O retorno de Crepúsculo aos cinemas reacendeu aquela velha (e inegável) paixão por vampiros, não é mesmo?
O amor que os leitores tem por essa série é tanta que a Editora Intrínseca aproveitou e lançou no Brasil um box edição de colecionador belíssimo da saga, perfeito para quem quer reviver a história de Bella e Edward com luxo na estante.
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Mas se esse clima chuvoso de Forks despertou a sua sede por histórias de sanguessugas e você quer explorar o mito em outros universos, eu preparei uma lista perfeita. Tem desde terror gótico em barcos a vapor até comédia romântica com vampiros milenares que não sabem usar o Wi-Fi.
Prepare o alho (ou não) e confira essas indicações:
Sonho Febril, de George R.R. Martin
Sim, aposto que você já ouviu falar do Martin por causa de Game of Thrones, mas ele também escreveu esta obra-prima do terror que mistura vampiros com a era de ouro dos barcos a vapor no Rio Mississippi (EUA) do século XIX.
A História: O falido capitão Abner Marsh recebe uma oferta irrecusável para construir o maior barco a vapor do rio, financiado pelo misterioso aristocrata Joshua York. A única regra? Não fazer perguntas sobre os hábitos noturnos de York. Logo, Marsh descobre que seu sócio é um vampiro em uma missão nobre para curar sua espécie, mas que precisará enfrentar facções sádicas de sanguessugas nas plantações do sul.
Personagens Principais: Abner é o humano rude, teimoso e feio, mas pragmático e extremamente leal. Joshua é o vampiro poético, visionário e pacífico que luta contra sua própria natureza letal.
Pontos Fortes: A ambientação histórica (gótico sulista) é impecável, a mitologia vampírica tem um viés biológico inovador, e a amizade improvável que se constrói entre os dois sócios é o verdadeiro coração do livro.
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Para quem gosta de fantasia urbana Jovem Adulta (YA), suspense e romance sáfico, este livro traz uma releitura incrível e moderna do gênero.
A História: Em um mundo onde um vírus humano quase extinguiu os vampiros, a elite vampírica sobrevive bebendo “Hema”, um sangue sintético caríssimo. Kat Finn, uma jovem vampira pobre, ganha uma bolsa no ultrassecreto Colégio Harcote e acaba dividindo o quarto com Taylor Sanger, sua ex-melhor amiga de infância rica. Enquanto reacendem uma paixão antiga, as duas descobrem conspirações sombrias sobre a origem do Hema e os segredos da escola.
Personagens Principais: Kat é resiliente, teimosa e muito consciente das desigualdades sociais. Taylor é a garota da alta sociedade que parece perfeita, mas sofre com as pressões de sua família conservadora e o medo de assumir sua sexualidade.
Pontos Fortes: A crítica social sobre o capitalismo (monopólio do sangue sintético), o ritmo de thriller investigativo na reta final e a química deliciosa do tropo enemies to lovers (inimigas que se apaixonam) entre as protagonistas.
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Quer algo leve, engraçado e fofo? Esta é uma comédia romântica (rom-com) deliciosa que, por acaso, tem um morcego no meio.
A História: A artista falida Cassie Greenberg está prestes a ser despejada e aluga um quarto baratíssimo num bairro chique. Seu colega de apartamento, Frederick, dorme de dia, usa roupas antiquadas e é estranhamente formal. Quando Cassie acha bolsas de sangue na geladeira e descobre que ele é um vampiro recém-acordado de um sono secular, os dois fazem um acordo improvável para conviverem em paz.
Personagens Principais: Cassie é a jovem adulta altamente relacionável, lidando com ansiedade e boletos. Frederick é o oposto do vampiro assustador: ele é um verdadeiro “golden retriever”, um cavalheiro de séculos passados que tenta, de forma hilária e desastrada, aprender a usar um smartphone.
Pontos Fortes: O humor focado no choque de gerações, a subversão do mito do vampiro perigoso e o romance reconfortante (cozy) que foca em gentilezas do dia a dia e na convivência doméstica.
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Amor Imortal (Undying Love), de Tomm Coker e Daniel Freedman
Para os fãs de quadrinhos que adoram a estética “John Wick encontra Drácula”.
A História: O ex-fuzileiro naval John Sargent se apaixona por Mei, uma jovem chinesa que foi transformada em vampira. Para libertá-la da maldição, a única saída é matar o monstro que a criou. O problema é que o criador é Shang-Ji, um dos vampiros mais antigos e mortais da história. Sargent mergulha no submundo de Hong Kong usando táticas militares pesadas contra forças sobrenaturais.
Artistas: Tomm Coker brilha no roteiro e com uma arte realista e sombria, enquanto Daniel Freedman entrega cores neon que contrastam perfeitamente com o clima noir.
Personagens Principais: Sargent é o herói de ação pragmático; Mei é o coração emocional que luta contra sua maldição; Shang-Ji é o vilão quase invencível enraizado no misticismo.
Pontos Fortes: A fusão espetacular de táticas de espionagem/militares com terror e o uso refrescante do folclore chinês para construir a mitologia dos vampiros.
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Halfway to the Grave (Série Night Huntress), de Jeaniene Frost
Se você quer ação vertiginosa e muita tensão romântica no mundo da fantasia urbana clássica.
