Quer uma ideia para uma aventura com ameaça política, complôs, ameaças ocultas e ação? Então você vai gostar desta ideia aqui. A lâmina traiçoeira da coroa vai jogar seus jogadores em um problema de defícil resolução e que vai precisar muito mais do que suas armas ou magias.
Sinopse da Aventura
Diante de uma ameaça brutal dos povos das montanhas, os povoados da fronteira norte se unem, repelem o ataque e capturam o líder inimigo. Os heróis são enviados à capital para relatar a vitória e pedir reforços para aniquilar as forças restantes. O Rei, temendo que esse novo “Exército do Norte” ameace seu trono, envia tropas sob o pretexto de ajuda. O verdadeiro objetivo? Assassinar os líderes do norte e tomar o controle da região. Os jogadores viajam de volta à fronteira ao lado de seus futuros algozes, enquanto os inimigos das montanhas aguardam o momento perfeito para um contra-ataque devastador.
Para Quem é Essa Aventura?
Sistema: Qualquer RPG de Fantasia Medieval.
Grupo Ideal: 4 a 5 jogadores (Níveis iniciais a intermediários, como 3º ao 5º nível em sistemas d20).
Foco: Interação social, investigação, dilemas morais e combate estratégico.
Aqui trago apenas a descrição narrativa da aventura para que mestres poçam adaptar para o seu jogo de preferência.
Os Povos das Montanhas e a Trama Real
Os inimigos não são meros “selvagens” irracionais, mas sim clãs orgulhosos das Tribos do Sangue de Gelo, com uma cultura focada na sobrevivência extrema e em juramentos de sangue.
A Verdadeira Trama: O ataque inicial não foi espontâneo. O próprio Rei financiou a invasão, enviando ouro e armas de aço para os clãs. O objetivo era que as tribos dizimassem os líderes do norte, enfraquecendo a região para que a Coroa pudesse intervir como “salvadora” e governar com punho de ferro. A união do Norte e a vitória inesperada estragaram os planos do Rei.
Personalidades Inimigas
Grommash, o Presa-Quebrada (O Líder Capturado): Um guerreiro formidável e tático astuto. Ele está preso nas masmorras do norte, mas guarda um segredo valioso: o sinete real do Rei, entregue a ele como selo de seu acordo sombrio. Ele sabe falar o idioma comum e está disposto a barganhar sua vida por essa informação.
Nia, a Xamã da Nevasca: A segunda em comando que assumiu as forças restantes nas montanhas. Diferente de Grommash, ela odeia a Coroa e o Norte igualmente. Ela sabe do plano de traição dos soldados do Rei por meio de espiões e está posicionando suas tropas para atacar exatamente no momento em que os nortenhos e os soldados reais começarem a lutar entre si. Seu objetivo é colocar um fim nos seus odiados inimigos e acabar com um líder fraco e covarde, assumindo de vez o controle das tribos do sangue de gelo.
Os Líderes da Fronteira Norte
Os jogadores precisarão proteger (ou decidir o destino) de três figuras centrais que uniram a fronteira:
Lorde Kaelen, o Escudo de Prata: Um veterano de guerra grisalho e teimoso. Ele lidera as forças militares da aliança. É extremamente leal ao seu povo, mas ingenuamente confiante na honra da Coroa.
Lady Elara, a Mestra das Rotas: Uma nobre perspicaz e pragmática que controla os suprimentos, o ouro e a diplomacia. Ela já suspeita que o Rei não ficará feliz com a união do Norte e mantém uma rede de informantes cautelosa.
Thane Bjorin, o Quebra-Gelo: Um líder tribal carismático e impetuoso que trouxe as vilas mais isoladas para a aliança. Ele é amado pelo povo, mas suas táticas imprudentes frequentemente o colocam em atrito com Lorde Kaelen.
A Jornada: Caminhando com o Inimigo
Durante a viagem de volta da capital para a fronteira, os heróis acompanham o Capitão Vane e seus soldados de elite (os supostos reforços). A viagem deve ser uma panela de pressão construída aos poucos.
