Reunidos ao redor da mesa, os aventureiros tentam decifrar o enigma no pergaminho que encontraram na torre do antigo e sábio mago Galleax.
— “Na escuridão o terror aguarda. Corações ambiciosos não encontram a vitória na sala que brilha como o sol. Cuidado com o pesadelo rubro, ele é poderoso! Mas saiba que ele evita o brilho do astro rei! ” — Hank, o guerreiro, leu o pergaminho, deu de ombros e olhou para seus amigos. — Alguém entendeu alguma coisa?
— Por que diabos os magos só se comunicam através de enigmas? Custava ser claro é direto? — Yella, a Ladina bufou e foi buscar mais cervejas no bar.
Fergus, o mago do grupo, sorri.
— Na verdade, existe um motivo para isso. Todo mago aprende isso no primeiro ano de faculdade, na grade “Comunicação com o povo comum”.
— Está me dizendo que vocês são ensinados a escrever e falar em enigmas? — Hank cruza os braços e encara o seu amigo mago.
Revirando os olhos, Fergus aponta um dedo para Dorbs, o bárbaro do grupo, que está se divertindo em uma competição de comida. Ele tenta enfiar um frango inteiro na boca.
— Sabia que a principal missão dos magos é ajudar a evoluir a sociedade e espalhar o conhecimento? Já tentou ensinar alguma coisa para pessoas como o Dorbs? Uma vez tentei ensinar ele a ler e o cara comeu meus livros!
— Bom, sei que ensinar pode ser desafiador e…
— Desafiador? É quase impossível! — Fergus joga as mãos para o alto, então senta e sorri. — Mas aí os magos resolveram espalhar enigmas como este ao redor do mundo, em lugares diferentes que escondem desafios e tesouros. As pessoas parecem ter mais interesse em ler e raciocinar quando se sentem desafiadas.
A ladina retorna a mesa nesse momento.
— Você está nos dizendo que magos espalham enigmas como estes por aí, só para nos forçar a ler e quebrar a cabeça para encontrar as respostas para problemas que eles mesmos criaram? Como se o mundo fosse uma enorme gincana???
— É horrível, eu sei… Mas veja só, os índices de aventureiros burros que estão aprendendo a ler e a interpretar texto subiram em mais de duzentos porcento em relação ao ano anterior!
Encarando o mago a ladina suspira.
— Posso questionar seus métodos, mas não seus resultados.
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Era noite na taverna de Joorg e um grupo de destemidos aventureiros se reuniu na mesa para debater sua próxima missão.
Mago: Muito bem, meus valorosos amigos. Precisamos agir rápido e destronar o rei de Duran!
Guerreiro : O rei de Duran? Por que? Já trabalhei lá e o governo dele é muito bom!
Mago : Sim, isso é o que olhos destreinados vem, mas nós dá ordem dos magos dourados enxergamos seus planos secretos…
Ladino: Planos secretos? Tudo o que ele faz está em registro público.
O Ladino exibe vários pergaminhos à respeito do governo de Duran. Ninguém sabe de onde ele os tirou e ninguém se importa.
Ladino: O cara vai aumentar o investimento na educação e tem um plano muito inovador sobre a redistribuição de terras!
Ranger : Desde que ele assumiu, a quantidade de ladrões que vivem na floresta diminuiu. Estão todos indo para o reino dele, onde encontram trabalho e segurança.
Mago : Mas ele vai exaurir os recursos das terras ao dar elas a qualquer um!
Druida : Nah, acabei de falar com minha deusa e está tudo tranquilo.
Mago : Você não deve ter considerado todos os ângulos da questão….
Druida : Você acha que a MÃE NATUREZA não considerou todos os ângulos da questão? Sério?
Mago : Bom, mas vejam só… É que tem outro problema, o rei pretende impor impostos cruéis! Clériga, me ajuda aqui!
Clériga : Preciso concordar com o mago, esse rei tem a sombra do mal e do pecado e ele…
Ladino : E ele só vai aumentar o imposto dos super ricos e vai começar a cobrar imposto dos templos religiosos. Ora, ora… Será que esse é o verdadeiro problema aqui? Quanto dinheiro essa sua ordem dos magos dourados tem mesmo?