(Atenção: A série está disponível apenas em inglês. ⚠️ Alerta de gatilho: A trama tem menções abuso sexual e tráfico de mulheres no passado de alguns personagens para construir suas motivações).
A História: Catherine “Cat” Crawfield é uma meio-vampira justiceira que passa as noites matando vampiros para vingar o passado trágico de sua mãe. Quando ela é capturada por Bones, um mestre vampiro e caçador de recompensas, ele não a mata. Em vez disso, propõe treiná-la para ser uma caçadora de elite em troca de sua ajuda para derrubar uma rede criminosa.
Personagens Principais: Cat é o grande destaque: letal, boca-suja, corajosa e dona de uma força invejável; ela não precisa ser salva. Bones é o parceiro de sotaque britânico e moralidade cinzenta que não diminui a força dela, mas a incentiva a ser ainda mais perigosa.
Pontos Fortes: O crescimento e a autoaceitação da protagonista, diálogos recheados de humor ácido e o equilíbrio perfeito entre cenas de luta brutais e um romance de química explosiva.
🎧 Dica de Ouro: Se você entende inglês de ouvido, procure a versão em audiobook dramatizado no Audible (pela GraphicAudio). Tem atores de voz diferentes para cada personagem e trilha/efeitos sonoros reais (passos, espadas, barulhos da cidade). É como ouvir um filme de ação e romance na sua cabeça!
Apesar de não ser um livro com vampiros, eu também tenho um livro de romance sobrenatural que pode te interessar. Ele está publicado no Wattpad e você pode ler DE GRAÇA.
Jane é uma orgulhosa bruxa do clã Greenwood, seu talento só é superado pelo seu orgulho. Apesar de ser um tanto inconsequente, nem mesmo ela teria se arriscado a invocar o misterioso ser conhecido como “O Guardião do cemitério Saint Clair”, um ser antigo e poderoso que todas as bruxas de seu clã conhecem e temem, caso tivesse escolha.
Só que, naquela noite, ela estava sem escolha alguma.
Jane precisa muito da ajuda dele para salvar a vida de sua melhor amiga e o Guardião vai ajudá-la, nem que para isso ela precise fazer dele o seu escravo!
Assim começa uma série de aventuras cheias de magia, perigos e, sim… Talvez até romance.
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Eu resolvi ver como os resultados da pesquisa podem me ajudar a melhorar a minha escrita e o meu trabalho como escritor de fantasia e romantasia. Vamos traduzir esses números em estratégia real para sua carreira?
1. Protagonistas que “Dão conta do recado”
Tortas e alguns feitiços, minha romantasia sáfica no Wattpad. Um livro com vibes Cozy Fantasy que mostra a batalha de duas mulheres para reconstruir uma vida destruída pela guerra.
A pesquisa mostra que 61% dos consumidores são mulheres, e o maior grupo comprador do país são mulheres pretas e pardas da Classe C.
Sabe o que isso significa? Que aquela protagonista perfeita em um castelo europeu está perdendo espaço para a mulher brasileira batalhadora.
Dica de Escrita: Traga a resiliência da nossa realidade para o seu mundo fantástico. Sua heroína pode até lutar contra dragões, mas que tal se ela também tiver que “equilibrar os boletos” ou cuidar da família?
Identidade: Aposte na diversidade étnica e em cenários que tragam o cheiro e as cores do Brasil (café, guaraná, nossas matas). Isso gera uma conexão que o livro traduzido não consegue alcançar.
Mas vamos um pouco além, vamos entender o que entra no campo da representatividade da protagonista com o estilo da mulher brasileira.
Para expandir essa dica com base nos dados do Panorama de Consumo de Livros 2025 (que destaca a força das mulheres da Classe C e de mulheres pretas e pardas), precisamos entender que “identificação” não significa apenas colocar o nome de uma cidade brasileira na história. Significa transpor a vivência, a estética e os valores da mulher brasileira para dentro dos tropos da Fantasia e da Romantasia.
Vamos dar uma olhada em quatro eixos práticos para aplicar isso na sua escrita?
Representação Estética e Ancestral (Saindo do Eurocentrismo)
Muitas fantasias focam no padrão “medieval europeu” (cabelos lisos, pele pálida, climas gélidos). Inclusive, essa pesquisa me ajudou a perceber que me encaixo neste perfil e quero fugir dele em minhas próximas histórias. Pensando nisso, pesquisei algumas formas de criar personagens que conversem mais com o perfil das leitoras brasileiras.
Use elementos que conversem com sua região: Em vez de uma protagonista que usa poções de ervas europeias (como lavanda ou sálvia), crie uma Romantasia onde o sistema de magia envolva elementos da flora brasileira ou de matriz africana/indígena adaptados.
Descrições da aparência: Descreva cabelos crespos e cacheados com termos de celebração e poder. Faça com que a “coroa” da rainha ou o símbolo de poder da guerreira seja relacionado à textura natural do seu cabelo. A beleza da mulher brasileira se apresenta em diversas formas e isso precisa refletir na aparência das personagens de sua história.
A “Jornada da Heroína” na Realidade da Classe C
O público da Classe C, o maior do país segundo a pesquisa, muitas vezes lida com a jornada de “fazer muito com pouco”. O tropo da “Escolhida” pode ser adaptado para essa resiliência.