Investigação Noturna: Apesar de fortemente instruídos a manter a boca calada a respeito da trama traiçoeira, sempre existe um que fala demais. Jogadores atentos podem acabar escutando alguma conversa suspeita que ajude a levantar um alerta quanto a real intenção de seus “aliados”.
O Dilema do Capitão: O Capitão Vane não é um vilão de quadrinhos. Ele é um soldado honrado cuja família está sendo mantida como refém na capital. Em momentos de bebedeira ou fraqueza, ele pode deixar escapar pistas sobre sua missão inglória.
Mensagens secretas: Os jogadores podem obter uma carta que Vane tem sobre as ordens de seu rei. Essa carta foi escrita em forma de código, mas um personagem perspicaz, e com as habilidades corretas, pode tentar desvendar a mensagem. A carta revela uma autorização assinada pelo rei, com decretos de posse para os soldados de Vane sobre as terras de Kaelen, Elara e Bjorin.
O Clímax: Sangue na Neve e no Salão
Quando a comitiva finalmente chega à fronteira, o cenário para o caos absoluto está armado.
O Banquete da Traição: Os líderes do norte oferecem um grande banquete de celebração para receber os “reforços” da capital. É neste ambiente fechado e sem armaduras pesadas que os homens de Vane planejam trancar as portas e assassinar Kaelen, Elara e Bjorin. Os jogadores terão que agir antes do primeiro golpe ou lidar com o combate em desvantagem.
O Som do Berrante: Imediatamente após as lâminas serem sacadas no salão de banquetes, os berrantes das Tribos do Sangue de Gelo ecoam do lado de fora. Nia e seus guerreiros invadem as muralhas, aproveitando a distração e a falta de liderança.
Alianças Improváveis: O clímax força uma decisão brutal. Os jogadores convencerão Vane a quebrar seu juramento ao Rei para sobreviverem juntos à invasão? Eles libertarão Grommash em troca de sua ajuda contra Nia? A batalha final se divide entre defender os líderes feridos no salão e impedir que os portões principais caiam perante a nevasca inimiga.
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Quer uma aventura onde seus jogadores tenham que lidar com um desafio diferente do que normalmente vemos em aventuras de espada e magia? “O cerco de Kjorl e a traição na lua nova” é o que você precisa.
Aqui o maior inimigo do grupo não é um dragão ou um demônio, mas o orgulho de um homem e o tempo se esgotando. Hoje trago uma premissa de aventura focada em diplomacia, espionagem e uma corrida contra o tempo que vai deixar seus jogadores loucos.
Nesta aventura, espadas desembainhadas não resolverão o problema principal. Os heróis precisarão de muita lábia, investigação e estratégia.
💡Este é um material descritivo, apenas com a ideia da trama da aventura para que você possa utilizar com seu sistema de rpg de preferência.
O cenário e a missão
imagem gerada no gemini
A cidade gélida de Kjorl está prestes a ser aniquilada por um exército esmagador. O problema? O Jarl Sigmund Snæbjornsson é um homem orgulhoso e teimoso. Ele se recusa a evacuar suas terras, condenando seus soldados e civis a uma resistência inútil, crente de que os deuses (ou o acaso) lhe trarão a vitória.
Sigmund pediu reforços ao seu sogro, o Jarl Hott Grisson, mas Hott é pragmático e sabe que a batalha já está perdida. Em vez de enviar um exército para o matadouro, Hott contrata os personagens dos jogadores como seus emissários.
A Missão: Convencer Sigmund a fugir ou, na pior das hipóteses, tirar a filha de Hott, Halldora, de Kjorl em segurança antes que a cidade queime.
Principais NPCs da aventura
Para que a missão diplomática funcione, o grupo terá que interagir com uma rede de personagens complexos na corte de Kjorl:
Sigmund Snæbjornsson (O Jarl Teimoso): Cego pela própria lenda, prefere morrer em glória a ser lembrado como um covarde.
Halldora Grisson (A Esposa): Astuta e dividida. Ela guarda um segredo: está grávida do herdeiro do Jarl. Ela não abandonará o povo de Kjorl tão facilmente.
Kari “Mão-de-Ferro” (O Capitão da Guarda): O guerreiro mais leal do Jarl, porém prático. Ele sabe que a morte é certa e pode apoiar um motim se isso salvar a linhagem de seu líder.