Mago: Claro que não! Vocês não tem a sabedoria que anos de estudo me deram… Bárbaro, você sempre está disposto a lutar. Vai se unir a nossa causa?
Bárbaro : Eu não, esse rei está organizando palestras de inclusão cultural que está ensinando o seu povo inculto a compreender a minha cultura.
O mago olha pasmo para o bárbaro. Nunca ninguém o viu falar tanto.
Bárbaro : E, para seu conhecimento, o meu nome não é “Bárbaro”. Me chamo Bark aar Ó. Esse é meu nome em minha língua, mas você nunca se deu ao trabalho de aprender nada sobre meu povo!
A discussão continuou, mas o grupo não apenas não concordou com o plano do mago e da Clériga, eles ainda os fizeram pagar a conta por chamar todo mundo para discutir um plano tão idiota.
Ladino: Hey, mago! Já que você levantou a questão de impostos injustos… Eu queria falar contigo sobre uma lista de sonegadores de impostos que encontrei por aí. Sabe, o seu nome e o de vários magos apareceu lá. Seria isso uma coincidência?
O mago suspirou e olhou para o companheiro.
Mago: Ok, quanto vai me custar para essa lista desaparecer?
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Emuma noite de muita chuva, um jovem bardo entra em uma taverna. Ele busca abrigo e, quem sabe, algumas moedas. A taverna estava cheia de aventureiros e ele sabia que poderia sair de lá com um bom lucro.
Bardo: Boa noite, senhores e senhoras. Meu nome é Ortis, o bardo das cantigas antigas! E hoje vou entretê-los com uma história horripilante! Ela fala sobre um ser maligno, de aparência tão vil que não há palavras em nossa língua que possam descrevê-lo!
Maga: Nenhuma palavra? Sério? Vocês bardos não deviam ser bons com as palavras?
Bárbaro: Sim, que tipo de bardo é você que nem ao menos sabe fazer uma simples descrição?
Bardo: Eeerr.. bom, vejam bem, vocês não devem compreender o que a expressão “mal indescritível” quer dizer, não é mesmo?
Ladino: Eu sei que provavelmente é algo que um narrador muito preguiçoso inventou para não ter que fazer descrições detalhadas!
Todos na taverna aplaudiram o comentário, deixando nosso bardo ainda mais sem jeito.
Bardo: Bom, estou certo de que alguns bardos, e não estou dizendo que sou parte desse lote, realmente são preguiçosos com descrições. Mas, este não é o meu caso! Acontece que a criatura da qual estou prestes a falar é um ser que não pode se compreendido pela mente humana. É um ser tão grotesco que…
Maga: Espera um pouco, se é um ser que não pode ser compreendido pela mente humana, como é que você sabe que ele é mau? Como sabe que é algo que deve ser temido?
Bardo: Por que a mente humana teme aquilo que não compreende!
Guerreiro: Eu não compreendo como o bárbaro do meu time consegue dormir com o som de seu próprio ronco! E nem por isso tenho medo dele.
Bardo: Mas estou falando de um monstro! Monstros dão medo!
Paladino: Ora, ora… não estamos ficando um pouco preconceituosos aqui? Nem todo “monstro” é do mal ou aterrorizante.
Ranger: Pois é! Eu vivo na floresta e convivo com alguns deles. Posso garantir que desde que você não os ataque eles não te farão mal.
Bardo: Quer saber de uma coisa? Acho que vou voltar para chuva….
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Bruno já não aguentava mais aquilo, precisava colocar um ponto final naquela relação. Claro, no começo tudo era maravilhoso, mas hoje ele percebia o quanto havia se deixado enganar pelas aparências. Sua mãe sempre lhe dissera “Não julgue um livro pela capa”, mas ele havia lhe dado ouvidos? Claro que não.
Agora, sentado em um pequeno café, olhando para frente com determinação, ele juntou toda sua coragem e disse:
— Sinto muito, não posso continuar com isto. Acho melhor terminarmos as coisas por aqui e cada um segue para seu lado.
Seu livro o encarou, perplexo. Sim, livros podem parecer bem perplexos quando querem.
— Mas, pensei que você gostasse de mim. — O livro disse. — Elogiou minha capa, minha diagramação… até te deixei me cheirar lá na livraria!