Exemplo Prático: Em vez de uma princesa entediada em um castelo, sua protagonista pode ser uma jovem de uma vila periférica (ou uma “quebrada” mágica) que precisa trabalhar em dois empregos mágicos para sustentar a família ou pagar os estudos em uma Academia de Magia.
Conexão: Isso gera identificação imediata com a mulher brasileira que estuda à noite, trabalha de dia e cuida da família. O conflito de “escolher entre o amor e o boleto pago” é muito real para elas.
Dinâmicas Familiares e Comunitárias
A cultura brasileira é muito centrada na família e na rede de apoio (vizinhos, madrinhas, avós). Fantasias estrangeiras costumam focar no herói solitário.
Exemplo Prático: Crie uma Romantasia onde a protagonista não está sozinha. Ela tem uma “vó” que é a detentora do conhecimento antigo da vila, ou uma rede de amigas que a ajudam a se arrumar para o baile real com aquele “jeitinho brasileiro” de improvisação.
Ação: Use o humor e o calor das relações brasileiras. Diálogos mais vibrantes, apelidos carinhosos e a importância do “almoço de domingo” (mesmo que seja um banquete élfico) trazem a leitora para dentro de casa.
Ambientação Sensorial Tropicalizada
A pesquisa mostra que o “Tema/Assunto” é o que mais vende. Se o tema é Fantasia, por que não usar cores e sabores que o nosso público conhece?
Exemplo Prático: Em vez de descrever o cheiro de “torta de maçã e canela” (comum em livros traduzidos), descreva o mercado de especiarias do seu mundo de fantasia com o cheiro de café fresco, pitanga, cupuaçu ou arruda.
Efeito: Isso cria uma “Fantasia Tropical”, que se destaca visualmente nas redes sociais (TikTok/Instagram), atraindo a atenção pela originalidade e pelo exotismo familiar.
Como divulgar isso (Dica de Marketing):
Já que 56% compram via redes sociais, você deve usar esses elementos no seu marketing:
Post de “Vibe”: “E se a protagonista de ACOTAR morasse no subúrbio do Rio e tivesse que pegar um dragão-lotação?”
Visual: Mostre modelos que representem a mulher brasileira real (diversidade de corpos e tons de pele) em artes do seu livro.
O segredo não é mudar o gênero (Fantasia continua sendo Fantasia), mas mudar o tempero.
Ao escrever uma Romantasia onde a protagonista “corre atrás”, valoriza a família e tem a estética da brasileira média, você para de competir com as traduções americanas e começa a oferecer algo que o público brasileiro sente que foi feito para ele.
2. A Capa: Seu Vendedor número 1 (E o perigo da IA)
Cerca de 20% dos leitores decidem a compra pela capa e pelo título. Na Fantasia, a capa é o seu contrato visual com o leitor.
Desmortos, da autora Mary C Muller. Uma romantasia urbana que se passa em minas gerais. Uma história com referências a cultura emo rock e com personagens sobrenaturais. A arte da capa comunica perfeitamente a vibe e tropos da história.
Fuja do “Olhar de IA”: Embora a Inteligência Artificial pareça um atalho barato, o público de Fantasia e Romantasia é extremamente exigente. Capas 100% feitas por IA costumam parecer genéricas, perdem a alma e podem até sofrer boicote nas redes sociais. Sempre que possível, contrate um ilustrador profissional para dar vida a suas personagens. Eu indico o trabalho do Lucas Rodrigues (@ rod_arts), o artista responsável pela capa de Tortas e alguns feitiços e vários outros livros meus.
Onde investir: Se o orçamento está apertado, foque em uma capa tipográfica poderosa ou em manipulação de fotos profissionais feitas por um designer humano. O “Teste do Thumbnail” é real: sua capa precisa ser linda e legível na tela pequena do celular, onde a maioria das compras acontece.
3. Onde focar o dinheiro da divulgação?
Com 56% das vendas ocorrendo via redes sociais, você não pode atirar para todos os lados. Se o dinheiro é curto, aqui está o mapa:
TikTok (BookTok) para Descoberta: Use para parcerias com micro-influenciadores. Envie o livro (o famoso “mimo”) para quem realmente ama o seu nicho. O TikTok é imbatível para fazer seu livro ser descoberto por gente nova sem gastar fortunas em anúncios.
Instagram para Conversão: É onde você constrói sua comunidade. Use os Stories para mostrar os bastidores e os Reels para destacar os tropes (como enemies to lovers). É o lugar de “fechar a venda” e levar o leitor para o link da bio.
Amazon é o Destino Final: Lembre-se que 59% das compras online são lá. Tenha uma página de autor impecável. Quanto mais detalhes puder dar sobre sua história, melhor. Vá além da sinopse, mencione a “vibe” do livro, use tropos como “Enemies to lovers”, “Proximação forçada”, etc.
4. O Vazio nas Prateleiras é a sua Oportunidade
Um dado impressionante: 75% das pessoas que frequentam livrarias não encontram o que procuram. Elas querem temas específicos, querem Romantasia nacional de qualidade, querem se ver nas histórias e não acham.
Livrarias como a Leitura estão arrasando na estratégia de posicionamento de mercado, mas não estão focando tanto na representatividade, a pesquisa deixou isso claro.
Existe demanda.
O que falta é o seu livro chegar até as leitoras com a embalagem certa (capa) e a mensagem certa (redes sociais).
