A obra das três irmãs

— Não vemos uma destruição dessas desde que o Corpo do Deus morto caiu aqui e varreu os dinossauros. — Urd disse, olhando perplexa para o que havia sobrado da Dinamarca.

— Depois que o homem aprendeu as propriedades bélicas do urânio era só uma questão de tempo para esses idiotas chegarem até aqui, irmã. — Verdandi respondeu. — Eu os chamaria de tolos se não tivessem conseguido a proeza de fazer até Gaia esquecer quem ela é.

As Nornas expandiram sua consciência para analisar a extensão do estrago feito pela guerra que os humanos chamaram de Terceira guerra mundial.

— Eles conseguiram matar até o último dos Deuses que deixamos viver. Vamos ter bastante trabalho. — Verdandi concluiu.

— Então é melhor começarmos logo. A quantos deles vamos dar o poder de ‘um Deus’? Melhor não exagerarmos desta vez. Ainda me lembro de Atlântida. — Urd disse e então se virou para sua terceira irmã, que ainda estava muito calada.

— O que você vê, Skuld?

A Norna que parecia apenas uma jovem e frágil garota chorou. Olhou para suas irmãs e respondeu.

— Ainda nada… não vejo absolutamente nada.

Aquilo preocupou suas irmãs.

Verdandi levou as mãos para massagear a testa.

— Talvez desta vez os humanos precisem mais do que Deuses para que continuem cegos à sua verdadeira natureza. Espero que ninguém resolva despertar do Sono justamente agora, isso sim seria uma verdadeira tragédia.

Sem mais o que dizer, as três tecelãs do Destino desapareceram, deixando as ruínas do mundo dos Humanos para trás.


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