— Olha, eu sei… — Bruno notou, contrangido, que duas garotas sentadas na mesa ao lado começaram a olhar para eles. — Vamos falar mais baixo, ok?
— Acha que eu deixo qualquer um me cheirar no primeiro encontro? Acha que sou esse tipo de livro? — O livro o ignorou e ergueu ainda mais o som da voz, ultrajado.
Bruno não sabia onde enfiar a cara. Agora, todo mundo no café olhava para sua mesa. Um dos garçons que trabalhava ali até começou a filmar com o celular.
— Fala mais baixo, por favor. — Ele voltou a implorar.
— O que? Você quer terminar comigo sem nem ter chegado na metade da história, mas não quer que ninguém saiba disso? — O livro continuou, ficou de pé e bateu na mesa. — É isso mesmo, amigos! Aqui temos um leitor que sabe honrar seus compromissos com os livros que leva para casa!
— Ora, mas também não é assim. — Bruno se indignou. — Não é como se toda a culpa fosse minha! Você é uma história arrastada e muito chata.
O livro fechou sua capa com um sonoro “PLAFT!”.
— Ah, então é isso, não? — Perguntou com um tom baixo e muito gelado.
— Sim… digo, não. — Bruno tentou se recompor. — Olha, não é que sua história seja ruim. Acho que ela só não é o meu estilo, entende?
— Você está terminando comigo com o famoso “Não é você, sou eu”???
— Por favor, não torne as coisas mais difíceis do que já são. Eu também estou sofrendo, sabe?
Um silêncio muito constrangedor tomou conta dos dois. Então, muitos minutos depois, o livro se pronunciou.
— É a Netflix, não é? Você vai me trocar pela série que fizeram da minha história na Netflix.
— Olha, eu…
— AH, MAS EU NÃO ACREDITO! — O livro berrou e bateu na mesa mais uma vez, desta vez derrubando os cafés.
— É só que todo mundo está elogiando bastante a série e… — Bruno tentou explicar.
— Todo mundo??? Todo mundo quem, Bruno? Eu vou te dizer o que todo mundo está cansado de saber! TODO MUNDO SABE QUE O LIVRO SEMPRE É MELHOR DO QUE A SÉRIE!
— Bom, eu acho que desta vez a Netflix acertou. Sabe por que? POR QUE EU NÃO DURMO NO MEIO DA SÉRIE.
Depois disso, mais três horas de discussão tomaram conta do pequeno café. E quem pode julgá-los? Às vezes é muito difícil dar um fora em um livro, não é?
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Era uma noite de sonhos ruins, mas a curiosidade do escritor pode ser mais assustadora do que o pior dos pesadelos!
Acordei me perguntando porque a minha cama estava no meio de uma pequena ilha de pedra, que flutuava em um mar feito águas negras mais fedidas do que bueiro de esgoto em um dia quente de verão.
— Isto aqui não é muito normal… — Disse, para ninguém além da minha pessoa.
— Você não faz ideia do que significa ser normal, pequeno mortal! — Uma voz horripilante me respondeu e tomei um susto tão grande que quase pulei na água.
Meu interlocutor era uma figura esquelética (literalmente!), vestida em um manto escuro. A caveira segurava uma foice flamejante em uma mão e uma coleira na outra.
Preso na coleira, um Dragão colossal sorria para mim com dentes de navalha. Mesmo aterrorizado eu só conseguia me perguntar como uma coleira tão pequena podia prender um bicho daquele tamanho.
E foi aí que me toquei. Eu não estava acordado, não mesmo, aquilo era apenas um sonho ruim e esquisito.
Como escritor, me vi obrigado a aproveitar a situação.
— Nossa! Minha imaginação deve estar a mil! Olha só os detalhes no visual de vocês!
Me aproximei da caveira e do dragão e acho que minha empolgação os deixou desconfortáveis porque o dragão rugiu e seu dono tentou me fatiar com sua foice.
— PARA TRÁS, MORTAL! COMO OUSA TENTAR TOCAR NO DRAGÃO QUE COME UNIVERSOS? — A caveira disse em um tom que eu só atribuiria a um poderoso vilão. — FAZ IDEIA DE QUEM EU SOU?
Eu me sentei e peguei meu pequeno caderno de anotações. Ele estava no bolso da minha calça, é claro.