Escrever Fantasia no Brasil em 2026 não é mais sobre “copiar o que vem de fora”, mas sobre entender que nossa leitora quer escapismo com identificação. Ela quer fugir da rotina, mas quer levar consigo a força da mulher brasileira.
Invista na qualidade visual, foque nas redes certas e dê voz a quem o mercado tradicional ignorou por tanto tempo.
Se você é fã de universos mágicos, dragões, intrigas políticas e, claro, aquele romance de tirar o fôlego, 2026 é oficialmente o seu ano. O gênero Romantasia (romance + fantasia) continua dominando as prateleiras e as telas, e eu preparei uma lista com 10 leituras obrigatórias para você devorar agora mesmo.
Alguns são velhos conhecidos e outros talvez você nunca tenha ouvido falar. Tem dica que é até GRÁTIS.
Pega o seu café (ou sua poção) e vem conferir essas indicações:
Quarta Asa (Fourth Wing)
Este é o livro que não sai da boca do povo e, em 2026, a ansiedade está no topo porque a adaptação para o Amazon Prime Video está cada vez mais próxima! Imagine uma escola de cavaleiros de dragões onde sobreviver à graduação é um desafio literal. Se você gosta de protagonistas determinadas e dragões com personalidade, esse é o seu livro.
Em Quarta Asa, a dinâmica entre Violet Sorrengail e Xaden Riorson é o coração pulsante da história.
A relação começa com uma barreira quase intransponível: o histórico familiar. Xaden é o filho de um líder rebelde executado, enquanto Violet é a filha da General que ordenou essa execução. No Quadrante de Cavaleiros, onde o perigo é constante, a primeira interação deles é marcada por uma promessa implícita (e explícita) de morte.
Eles personificam perfeitamente o tropo de rivais que se atraem. Como Wingleader (Líder de Ala), Xaden é responsável por Violet, o que os coloca constantemente no mesmo espaço. Xaden não facilita para ela por causa de sua fragilidade física; ele a desafia a ser mais forte, enquanto Violet usa sua inteligência para ganhar o respeito dele.
O que começa como desconfiança mútua evolui para uma forma relutante de respeito. Violet descobre que Xaden é muito mais complexo do que a reputação de “assassino” sugere, e Xaden percebe que a determinação de Violet é uma força da natureza.
Imagine uma mistura de proteção feroz com um jogo intelectual de gato e rato, onde a linha entre querer matar alguém e querer salvar essa pessoa desaparece completamente.
Nem toda romantasia precisa ser sobre o fim do mundo. Às vezes, a gente só quer algo quentinho no coração. Este sucesso do Wattpad é o que chamamos de Cozy Fantasy. A história acompanha uma bruxa atrapalhada e uma cavaleira rabugenta que precisam se unir para salvar uma loja de tortas (e talvez o reino). É a leitura perfeita para curar qualquer ressaca literária.
A dinâmica da Trix com a Gwen nasce na forma de uma amizade que evolui para romance quando as duas se conhecem melhor enquanto cuidam da loja de tortas. Depois da grande guerra que quase destruiu o reino, as duas convivem com traumas e fantasmas (literalmente, no caso da Gwen).
O slowburn é bem cadenciado e segue naquele ritmo que deixa todo mundo ansioso pelo beijo que todos sabem que vai acontecer uma hora ou outra.
Autor: Luis Arevalo (no Wattpad como @Luis_Storyteller)
Por que ler: É inclusivo, doce e prova que a magia também está nas pequenas coisas e na culinária.
Tropos:Grumpy x Sunshine (rabugento vs. animado), Safíco (WLW), Slow Burn (romance construído aos poucos).
Corte de Espinhos e Rosas (ACOTAR)
Sim, ele continua na lista em 2026! Com o anúncio de novos livros da série pela Sarah J. Maas. É o “clássico” moderno que definiu o gênero.
Falar sobre o romance em Corte de Espinhos e Rosas (ACOTAR) é falar sobre evolução. Diferente de muitas sagas, a dinâmica amorosa aqui não é estática; ela se transforma profundamente à medida que a protagonista, Feyre, descobre quem realmente é.
No início, a dinâmica é fortemente baseada no conto de fadas clássico. Existe o elemento do sacrifício: Feyre é levada para uma terra mágica e perigosa para pagar uma dívida. O romance floresce a partir da convivência forçada, do mistério em torno de uma maldição e da descoberta de que o “monstro” tem um lado vulnerável.
Neste mundo mágico, a autora introduz o conceito biológico e mágico de Laço de Parceria. Não é apenas uma escolha romântica, mas um vínculo espiritual e físico profundo que conecta duas almas. Essa dinâmica traz uma intensidade absurda, onde os personagens conseguem sentir as emoções e necessidades um do outro, criando uma lealdade que ultrapassa a lógica.
O romance em ACOTAR é um grande motor de cura de traumas. A dinâmica muda de “salvamento” (alguém salvando a Feyre) para “apoio mútuo” (alguém dando as ferramentas para que ela se salve). O amor é apresentado como um espaço seguro onde as cicatrizes — físicas e mentais — podem finalmente começar a fechar.
Se for ler a série, esteja preparado para mudar de opinião. O que parece ser o “romance ideal” no primeiro livro pode ser questionado conforme a história avança e os personagens amadurecem.