Eira (A Vidente): A conselheira espiritual que não para de ter visões com rios de sangue e pode fornecer atalhos secretos aos jogadores.
A Grande Reviravolta: O Relógio Correndo
Quando os jogadores chegam a Kjorl, percebem que Sigmund está perigosamente tranquilo. O motivo? O líder dos batedores de Kjorl, Einar “Passo-Leve”, mentiu para o Jarl.
Einar informou que o inimigo está a dias de distância, atrasado por uma nevasca. Mas Einar é um traidor que fez um acordo com o inimigo para governar as cinzas de Kjorl. A verdade é aterradora: a vanguarda inimiga já cruzou as fronteiras e está escondida no Bosque das Sombras, a poucos quilômetros dos portões.
Pior ainda: o inimigo tem uma tradição sombria de atacar quando o céu está num breu total. A lua nova atinge seu ápice esta noite. Os jogadores não têm dias para negociar; eles têm apenas algumas horas.
Como os Jogadores Podem Agir? Ideias e rascunhos para apoiar o narrador
Essa premissa abre portas para diversas abordagens, forçando o grupo a pensar fora da caixa.
Nada do que está aqui precisa ser seguido pelo seu grupo, use os pontos abaixo apenas como um norte. Deixe os jogadores explorarem o desafio da maneira que acharem melhor.
Isto dito, vou deixar aqui algumas ideias de apoio.
Investigação & Espionagem: Desmascarar Einar encontrando pistas de sua traição para quebrar o orgulho de Sigmund com a verdade.
O Golpe de Estado: Juntar-se a Kari “Mão-de-Ferro” e destituir o Jarl à força, liderando a evacuação da cidade.
A Fuga Furtiva: Ignorar a política e sequestrar Halldora, aqui podemos ter uma aventura de fuga enquanto os tambores de guerra começam a soar na escuridão.
Ataque Preventivo: Caso o grupo descubra sobre a tração de Einar, eles podem emboscar silenciosamente a tropa inimiga no bosque para ganhar tempo vital para a fuga dos aldeões.
A tensão é garantida, e as escolhas do grupo definirão quem vive e quem morre na escuridão de Kjorl!
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Operação reconstruir é uma aventura que escrevi para o jogo de rpg Interface Zero, publicado no Brasil pela Pensamento Coletivo. Neste post você encontra todo o material necessário para narrar a aevntura, incluíndo fichas dos principais personagens. Como o Interface Zero não foi atualizado para as regras mais atuais do Savage Worlds fiz as fichas com as regras antigas e com as novas do SWADE. Você pode comprar o jogo Savage Worlds no site da editora Retropunk!
imagem gerada pelo Midjourney
A merda é quando alguém se importa…
Depois das inundações causadas pelos efeitos do aquecimento global e da MORTE, o mundo inteiro assistiu sistemas de saúde entrar em colapso. Só que isso já era notícia de ontem aqui no Bronx. A gente já vivia na merda bem antes disso, Omae. Por aqui, se você morre, o máximo que sua família (se tiver uma) pode esperar é que alguém te aponte o lugar onde largaram seu corpo. E acredite em mim, esses são os casos onde as pessoas decidem ser prestativas.
Acho que talvez seja por causa dessa nossa realidade que Lenna não tenha chorado tanto quando foi avisada de que Charles estava morto e esperando por ela em uma sarjeta qualquer perto do mercado do estádio. Como eu disse, alguém viu o corpo e foi legal o bastante para descobrir se o defunto tinha alguém que pudesse dar alguma importância para seu corpo em decomposição. Ou talvez o fedor estivesse apenas incomodando demais, vai saber.
Seja como for, foi nesse momento que ela decidiu me ligar. E foi nesse mesmo momento que eu dei o primeiro passo para dentro de uma situação que ainda ia me afundar na mais completa merda.
Se importar com algo além de si mesmo é uma das formas garantidas de morrer, Omae. Anote essa dica, ela pode te poupar muita dor de cabeça.