— Não faço a menor ideia, meu amigo. — Respondi. — Mas me conte tudo, não poupe nenhum detalhe. Vou iniciar a sua ficha de personagem agora mesmo. Quem sabe não possa te encaixar no conto que preciso entregar no mês que vem…
Uma ventania causada pelo bater de asas do dragão que come universos quase me fez sair voando.
— Calma ai, meu amigo alado! Eu também vou fazer uma ficha sua! — Reclamei. — Não sou muito chegado a histórias de fantasia medieval, mas posso abrir uma exceção no seu caso. Agora, me diz, ao comer universos… você os tempera com alguma coisa ou apenas… sei lá, come sem nem cozinhar?
A caveira olhou bem fundo nos meus olhos.
— Você é um mortal muito esquisito. — Declarou e então pulou nas costas de seu dragão. — Vamos embora daqui, Devorador de universos! Vamos para longe deste… Deste… MONSTRO E DE SUAS PERGUNTAS INCONVENIENTES!
Os dois voaram para longe de mim e o rabo do dragão bateu no chão antes de se afastar, destruindo minha pequena ilha.
Cai no mar negro e dei de cara com o chão. O barulho estridente do meu despertador era a única coisa que consegui ouvir ao ficar de pé.
— Puxa vida, eles nem me deram uma ideia do background deles. — Resmunguei. — Bom, acho que vou ter que inventar tudo do zero. Ser escritor não é fácil…
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Olá, amigos aventureiros! Bem vindos a minha palestra motivacional!
Jorg, o guerreiro lendário, abriu os braços para receber sua plateia e sorriu. Um sorriso perfeito e com dentes muito brancos.
— Sei que muitos de vocês já pensaram em desistir da vida de aventureiro, muitos já cansaram de bater em goblin e kobold e se perguntam quando as coisas vão ficar realmente emocionantes… Querem saber o meu conselho?
Ele perguntou para todos, mas olhou com todo seu carisma para um bárbaro sentado na primeira fila. O homem comia uma coxa de frango e parou para encará-lo com a boca ainda cheia.
— Na real… Eu só colei aqui pela boquinha livre. — O bárbaro respondeu um tanto tímido.
— Tenham um espírito livre! Isso mesmo! — Jorg prosseguiu, ignorando o comentário do homem. — Para alcançar grandes coisas o seu espírito deve ser livre! Deve voar e conquistar o mundo!
Alguém na plateia levantou a mão.
— E para aqueles de nós que fizeram um pacto com um demônio e não tem mais um espírito? — Um mago de rosto cadavérico perguntou.
A pergunta pegou Jorg de surpresa, mas ele logo recuperou seu jogo.
— A vida sempre vai te colocar obstáculos! Não tem alma?Isso não impede zumbis de levantar cedo para tentar matar alguém!
— Então eu devia ser como um zumbi? — O mago questionou, confuso.
— Não! O que eu quis dizer é que você só precisa mudar seu mindset! Pensar diferente! Chama uns amigos da sua cabala e faz um brainstorming! Inove, como acha que o poderoso Orwen da ordem dos magos rubros conquistou o sucesso?
— Com sacrifícios humanos e matando seus oponentes! — Um mago de manto escarlate sentado no fim da plateia gritou.
Jorg quase desistiu de argumentar, mas ele não podia perder a plateia.
— E ele fez isso por que? Porque Orwen é um tarrasque do mundo dos negócios arcanos! Nada fica em seu caminho! — Ele disse e então se virou para uma pessoa aleatória da plateia. — Você deve escolher um animal que represente seu espírito! Qual seria o seu?
A mulher vestida em trajes de folhas e cipó o encarou.
— Bom, sou uma druída mestre das feras. Posso ser qualquer coisa…
Jorg levou uma mão ao rosto, desesperado.
— Ok, moça. Mas se pudesse escolher um animal, qual seria?
— Eu gostaria de ser um ornitorrinco.
— Como é? — Jorg perguntou.
— Ornitorrincos são demais! — A druida disse, empolgada. — Eles tem uma audição incrível debaixo da água! E você sabia que as fêmeas produzem leite para amamentar mesmo sendo oviparas?