Se você quer algo que estourou recentemente e está chegando com tudo ao Brasil, foco em Quicksilver. Ele foi um dos maiores sucessos do Goodreads e promete ser a nova obsessão de quem sente falta de fantasias mais adultas e com sistemas de magia únicos baseados em metais e sangue.
Se você gostou da intensidade de Quarta Asa e da evolução de ACOTAR, Quicksilver (de Callie Hart) vai te prender pelo mesmo motivo: uma dinâmica de “cão e gato” levada ao extremo em um cenário de fantasia sombria.
Diferente de romances onde o “ódio” vira amor no segundo capítulo, aqui a barreira é alta. Saerys é uma sobrevivente que despreza os Fae e tudo o que eles representam. Fisher é um Rei Fae enigmático e poderoso. A interação inicial não é de flerte, mas de desconfiança absoluta e instinto de sobrevivência.
A dinâmica é movida por diálogos afiados. Saerys não se curva à autoridade de Fisher, e ele, por sua vez, parece fascinado pela resistência dela.
Eles são forçados a conviver em um ambiente hostil (o reino de Fisher e as terras perigosas ao redor). Essa convivência obrigatória faz com que a tensão sexual e emocional aumente gradualmente. É o tipo de livro onde um toque acidental ou um olhar prolongado carrega mais peso do que páginas de exposição.
Se você gosta do tropo “Toque nela e morra”, Quicksilver entrega com força. Embora Fisher e Saerys troquem farpas constantes, a dinâmica muda drasticamente quando surge uma ameaça externa. Existe uma lealdade feroz que começa a se formar sob a camada de hostilidade, transformando-os em uma dupla formidável contra o mundo.
Esta obra ganhou força total com o “BookTok” e agora é presença confirmada nas listas de 2026 pela sua trama de espionagem. Uma princesa treinada para ser espiã é enviada para casar com o rei de um reino inimigo e destruí-lo por dentro. Mas, claro, o coração acaba entrando no caminho dos planos de vingança.
Aqui a dinâmica romântica é um dos exemplos mais puros e bem executados do tropo Enemies to Lovers (de inimigos a amantes) com um toque perigoso de espionagem.
A relação não começa com amor, nem mesmo com atração, mas com uma missão de assassinato. Lara é uma princesa treinada desde a infância para ser uma espiã letal. Ela se casa com o Rei Aren sob o pretexto de um tratado de paz, mas seu objetivo real é encontrar as fraquezas do reino dele (Ithicana) para que seu pai possa invadi-lo.
Diferente de romances mais passivos, aqui a dinâmica é de igualdade total. Lara e Aren são ambos guerreiros formidáveis. O respeito mútuo nasce no campo de batalha e na estratégia política. Eles se tornam uma dupla imbatível, onde a confiança (embora construída sobre uma base de mentiras de um dos lados) é a maior arma que possuem.
O que torna a dinâmica deste casal tão agoniante (no bom sentido) é a contagem regressiva. O leitor sabe que Lara está enviando informações para o inimigo, e essa “espada de Dâmocles” paira sobre cada momento de ternura entre os dois. É um romance marcado pela culpa e pela impossibilidade de um final feliz enquanto o segredo dela não for revelado.
Este é um clássico absoluto da Eddie Van Feu. Se você gosta de uma mitologia de fadas, este livro é para você. A história mistura o mundo real com o reino de Arcádia, onde as fadas são seres poderosos e, muitas vezes, cruéis.
O tropo do guardião e protegida cai em peso aqui, e define a dinâmica entre Bianca e Zack. Ela é uma garota determinada e que não recua diante de nada e nem ninguém em sua missão para salvar a melhor amiga, sequestrada por fadas. Já Zack é o anjo que teve o azar de ser o anjo da guarda dela e vai passar muita dor de cabeça ao longo do livro.
A relação entre os dois é cheia de troca de farpas, mas o amor não demora a surgir em um slowburn que é muito prazeroso de se acompanhar.
Por que ler: A Eddie é uma das pioneiras em falar de magia e Wicca no Brasil, e isso transparece na construção do sistema de magia do livro. É uma leitura nostálgica para muitos.
Tropes: Guardião e protegida, Grumpy Vs Sunshine, Misticismo, rituais, fadas com “f” maiúsculo e muita aventura.
Em Desmortos, Mary C. Müller entrega uma história que equilibra o mórbido com o divertido, criando uma “vibe” que lembra clássicos como A Noiva Cadáver com um toque moderno e brasileiro. A dinâmica amorosa é o combustível emocional para a jornada de autodescoberta da protagonista em um pós-vida nada convencional.
A trama segue Lorena, uma garota que acorda em um necrotério e descobre que agora é uma zumbi de cabelos coloridos. O romance se desenvolve em um triângulo amoroso atípico, onde o conflito não é apenas sobre “com quem ficar”, mas sobre como Lorena se enxerga em sua nova existência.
A dinâmica amorosa gira em torno da relação de Lorena com o fantasma Lucas e o médium Felipe. Mas calma, isto não é um triangulo amoroso!
Lucas é um fantasma melancólico e misterioso. A conexão entre ele e Lorena é etérea e profunda, baseada na compreensão mútua de serem “párias” até mesmo no mundo sobrenatural. Ele representa o conforto e a introspecção.
Felipe é um médium charmoso, tatuado e — detalhe importante — está vivo. A dinâmica com ele e Lorena traz um contraste interessante entre a vida e a morte, carregada de uma química vibrante e do desafio de pertencerem a planos diferentes.