“Eles disseram que foi overdose, dá para acreditar? Logo o Charles?” Lenna disse, engolindo o choro. Eu odiava como seus olhos claros podiam me fazer ficar sem jeito. alguma coisa nela e no falecido irmão me lembrava que eu ainda tinha uma consciência. Charles tinha o mesmo olhar e foi assim que acabamos namorando por quase dois anos.
“Não, isso não está certo. Não faz nem sentido, pelo menos não para quem o conhecia.” Concordei. Me passou pela cabeça se devia ou não dizer a ela que Charles havia me ligado na noite anterior a seu desaparecimento. Duas coisas me impediram. A primeira, eu havia decidido ignorá-lo. Nosso término não foi dos melhores. A segunda, ele estava realmente surtado. Não disse nada com nada e só o que eu consegui entender era que ele queria me dar um “furo” jornalístico, mas que ninguém mais podia saber que ele era a fonte. Nem mesmo Lenna.
Alguns acham engraçado pequenos jornais ainda existirem por aí, especialmente quando gigantes da mídia dominam as atenções pela DATANET, mas ainda tem uns idiotas que acreditam no verdadeiro jornalismo. Aquele que se preocupa com a verdade, com os fatos e não com a grana que a notícia irá render.
Sim, eu sou uma dessas idiotas.
“Eu não posso deixar que isto fique assim, por favor. Eu sei que você e Charles tiveram seus problemas, mas ele não merece ser tratado assim. Ninguém vai sequer investigar a morte dele!” O choro que Lanna finalmente soltou me trouxe de volta à realidade. Ela tinha razão. Charles passou a vida sendo um sujeito decente. Ele não merecia ser enviado para o além dessa maneira. E eu não ia deixar. Ele tentou me alertar para alguma coisa importante. Uma coisa que o levou àquela sarjeta no mercado. Eu ia descobrir a verdade por trás de sua morte.
Se isso vai ser perigoso? Pra caralho. Mas eu sou uma boa jornalista e como meu pai costumava dizer, um bom jornalista sempre pode contar com os seus contatos.
imagem gerada no Midjourney
IBronx em 2090
[Inciando transmissão…] InfoDump: A cidade livre do Bronx, última atualização por Streetrat
Beleza, não gosto muito de lembrar dos dias em que a mãe terra decidiu nos dar um tapa na cara… mas uma hora eu ia ter que fazer este registro.
Quando o mar varreu Nova York do mapa os muros que haviam sido erguidos ao redor do Bronx para manter as gangues e violência do distrito presos dentro de seus limites foram os mesmos que mantiveram a água do mar para fora. Ainda me lembro das ondas, não é o tipo de coisa que um esqueça facilmente. Apesar de algumas ruas terem sofrido com enchentes, nenhum dano sequer se comparou ao que assolou o resto da cidade. Especialmente no caso de Manhattan. Hoje o Bronx é dominado por cartéis criminosos antigos e gangues. Muitas gangues. E talvez a mais famosa dentre todas elas sejam os Keys, um grupo grande e que possui tanto poder e influência dentro do Bronx que muitos já os olham com muita atenção. As gangues abaixo deles querem derrubá-los antes que eles se tornem um novo e poderoso cartel criminoso. Os cartéis que lutam entre si pelas áreas de influência do Bronx não estão nada animados em dar as boas vindas a um novo concorrente. Todos nas ruas sabem que uma guerra de gangues e cartéis está à caminho. Os ânimos estão a flor da pele e a previsão do tempo é de sangue nas ruas. Quanto ao resto que não está metido entre gangues e cartéis de crime organizado? Ainda estamos por aqui. Todos sobrevivendo da melhor forma possível. Na falta de um governo todos se adequam a lei das gangues, que variam de território a território. Se você souber sair de casa para cuidar do seu ganha pão sem mexer com a pessoa errada é bem capaz de que viva para ver mais um dia. O Bronx sempre foi uma cidade dentro de uma cidade, aqui as coisas são diferentes, são do jeito do Bronx.
ZeroCodex: Falando sério, teria sido melhor o Bronx ter afundado. O lugar já era uma zona zero desde bem antes da crise das enchentes e da praga. Diabos, o Bronx em si é uma praga!
Wtf222: De onde você é mesmo?
ZeroCodex: Chicago, por que?
