Aelin tensionou a corda de seu arco quando parou de ouvir os sons da floresta do desespero.
Silêncio não fazia parte da natureza.
— Saia das sombras e fale comigo, caso não deseje ter minha flecha na sua garganta. — Ela apontou para sua direita e observou.
Seus olhos elficos nada viam, mas ela sabia que algo a espreitava nas sombras.
Um ser humanoide, grande, de pele esverdeada e cheia de escamas se materializou diante dela. Olhos amarelados a estudaram e a criatura riu.
— Seu povo sabe que suas armas não podem ferir a mim e nem aos meus irmãos. Você não é ignorante, ou não teria encontrado seu caminho pelo labirinto das árvores.
— Sei que não posso matá-lo, mas uma flecha na cabeça ainda é um incômodo. Mesmo para um demônio imortal como você. — Aelin manteve sua mira.
— O que deseja, pequena elfa?
— Meu povo precisa passar por sua floresta para escapar do exército de Orcs das montanhas. Eles conhecem as lendas deste bosque e não irão nos seguir. Esta é nossa única opção para escapar com vida da guerra.
O demônio começou a caminhar ao redor dela.
— Guerras vão e vem. Reinos nascem e caem. Povos surgem e desaparecem. Por que deveríamos nos importar com os elfos?
Ela abaixou seu arco e desamarrou uma bolsa que caregava presa ao cinto.
— Aqui dentro está o coração de seu rei imortal. O coração que elfos, anões e humanos tomaram dele centenas de anos atrás. Leve-o, mas me prometa passagem segura pelo bosque.
Quando deixou a floresta, Aelin não sorria. Havia conseguido o que desejava, mas o preço era um gosto amargo em sua alma. Uma elfa mais jovem, muito parecida com ela, a esperava junto aos cavalos.
— Você conseguiu? — Eia, sua irmã, perguntou.
Aelin assentiu com a cabeça e montou.
— Então você realmente entregou o coração do rei demônio? Sabe o que ele fará quando despertar?
— A fúria dele não nos alcançará. Estaremos longe daqui quando ele despertar.
Sua irmã abaixou a cabeça.
— E quanto aos humanos e anões?
Aelin não ousou encará-la quando respondeu.
— Povos surgem e desaparecem. Por que devemos nos importar?
Sua irmã não respondeu, apenas a seguiu em silêncio.
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