A grande questão da obra é: Lorena realmente precisa escolher? A autora brinca com as expectativas do leitor e explora a ideia de que o amor pode ser tão caótico e plural quanto a própria banda de rock sobrenatural da história.
Por que ler: A Mary tem uma escrita muito ágil e sabe criar personagens vivos e ressoam com os dramas que muitos vivem, mas escondem. É um livro que ajuda pessoas que se sentem deslocadas e perdidas a encontrar um lugar no mundo.
Tropos: Found family, peixe fora d’água, trisal e poliamor.
A história nos leva para os portões de ferro do cemitério Saint Clair, um lugar que esconde segredos sobrenaturais e um guardião charmoso e com um sorriso que tira a protagonista do sério.
Aqui acompanhamos a relação da jovem bruxa Jane com Tom, ou como o chamam, “Guardião”. Jane precisa da ajuda de Tom para salvar sua amiga das garras de um demônio, então usa sua magia para escravizar o guardião!
Sim, a relação deles começa com o pé esquerdo, mas é um slowburn que cresce ao longo de aventuras cheias de magia e perigo. Jane e Tom vivem provocando um ao outro e, mesmo que demorem a admitir, todos sabem onde essa relação vai acabar.
Autor: Luis Arevalo (no Wattpad como @Luis_Storyteller)
Por que ler: É a escolha ideal para quem ama a estética Dark, com muita magia e aventura. A escrita é imersiva e consegue fazer você sentir o frio da neblina do cemitério enquanto torce para o casal finalmente baixar a guarda.
Tropos:Grumpy x Sunshine (mas uma versão bem gótica), Proximidade Forçada, Segredos do Passado, Romance Sobrenatural.
The Savior’s Series (Trilogia)
Livro em inglês: Esta dica é da gringa, infelizmente ainda não tem previsão para receber uma versão traduzida.
Imagine um cenário onde um grupo de homens precisa lutar até a morte em um labirinto cheio de armadilhas mágicas e monstros, tudo para ganhar a mão da “Salvadora” do reino e se tornar o Rei. O problema? O protagonista, Tobias, entra no torneio apenas para salvar sua família da pobreza, mas acaba se apaixonando por uma mulher que ele nem imagina ser a própria pessoa que ele deveria “conquistar” como prêmio.
Em The Savior’s Champion, de Jenna Moreci, a dinâmica romântica é um sopro de humanidade em meio a um cenário de extrema brutalidade. Diferente de muitos romances de fantasia onde o casal tem tempo para “fletar” em bailes, aqui o amor floresce sob a ameaça constante de uma morte sangrenta.
A base do romance é o segredo. Tobias está participando do Sovereign’s Tournament, uma competição mortal para ganhar a mão da “Salvadora” (The Savior). No entanto, ele acaba se apaixonando por uma curandeira que conhece nos bastidores do torneio. Esse triângulo amoroso inusitado (onde ele compete por uma mulher enquanto ama outra) cria uma tensão constante de “lealdade dividida”.
Diferente da agressividade das arenas, a dinâmica entre Tobias e Leila é marcada por ternura e vulnerabilidade. Tobias é o protetor nato, mas encontra em Leila a força emocional para continuar lutando. Já Leila é a calma no meio da tempestade, oferecendo apoio e cuidados que humanizam Tobias quando o torneio tenta transformá-lo em um monstro. Só que espere para descobrir todas as facetas de Leila, ela vai te surpreender!
Embora Tobias seja o lutador, a dinâmica não é de uma “donzela em perigo”. Leila é extremamente inteligente, estratégica e possui uma força silenciosa que guia Tobias. Existe um respeito profundo pelas habilidades um do outro; eles funcionam como uma unidade, trocando informações e suporte para garantir que Tobias sobreviva a cada rodada.
Imagine uma mistura de Jogos Vorazes com um romance incrivelmente doce e visceral. É o tipo de relação “nós contra o mundo” onde o romance não é apenas um subplote, mas a única razão pela qual o herói decide que vale a pena continuar respirando.
Editora: Publicação Independente (muito forte na Amazon/Kindle e com edições físicas belíssimas).
Por que ler: A escrita da Jenna é extremamente visual e os personagens são muito humanos. Ela não economiza no sangue e nas cenas de ação, o que torna o romance muito mais urgente e real. Se você gostou de Jogos Vorazes, mas queria que fosse uma alta fantasia com um romance bem mais quente, achou seu livro.
Tropos:Forbidden Love (Amor Proibido), Torneio Mortal, Identidade Oculta, He falls first (Ele se apaixona primeiro).
A reviravolta que merece um livro extra: O segundo livro, The Savior’s Sister, reconta os eventos do primeiro sob a perspectiva da heroína, a Leila, revelando todas as intrigas políticas de bastidores que a gente não viu antes. É uma experiência de leitura super diferente!
E aí, qual desses você vai começar primeiro? Quais romantasias vão ganhar um espaço na sua estante este ano?
Vamos ser honestos: a parte mais difícil de ser escritor independente no Brasil hoje não é terminar o livro. É o que vem depois.
Você passa meses (ou anos) construindo um sistema de magia complexo, desenhando mapas e criando aquele enemies-to-lovers perfeito, só para travar na hora de clicar em “Publicar”. O mercado mudou muito nos últimos anos. O que funcionava em 2023 já não garante leitura hoje.