Jorg se virou para o bárbaro que ainda parecia mais entretido com o frango.
— Vocês precisam ser como nosso amigo aqui, forte e determinado! Aposto que o seu animal espiritual é o tarrasque, não?
O homem fez que não com a cabeça.
— Na real, o chefe da minha tribo disse que meu guia espiritual é o ornitorrinco selvagem.
A druída aproximou sua cadeira da do bárbaro e os dois passaram a conversar com muita empolgação.
— Cara, você é pessimo nessa história de coaching. — O mago de rosto cadavérico disse. — E acabo de ler sua mente, sério mesmo que você nunca matou mais do que alguns goblins???
— Aff! Que perda de tempo! — Uma garota de arco e flecha reclamou. — É a última vez que gasto meu ouro com esses coaching da vida!
Logo, toda a plateia se foi, deixando Jorg apenas na companhia do bárbaro e da druida que ainda falavam sobre o ornitorrinco.
Dando de ombros, Jorg se uniu a eles. Aquela não era a sua noite, talvez a plateia do dia seguinte fosse melhor. Antes de ir embora a druída fez uma leitura de seu espírito e descobriu que seu guia animal também era o ornitorrinco.
— Sério? — Jorg perguntou. — Será que consigo usar isso nos meus discursos? “Descubra cinco motivos para ser um ornitorrinco”… Isso dá um título curioso e até que chama a atenção…
Ele passou a rascunhar seu próximo discurso, agora só precisava pensar em cinco bons motivos para alguém querer ser um ornitorrinco.
Quando o mestre pedir por um teste de percepção, role furtividade e vá embora. Seja lá qual for a treta, não é problema seu se a furtividade der certo
Não sabe se pode confiar em uma pessoa? Pergunte ao gato dela, gatos são ótimos julgadores de caráter. A pessoa não tem um gato? Atire nela.
Antes de decidir guiar seu grupo pelo caminho menos perigoso da floresta, olhe para a cara do bárbaro. Não importa a ameaça que você está tentando evitar, nada é mais perigoso do que um bárbaro entediado.
Não é só porque você é um ranger que precisa ter um companheiro animal! Às vezes o bárbaro sozinho já supre esse papel na sua vida.
A sua capa de camuflagem também pode esconder aquela porção de comida que você não quer dividir com o grupo. Fica a dica!
Confiança é essencial para os rangers. Se sua rolagem de percepção for boa, confie na sua habilidade. Se ela for ruim, fique atrás do Bárbaro e confie nele para aguentar o dano!
O ranger não erra um ataque, ele te dá uma chance de correr e se esconder.
Sim, uma flecha pode atravessar uma armadura de metal. Mas se a pessoa com armadura em questão estiver muito perto de você e tiver um machado gigante nas mãos, talvez seja melhor trocar o arco pela boa e velha estratégia de retirada!
Conselhos da Capivarah Guerreiro
Quando a oportunidade bater à porta, bata de volta com um ataque de oportunidade!
O guerreiro sábio entende que a única paz que importa é aquela dentro de sua alma. Pode meter a porrada em todo o resto.
Não adianta fazer sua armadura completa viver só de comer alface. Não importa a dieta dela, seu mestre nunca vai te deixar tratar ela como uma armadura leve.
O verdadeiro guerreiro não foge de trabalho pesado. Vai pegar peso, sua preguiça! Tá achando que vestir armadura é fácil?
O bom guerreiro possui sempre um bom plano de batalha e uma boa corrente para prender o bárbaro idiota que insiste em não seguir o plano.
Guerreiro, ensine boas maneiras para sua armadura. Classe de armadura é seu atributo mais importante!
Existe um lobo dentro de alguns guerreiros. Mate eles, são lobisomens!
Saber lutar com vários oponentes de uma vez só é uma habilidade útil. Saber evitar uma situação dessas é uma habilidade muito melhor.
Conselhos da Capivarah Mago
Não interessa quão legal sejam seus truques de magia com cartas, ninguém quer saber deles em um jogo de pôquer
Um mago poderoso não precisa conhecer outra magia além de bola de fogo. São seus amigos que precisam aprender a se esquivar mais rápido.
Meu pai sempre me dizia que só se vive uma vez. Ele claramente nunca teve aulas de necromancia. Se você manjar da magia certa, se vive quantas vezes quiser.
