso organismo acabou dando vida aos monstros. Agora, mercenários como eu estão tentando matar estas coisas antes que elas acabem com a humanidade (Sem muito sucesso, se posso dizer).
A NASA deu um nome científico às criaturas, mas nosso presidente os chamou de cubos gelatinosos em uma transmissão ao vivo e a moda pegou. O que posso dizer? Não é como se tivéssemos a mente mais genial no comando da Casa Branca.
O cheiro de carne queimando invadiu meu nariz. Merda, o Greg estava certo. Se eu não morrer depois volto para explicar porque vamos perder esta guerra. Porque eu tenho certeza de que isto é o fim da linha para a humanidade.
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Dia 1: Hoje eu mandei um sinal de socorro. Nunca fui religioso, mas se ainda existir algum Deus por aí… Por favor, que alguém me ouça.
Dia 2: Dos trinta tripulantes da nave sobramos eu e minha esposa Yara. Ela é a única coisa que me motiva a seguir em frente e a tentar manter a matéria negra no espaço de confinamento. Ela já tomou 70% da nave e ouso perguntar, quem está mantendo quem preso?
Dia 20: Já foram vinte dias sem resposta. Yara fez de tudo para me impedir, mas eu não aguento mais. Preciso tentar destruir aquela coisa.
Dia 23: Tenho um plano. Esperei Yara dormir para só então ir para o combate que julgo ser inevitável. Yara, se eu morrer. Saiba que amo você.
Dia 24: Tudo deu errado. Tive que me esconder entre os corpos que aquela coisa descartou. Amigos de velha data que agora não passam de carcaças. Yara… Minha esposa. Ela estava aqui. Com quem eu estava dividindo a cama fora do espaço de confinamento???
Dia 30: Não aguento mais.
Dia 35: Finalmente aquela coisa me encontrou. Ela derrubou a porta do laboratório e eu não tenho nenhuma arma. Mas quem entrou na sala não foi o monstro… Yara? Não. Não é ela. Seja o que isso for, sorriu para mim através da imagem de minha falecida esposa. Ela me pergunta se prefiro lembrar de Yara pelo corpo que encontrei ou da forma como ela está me oferecendo. Ela me diz que eu posso manter o meu amor vivo em minhas memórias. Só preciso fazer uma coisa antes…
Dia 1: Hoje eu mandei um sinal de socorro. Nunca fui religioso, mas se ainda existir algum Deus por aí… Por favor, que alguém me ouça.
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— Mesma terrorista da semana passada? — Jaques perguntou, coçando sua barba mal feita enquanto se aproximava de Lara para poder dar uma olhada no que a Hacker da Star Cops analisava.
Lara acenou uma confirmação com a cabeça e o deixou pegar o tablet que ela tinha nas mãos. A tela mostrava o exato momento em que a lanchonete havia explodido. Dos escombros, uma mulher de cabelos vermelhos que cobriam apenas metade de sua cabeça se ergueu e caminhou para a rua como se nada tivesse acontecido. Com suas roupas praticamente inexistentes os dois puderam ver que os dois braços e uma perna dela eram feitos de algum tipo de liga metálica.
— Este é o momento em que os Greens Horns tentam pega-la. — Lara disse, chamando a atenção de Jaques para um grupo de trolls de motocicleta que estacionaram nas proximidades e desceram atirando com tudo o que tinham contra a mulher de cabelos vermelhos.
— Os desgraçados não tiveram a menor chance. — O detetive disse, vendo disparo após disparo ricocheteando no corpo do alvo dos trolls. A mulher nem ao menos olhou na direção deles, deixando a cena do crime com um pulo que a levou para o alto e para longe das câmeras de segurança que filmavam o evento.
Jaques seguiu a direção do salto com os olhos, viu um prédio do outro lado da rua e imaginou que a garota deveria ter pousado no telhado sem muitos problemas.
— É a terceira vez que ela explode algum lugar da cidade e ainda não fazemos ideia de seus motivos. Primeiro foi um armazém velho na zona dos Coelhos vermelhos, depois o escritório de advocacia na rua 5 e agora esta lanchonete. Qual é a porra da ligação? — O detetive resmungou.
Lara não lhe deu atenção e pelo modo como os olhos da garota brilhavam feito uma noite de boate, ele soube que ela não estava mais no mesmo mundo que ele. Sem se incomodar com as faltas de modos dela, ele continuou a analisar a cena do crime. O lugar em chamas era apenas uma lanchonete de quinta categoria. Será que sua criminosa tinha problemas com o cardápio deles?
Segundo os registros, a explosão fizera doze vítimas entre funcionários e clientes. Doze pessoas que viviam na pior área da cidade e para as quais ninguém dava a menor importância.
— Porque ela não tem problemas em matar inocentes dentro dos locais, mas não revida quando confrontada por gangues ou qualquer outra pessoa? — Jaques voltou a falar sozinho, um hábito que considerava marca registrada de sua profissão.
— Acho que o importante não é quem estava nos estabelecimentos, mas os lugares em si. — Lara disse, retornando de seja lá o que estivesse fazendo na Matrix.
— Finalmente encontrou algo de interessante? — O detetive quis saber.
— Pedi ajuda a uns conhecidos aqui e ali. Um deles cavou fundo e me trouxe uma conexão entre as três explosões. Cinquenta anos atrás todos estes lugares pertenceram aos laboratórios NewLife. Já ouviu falar? Não me lembro de já ter visto algo sobre eles na rede.
Jaques riu e pegou um cigarro no bolso do sobretudo.
— Eu ia ficar surpreso de você já ter ouvido falar. A New Life foi pro saco a quase trinta anos, bem antes da instalação da Matrix, dos registros forçados e da invasão extra terrestre de 3055. Com tanta coisa mais “legal” para ler e se informar, porque a garotada de hoje iria se importar com uma empresa de bio tecnologia que faliu por má administração?
Lara deu de ombros.
— Bom, agora vou ter que me interessar. Se meu contato estiver certo, nossa terrorista está explodindo antigos endereços da New Life. E adivinha o que está no lugar do departamento principal desses caras?
Lara tomou o tablet das mãos de Jaques e puxou uma imagem que fez o detetive xingar sete deuses diferentes.
— A central de energia? Ela não seria maluca. Uma explosão lá e os danos poderiam mandar metade da cidade pelos ares. – Ele disse.
— Não acho que estamos lidando com alguém em seu juízo perfeito. — Lara respondeu.
Jaques começou a caminhar de volta a seu carro e fez sinal para que a parceira o seguisse.
— Nesse caso, melhor não arriscarmos. Só que essa mulher não é algo com o que a polícia consiga lidar com as armas ridículas que nos dão. Está na hora de jogar uma recompensa no mercado negro e torcer para que algum idiota bem equipado e sem amor pela vida decida pegar o trabalho.
Uma forte chuva caiu sobre a cidade, encharcando os dois antes de chegarem até seu veículo, mas Jaques nem se importou. Se não pudesse acabar com sua misteriosa terrorista à tempo, roupa molhada seria o menor de seu problemas.