Se você escreve Fantasia ou Romantasia e está se sentindo perdido entre dancinhas no TikTok e algoritmos que mudam todo dia, respira. A boa notícia é que em 2026 você não precisa ser um influenciador extrovertido para ter leitores.
Existem alternativas que vão salvar sua sanidade mental e te poupar de se expor demais. Você só precisa se planejar um pouco antes.
Aqui vou descrever o que eu tenho feito para alcançar novos leitores e o que acho que poderá te ajudar também.
Neste post vou falar sobe:
Tipo de conteúdo para divulgação
Estratégia de captação de leitores (Wattpad e Amazon)
Analisar estratégias com blogs e Newsletters.
O Fim da “Obrigação de Aparecer”
Talvez a maior libertação recente para o nicho de ficção seja a ascensão do conteúdo Faceless (sem rosto). O leitor de Romantasia não está necessariamente interessado no seu café da manhã; ele quer a vibe do seu livro.
A estratégia que domina o BookTok e o Bookstagram agora é vender a estética. Vídeos curtos com cenas de castelos, espadas, velas derretendo ou florestas sombrias, acompanhados de um POV (Ponto de Vista) instigante, convertem muito mais do que um vídeo do autor pedindo “por favor, leiam meu livro”.
Venda a sensação. Venda o tropo literário (“só tem uma cama”, “vilão que se apaixona”). Deixe a imaginação do leitor preencher o resto.
Tire fotos de seu livro em um ambiente com “vibe” de leitura ou, se possível, com algo que tenha a ver com o tom da história.
Para quem escreve fantasia, especialmente romantasia, o Wattpad é uma plataforma que pode te ajudar a alcançar um bom público e testar sua história antes de vendê-la em outra plataforma, como a Amazon.
Romance e fantasia faz sucesso no Wattpad, você pode conferir este dado na página Creators do Wattpad.
Ainda hoje vejo muitos escritores se perguntando se vale a pena publicar no Wattpad ou na Amazon, como se ambos fossem concorrentes. Isso não é verdade, a briga “Wattpad vs. Amazon” acabou. Hoje, entendemos que eles servem para coisas diferentes.
Wattpad é para criar Fãs: É onde você valida sua história, ganha comentários capítulo a capítulo e constrói comunidade. É o lugar da “degustação”.
Amazon (KDP) é para pagar boletos: É onde o leitor fiel vai para ler o livro completo e onde você ganha pelos royalties do Kindle Unlimited (que continua sendo a Netflix dos livros no Brasil).
O segredo? Use o primeiro para alimentar o segundo. Libere os primeiros capítulos gratuitamente como isca e direcione o fluxo para a Amazon. Não tente vender para quem não te conhece; conquiste primeiro.
E por falar no Wattpad, aproveite para conhecer minha romantasia que foi listada entre os finalistas do prêmio Wattys 2025! Tortas e alguns feitiços conta a história de uma cavaleira e uma bruxa que se unem para vender tortas e reconstruir suas vidas e corações.
Sua Casa vs. Casa Alugada (Substack e Blogs)
As redes sociais são terrenos alugados. Se o Instagram cair amanhã, você perde seu público. É aqui que entra a importância de ter seu próprio canto na internet.
A discussão entre ter um Blog ou um Substack se resume a: controle.
O Substack facilitou a vida com as newsletters, permitindo que você chegue direto na caixa de e-mail do leitor (algo valioso quando o algoritmo falha). Mas para ficção, ele serve mais como uma ferramenta de bastidores e contos extras do que como plataforma de leitura principal.
O ideal? Tenha um domínio próprio (seu site de autor) que sirva como um “hub”. De lá, você manda as pessoas para a Amazon, para o Wattpad ou para assinar sua lista de e-mails. Garanta que o leitor saiba onde te encontrar, independentemente da rede social da moda.
Produção em Massa (Para não enlouquecer)
Ninguém consegue escrever 3 mil palavras por dia e criar conteúdo para redes sociais todo dia sem surtar. O segredo dos autores prolíficos em 2026 é o Batching (produção em lote).
Tire um domingo do mês. Selecione 30 frases impactantes do seu livro. Baixe vídeos de banco de imagens gratuitos que tenham a ver com a atmosfera da sua história. Use ferramentas como o Canva para criar 30 vídeos de uma vez. Pronto. Você tem marketing para o mês inteiro e pode voltar a focar no que importa: escrever o próximo capítulo.
O marketing para escritores não precisa ser um monstro de sete cabeças. No fim das contas, trata-se de encontrar onde seus leitores estão e mostrar que você tem exatamente o tipo de história que eles amam.
Menos dancinha, mais estética. Menos ansiedade, mais estratégia.
E você, qual dessas táticas vai testar primeiro?
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Vamos bater um papo sobre os hábitos de leitura da geração Z? Pega um café que vale a pena prestar atenção em algumas coisas sobre o assunto.
Especialmente se você escreve livros para o público jovem e/ou romances.
Sabe aquela história que a gente vive ouvindo por aí de que “o jovem de hoje não quer saber de ler”, que a Geração Z (o pessoal nascido entre o final dos anos 90 e 2010) só quer saber de vídeos curtos e não tem foco para nada?
Então, eu li uns dados que mostram que isso não é bem assim. Claro, problemas de foco e atenção são reais, mas também existe outro lado nessa moeda.