Wtf222: Por nada não…
Streetrat: E é por idiotas como você que as gangues atiram primeiro e fazem perguntas depois quando alguém de fora tenta vir nos visitar.
ZeroCodex: Isso também se aplica aos riquinhos que vão aí só para passear no seu zoológico de horrores? Vocês são um bando de animais mesmo. Ouvi dizer que esse clima de “cidade livre” que as gangues administram por aí atrai até zeeks que não tem onde mais se esconder.
Streetrat: Para começo de conversa, tem gente brincando com engenharia genética em quase todo lugar do mundo, não seja hipócrita. E sobre os zeeks, saiba que eles ainda são tão humanos quanto o resto de nós. Alguém podia banir esse preconceituoso desinformado, por favor?
Imagem gerada pelo Midjourney
A crise dos muros
Sorte de quem é ferrado pela vida 24×7 dura pouco. E tenho dito. Acho que foi em Janeiro quando os boatos começaram a circular por aí e depois foi quase mais duas semanas até alguém ter peito para vir a público confirmá-los. Nossos muros estavam prestes a ruir. A água do lado de fora iria terminar o serviço que tinha iniciado algumas décadas atrás. Cara, todo mundo se juntou para encontrar uma solução só que as coisas não pareciam nada bem. A mão de obra necessária para reforçar as fundações de nossas muralhas seria enorme e ainda assim não terminaríamos antes da estrutura ruir. É chato ter que admitir, mas nossa salvação não veio dos esforços dos nascidos e criados no Bronx e sim de fora. Mais especificamente dos ricaços que ainda tentam reconstruir Manhattan. A C-7 trouxe a cavalaria e salvou o dia. Melhor dizendo, eles trouxeram os Mecha Golens de construção, sorrisos de empresários e agentes para dar uma espiada no que pode ser mais um território que seus chefes vão querer adquirir. Muita gente ficou desconfiada da boa vontade em nos ajudar, mas não estávamos em posição de recusar nada. Os Keys fizeram toda a intermediação, liberando passagem para as equipes da C-7 criar bases de operação no território deles. Os cabeças da gangue estão de olho bem aberto com os corporativistas e até agora nada de esquisito aconteceu. O que nós teríamos feito em três meses de trabalho a C-7 e seu Mecha Golens fizeram em uma semana. Os muros foram reparados e a aprovação do projeto RECONSTRUIR tem aprovação quase geral pelas ruas. Já tem gente falando em usar os Golens para reformar o estádio dos yankees.
ZeroCodex: Típico! Alguém tenta ajudar vocês e é claro que são os vilões da história. Pelo que eu soube eles apenas cederam parte dos Mechas que usam na reconstrução de Manhattan. Os pilotos são todos do Bronx, até curso de capacitação para operar os Mechas foram fornecidos!
Wtf222: E acha que tudo isso foi de graça?
ZeroCodex: É assim que o mundo funciona, Omae. Eles prestaram um serviço que o Bronx precisava. O pagamento é parte da transação e aposto que prazos foram negociados.
Wtf222: Uhum, claro que sim. Escravidão por dívida ainda está na moda em alguns lugares seu babaca.
Streetrat: Seja com segundas intenções ou não… como eu disse, a C-7 é a única razão pela qual não estamos todos com os peixes. Além do mais, os Keys mantêm uma vigilância bem apertada em cima deles. Os caras não vão ficar bem na foto se perderem território para um bando de engravatado.