Livros são legais, mas você já jogou uma magia de transmutação no bardo do seu grupo hoje?
Se beber, não use rituais de invocação. A coisa pode ficar feia.
Fetiche é um item mágico para magos, já para bardos é algo bem diferente. Nunca esqueça isso.
Um mago nunca fica indefeso quando acaba a magia. É para isso que servem os amigos. Sacrifique eles e corra!
Como assim magos não precisam de força e vigor??? Já viu o peso da minha mochila cheia de livros???
Conselhos da Capivarah Bárbaro
Não bata menos quando puder bater mais. Waaaaaarr!!!!
Nem sempre violência é a melhor solução, às vezes o problema só não requer a sua atenção.
Ignore o seu mestre, bárbaros não precisam de pontos de sobrevivência na ficha. Invista tudo em força e armas. Os outros é que vão precisar rolar sobrevivência perto de você.
Furtividade é coisa de idiota. Se não sobrar ninguém vivo para te ver, ninguém te viu.
Fantasmas não são imunes a dano físico. Eles só não receberam dano o suficiente.
Bárbaros também apoiam a paz. Se você matar todo mundo que te irrita, terá a sua paz.
Não quebre as expectativas das pessoas. Quebre as pessoas.
Menos só é mais quando o assunto for a quantidade de oponente que seu machado derrubar!
Conselhos da Capivarah ladino
Não roube dos amigos, convença o clérigo a fazer dízimos mais lucrativos através da sua nobre participação
Uma sociedade ideal é aquela que supera coisas supérfluas como o conceito da propriedade privada. Nesse sentido, seja um ator que promove a sociedade ideal.
Quando um paladino te interrogar, chore e diga que o mago te enfeitiçou para só poder dizer a mentira. Verdade ou não, ele vai ter que te deixar em paz e interrogar o mago.
A regra número um é “NUNCA roube dos amiguinhos”. A regra número dois é “NUNCA falhe no teste quando roubar dos amiguinhos”.
Se existem um deus dos ladrões, roubar não é crime. É a coleta justa do dízimo!
Quando estiver procurando por um tesouro perdido, sempre questione o padeiro. Se ninguém achou o tesouro, é porque ele assou.
Se o guerreiro perguntar se você roubou do grupo, negue até ele acreditar. Se o mago perguntar, negue até ele ter coisa melhor para fazer. Se o paladino perguntar… aí o azar é seu. Quem mandou não fugir antes?
Não é que ladinos não queiram te contar toda a verdade, é que temos empatia o bastante para não te entristecer com coisas que você não precisa saber.
Conselhos da Capivarah Monge
O caminho para a verdadeira paz espiritual é pavimentada com muita porrada e acertos críticos. Kiai!
Exercícios de respiração saõ ótimos para saúde. Especialmente para aqueles que acabaram de levar um chute de monge nas bolas.
A sabedoria de monge me ensinou que algumas pessoas precisam aprender a fazer voto de silêncio. Nem que seja na base da porrada.
Raspar a cabeça não tem nada a ver com espiritualidade. Vai lá ser o monge novato em um monasterio cheio de monges entediados e depois me diga quantos dias passaram até alguém passar bosta de cavalo no seu cabelo.
Lide com idiotas com paciência. Bata neles com uma pá e entregue os restos mortais para a ciência.
Se algum dia ganhar um companheiro animal, escolha uma vaca. Ela será a vaca muuunge!
Sua paz espiritual vale mais do que a integridade física do idiota que pede para apanhar.
Reze pela paz, mas desça a porrada em quem não entender suas preces.
Quem disse que monges são chatos e sem estilo? Somos cheios de estilo! Estilo de luta do macaco, da cobra, do leopardo…
Conselhos da Capivarah Paladino
Não diga ao seu Deus que tem um grande tarrasque no seu caminho. Diga ao tarrasque o endereço do seu Deus e manda ele resolver essa treta! Você não tem XP pra isso não!
O valor da integridade é a primeira coisa que um paladino aprende. Tem gente que precisa apanhar em tempo integral.
Nunca escolha servir um Deus com base na sua fé. Escolha com base na área de cobertura. Tem Deus com um sinal tão ruim que vai te abandonar na primeiro nível da masmorra.