Na verdade, o que está rolando é uma verdadeira revolução na forma como se consome histórias.
Bora entender?
O Fenômeno Wattpad: Lendo no Celular, Sim Senhor!
Primeiro, vamos falar do mundo digital. Você conhece o Wattpad? É uma plataforma imensa de leitura e escrita online.
Olha só esse dado: em 2026, o Wattpad tem mais de 90 milhões de usuários no mundo todo. Sabe quem domina lá? A Geração Z. Eles são 80% desse público.
Para essa galera, o celular não é só para redes sociais. 67% deles leem principalmente pelo smartphone. Mas não pense que são só leituras rápidas não. Esqueça essa lenda de “déficit de atenção”. A média de tempo que eles passam lendo histórias longas no Wattpad é de 30 minutos por dia. Veja os dados coletados no site do Wattpad.
“Com certeza, eles estão lendo em seus celulares”, disse a Diretora de Conteúdo do Wattpad, Sue Johnson. Johnson afirmou que a Geração Z representa 80% da audiência de 90 milhões de pessoas do Wattpad em todo o mundo, que, coletivamente, passam 23 bilhões de minutos por mês na plataforma interagindo com histórias originais.
Sue Johnson, Chief Content Officer, Wattpad Wattpad
Para eles, o Wattpad não é só um lugar para ler um livro; é uma extensão da identidade deles. É onde eles combatem a solidão (algo que 83% dizem sentir com frequência) e encontram suas “famílias” online mediante histórias compartilhadas. Para a Gen Z, a leitura virou uma experiência “multiplayer”.
A comunidade de leitores no Wattpad é imensa e autores que escrevem no site se beneficiam do livre acesso a um público leitor pronto para ler e passar um feedback sobre suas histórias.
Eu escrevo no site desde 2017 e acho que é um ótimo lugar para autores, iniciantes ou não, apresentarem o seu trabalho.
Meu livro “Tortas e alguns feitiços” acabou na lista de finalistas do prêmio Wattys de 2025, o maior concurso literário administrado pelo Wattpad. Com esse feito, recebi um público enorme no meu livro.
Os comentários que meus leitores deixam no meu livro é um grande incentivo para o meu trabalho. Graças a isso consigo ver onde estou acertando, onde preciso melhorar. Também descubro se o livro tem potencial ou não para ser publicado em outras plataformas, como a Amazon, ou até ser apresentado a uma editora tradicional.
O “Plot Twist”: Eles Amam Livros de Papel!
Agora, você pode pensar: “Ah, então eles só leem tela, né?”. Errado!
Apesar de serem nativos digitais, quando o assunto é comprar livros, a Geração Z tem um amor antigo pelo papel. Dados do Reino Unido mostram que cerca de 80% das compras de livros feitas por jovens de 13 a 24 anos são de livros físicos.
Por quê? Eles gostam da experiência tátil, de segurar o livro, de cheirar as páginas e, principalmente, de dar um descanso para os olhos das telas azuis. O livro físico ajuda a focar sem as notificações do Instagram pipocando a cada segundo.
Eles também estão redescobrindo as bibliotecas, não só para pegar livros, mas como um “terceiro espaço” seguro para estudar e socializar fora de casa e da escola.
Para 79% dos leitores da Gen Z, diversidade e representatividade são fundamentais na hora de escolher o entretenimento. No Wattpad, o tempo de leitura em histórias marcadas com #Diversidade não para de crescer. Eles querem se ver nas histórias.
2. Gêneros intensos e escapismo:
Eles gostam de emoções fortes e de fugir da realidade.
Young Adult (YA): Metade deles ama esse gênero (contra só 15% das gerações mais velhas).
Romance (43%): Mas não é qualquer romance água com açúcar. Eles amam “mashups” malucos, tipo “romance sobrenatural poliamoroso com kickboxing”. Quanto mais criativo, melhor.
Fantasia, Ficção Científica (42%) e Terror (38%) também estão bombando.
3. Orgulho LGBTQ+:
Cerca de 29% da Gen Z lê ficção LGBTQ+ por diversão. Para você ter uma ideia, entre os Boomers e a Geração X, esse número é só de 5% a 6%.
A Gen Z confia muito em recomendações humanas. 72% deles usam o BookTok (a comunidade de livros do TikTok) ou o BookTube para descobrir sua próxima leitura. Um vídeo viraliza lá e, boom, o livro esgota nas livrarias físicas no dia seguinte.
Lições aprendidas?
A Geração Z não matou a leitura. Muito pelo contrário, eles estão salvando a indústria editorial do jeito deles. Eles leem no ônibus pelo celular, mas chegam em casa e abraçam um livro físico. Eles querem histórias que reflitam o mundo diverso em que vivem e transformaram o ato solitário de ler em uma grande festa comunitária nas redes sociais.
Agora, me conta o que você acha de estes dados?
A geração Z tem um jeito novo de consumir literatura e isso é muito legal, do meu ponto de vista. Eu mesmo estou explorando todas as vantagens que leituras em ambientes virtuais proporcionam e acho que vale a pena dar uma chance.
Não se trata de abandonar o livro físico, não é nada disso.
Se trata de dar um propósito diferente para a tela na sua mão.
A internet vai muito além de vídeos rápidos e a geração Z nos ensina isso.
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