Se você não investiu pontos em perícia de babá de crianças é porque ainda não descobriu em quanta roubada seus amigos vão te meter. Tem bando de rpg que é só seu Deus na causa.
Confie no seu deus, na bondade das pessoas e na corrente que vai manter o ladino do grupo longe do seu bolso.
Seu deus proverá! Mas lembre que isso vale para dádivas e encrencas!
Quando duvidarem da sua fé, jogue a pessoa de uma montanha e reze para que seu deus a salve. De um jeito ou de outro, o mundo será um lugar melhor.
Seus inimigos também merecem justiça. Certifique-se de deixar sua arma cair justamente na cabeça deles!
Uma coisa que poucos paladinos sabem é que investir em estudo de línguas estrangeiras é muito útil. Deuses não falam de formas misteriosas, eles só esperam que seus servos sejam poliglotas.
No topo de uma montanha, um grupo de aventureiros se prepara para uma perigosa missão.
Mago: Ok, logo o sol vai se por e esse será o momento ideal para abrir o portal para Dmazztr, a dimensão infernal!
Clériga: Estamos todos prontos?
Ladino : Hum… Cadê o guerreiro? Atrasou de novo???
Mago: Sério? Como ele consegue sempre estar atrasado? Bárbaro, vocês não foram juntos no ferreiro da cidade para preparar suas armas?
Bárbaro : Bom, sim… Mas depois ele teve que ir pro trabalho e me disse pars ir na frente.
Mago: Trabalho? Ele está em outra missão?
Ladino : Não cara, ele tem um trabalho como segurança em uma das tavernas da cidade.
O guerreiro finalmente chega, quase sem fôlego de tanto correr.
Guerreiro : Desculpa aí galera, meu chefe me pediu para fazer hora extra. Sabe como é, manda quem pode e obedece quem tem juízo. Vamos lá matar uns demônios?
Clériga : Bom, AGORA que temos nosso guerreiro, acho que podemos ir. Eu não ia encarar um mês no reino infernal sem você.
Guerreiro : Perai, UM MÊS??? Vocês estão loucos? Eu tenho no máximo este fim de semana. Preciso estar segunda feira bem cedo lá no trabalho.
Mago: Cara, estamos indo enfrentar o exército de demônios do lorde Arakawa, o quinto lorde infernal… e você acha que vamos fazer isso em um fim de semana?
Guerreiro : Oh, me desculpe se EU tenho um EMPREGO. Nem todo mundo nasce rico e dono de uma biblioteca de livros mágicos.
Mago : Espera aí, eu não sou um riquinho mimado não. Estudei anos para entrar na ordem dos magos rubros.
Clériga : A ordem de magia da sua família né? Onde seu avô é o lider máximo?
Ladino: É meritocracia que chama?
Guerreiro : De toda forma, por que eu sou o único do grupo que tem um trabalho de verdade? Sabe, oito horas por dia de trabalho e um salário no fim do mês. Isso não soa como algo que todos vocês deviam ter? Quem paga suas contas?
Bárbaro : Eu moro na casa do mago, ele precisa de mim quando a mana acaba.
Clériga : Eu ainda moro no templo da minha Deusa.
Ladino : Sabe aquela taxa de 20% que sempre some do seu salário? Então…
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Elaine viu Argos entrar na sala e o encarou, ansiosa.
— E aí? Conseguiu trazer tudo? — A guerreira olhou para a sacola nas mãos do mago.
— Se eu consegui tudo? Veja por si mesma, minha amada! — Argos tirou um cristal da bolsa que brilhava com uma energia dourada muito estranha.
Era quase como se algo vivo estivesse dentro do objeto.
— O coração do antigo Deus Kotosh! Os bardos dizem que ele foi perdido nos portais das dimensões perdidas e que nunca ninguém seria capaz de recuperá-lo! E mesmo assim, aqui estou!
O mago sorriu e esperou por alguma reação de sua esposa.
— Elaine? Tudo bem? O que você achou?
Elaine respirou fundo e levou a mão até sua testa.
— Eu só te pedi para ir no mercado comprar pão, queijo e ovos! ONDE ESTÃO AS COISAS QUE PEDI, ARGOS???
O mago olhou para o cristal bizarro e só então pareceu se lembrar de algo importante.
— Oh…é… As compras do mercado
Elaine suspirou.
— Minha mãe me disse para casar com o ladino, mas não! Eu tinha que ter casado com o mago idiota!
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Jack estava viajando nas ideias para sua história, depois de uma semana de bloqueio criativo ele finalmente havia conseguido retomar o trabalho!
— É isso aí, vamos concluir a cena da batalha do forte Oremand! — Seus dedos viajaram furiosamente pelo teclado do notebook.
Aquela era uma cena difícil, um dos pontos altos do clímax. A resistência liderada pelo paladino da luz, Sir. Philipo, estava cercada pelo inimigo. Os muros do forte eram a única coisa que os separava do exército do lorde do mal, Azaros!
No entanto, Azaros sabia de uma passagem secreta que levaria suas forças para dentro do forte. A derrota da resistência era inevitável.
— Agora, o paladino foi pego de surpresa quando… — Jack dizia enquanto digitava.
— Com licença. — A voz forte de um homem disse, bem ao lado dele. Sentado em uma cadeira, um cavaleiro de armadura prateada olhava com indignação para Jack.
Aquele era Philipo!
— Eu sou um mestre estrategista, de acordo com o background que você escreveu para mim. Acha mesmo que eu teria passado meses planejando este refúgio para a resistência, sem descobrir nada a respeito de passagens secretas no forte? Isso não faz sentido. — O cavaleiro questionou.
Jack não sabia o que responder, mas nem teve tempo porque uma voz sombria o assustou.
— Você acha que isso não faz sentido? — Um enorme homem de armadura negra, montado em um Dragão, disse. Aquele era o lorde do mal, Azaros. — Meu amigo, eu tenho um DRAGÃO! Porque não estou sobrevoando sua fortaleza idiota e colocando chamas em tudo?
Uma terceira pessoa riu muito alto, atraindo a atenção para si. Era uma bela mulher de cabelos negros lisos, vestido verde, olhos dourados e dona de uma beleza sem igual. Ela tinha um cajado feito de prata em uma mão e uma pedra na ponta dele emitia uma luz esverdeada.
— Meninos, vocês estão reclamando de falta de estratégia e por causa de um dragão? Pelo menos ele se lembrou que vocês possuem essas coisas em sua ficha de personagem! — Ela reclamou, apontando um dedo acusador para Jack. — E eu que, a não mais do que três capítulos atrás, usei a minha magia para dizimar um exército de orcs??? Para onde foi meu poder Jack? Porque estou sentada em minha tenda sem fazer nada para ajudar a resistência?
A mulher, que era a arquimaga Lorena, se aproximou do escritor com passos firmes e um olhar que faria um gigante se esconder.
— Não me diga que se esqueceu de que eu estou nessa cena, você esqueceu?
Jack engoliu em seco.
— Veja bem Lorena, é que a trama central do livro é sobre as diferenças de ideais que existem entre Philipo e Azaros… você tem o seu próprio núcleo de narrativa… você é a…
Lorena deu um sorriso frio e ameaçador ao escritor. Colocou a pedra mágica de seu cajado bem na cara dele.
— Se as palavras “interesse romântico” saírem da sua boca, eu juro pela Deusa que vou atirar uma bola de fogo em você. — Disse, em um tom firme que fez Jack quase se mijar nas calças.
Os três personagens sentaram ao lado dele e começaram a questionar cada um de seus atos ao longo da história. Eles apontavam erros e acertos, muito mais do primeiro do que do último. Muitas horas depois, Jack finalmente havia desistido de discutir com suas personagens e resolveu escrever o livro a partir do zero!
— Ok, eu já anotei todas suas reclamações! — Ele disse, derrotado. — Vou fazer tudo de novo! O que mais vocês querem de mim???
Philipo colocou a mão vestida de metal em seu ombro.
— Bom, já que perguntou, no prelúdio você me fez cortar o rosto do meu irmão por causa de uma briga que tivemos sobre o cachorro velho que cuida da fazenda de nossa família. — O cavaleiro aproximou o rosto para ter a mais completa atenção de seu criador. — Onde está meu cachorro, Jack? O que diabos você fez com o meu cachorro?
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