Imagem gerada pelo Midjourney
Ascensão dos Keys e a ação da C-7
Na segunda semana os Mechas da C-7 já tinha feito os reparos mais emergenciais nos muros e agora os estavam reforçando. Além disso a C-7 também passou a restaurar os quarteirões do Bronx que foram afetados pela primeira inundação e que até hoje ninguém havia se dado ao trabalho de restaurar. Ficou bem normal por aqui alguém atravessar a rua para ir no mercado e ver um Mecha da C-7 trabalhando em algum canteiro de obra. Sempre com homens dos Keys supervisionando os trabalhos. A gangue e os gerentes de projeto da C-7, que agora tinham uma base fixa no território dos Keys, ficaram bem amiguinhos. Desnecessário dizer que isso não agradou muita gente. Mas os Keys fizeram uma boa grana nas ruas cobrando das pessoas o que eles chamaram de “Taxa da salvação” e quando uma gangue tem grana ela também tem poder. Os Keys não são mais uma gangue, os caras efetivamente subiram de nível e agora jogam com os cartéis nos níveis altos de influência nas ruas. A família Faret foi um dos primeiros dentre os outros mafiosos a tentar derrubá-los. Dois dias intensos de guerra nas ruas terminou com os chefes da família Faret enforcados na frente do mercado com chaves dentro de suas bocas. Um clássico dos Keys. As outras famílias ficaram mais dispostos a dar as boas vindas a eles depois disso e nenhuma outra gangue do Bronx tentou atacar os caras, todos na rua agora sabem quem é o novo maior grupo criminal do bairro e muitos até já fazem apostas por aí dizendo que em mais alguns dias os Key serão o único cartel a dar cartas na mesa de jogo.
Wtf222: Quando a C-7 está por trás dos armamentos pesados e ajudando com a grana, fica fácil ser o chefão.
ZeroCodex: Você é idiota ou apenas não sabe ler? O cara acabou de dizer que a grana deles veio da taxa de “proteção” deles sobre o bairro!
Wtf222: Ficou louco? Eu já vi os Keys andando por aí com armamento militar, coisa fina mesmo! Acha que uma “taxa de proteção” paga tudo isso?
Streetrat: Crianças, vamos parar com a briga? Não preciso lembrá-los de que além de armas os Keys também tem uns hackers muito bons. E alguns deles já postaram material aqui.
imagem gerada no Midjourney
Mecha Golems e o estranho bug “DiE – Draggin its engines”
Como nosso amigo genial apontou, os Mechas da C-7 são todos pilotados por gente daqui. Pilotos nascidos e treinados no Bronx. Um piloto trabalha do conforto de sua casa, apenas enviando comandos remotos ao Mecha que está na rua. Dinheiro fácil, não? Mas o fato de todos os pilotos serem gente do Bronx não quer dizer nada, uma vez na folha de pagamento dos caras e imerso na “cultura da empresa” você é um deles, ponto final. Se não fosse assim, teria levado mais tempo até alguém mencionar o bug que tem nos Mechas dos caras. Ao que tudo indica alguns Mechas da C-7 eventualmente param de responder aos comandos remotos dos pilotos e vão fazer Deus sabe o que onde só o diabo sabe onde. Outro dia uma ex-namorada me falou que um Mecha entrou no restaurante onde ela trabalha, abriu um buraco enorme na parede e começou a remodelar o teto do lugar. Levou mais de uma hora até a equipe técnica da C-7 (leia-se, gente dos Keys) aparecer para limpar a bagunça. Eles pagaram pelos danos? Vou ali mijar enquanto você pensa na resposta. Enquanto alguns Golens andam por aí causando estragos aleatórios o pessoal da C-7 está tentando descobrir como resolver essa falha de sistema, mas com certeza estão levando um belo tempo para isso. Algum idiota deu o nome ao bug como referência ao fato dos Golens estarem se afastando de suas áreas de trabalho para fazer corpo mole (Daí a sacada da piada idiota “Are the Golens dragging its engines to escape work?”).
[Fim da transmissão…]
imagem gerada no Midjourney
Arquivos do narrador
OPERAÇÃO RECONSTRUIR é uma aventura que pode ser narrada como uma One Shot ou como uma mini campanha, a decisão fica para você e o seu grupo. Acima deixei apenas alguns detalhes à respeito da situação do Bronx no mundo de INTERFACE ZERO 2.0 e esse material deve ser utilizado em conjunto com o que já existe no livro do jogo. Se você quiser jogar esta aventura, recomendo que não leia mais nada à partir daqui pois os dados à seguir são referentes a personagens e eventos do jogo. Recomendo esta aventura para um grupo iniciante de 4 a 5 jogadores. Todos os personagens devem ser habitantes da “cidade livre” do Bronx e atuar no nível das ruas: Sejam membros de gangue, mercenários, hackers, strret docs, etc. O grupo deve partilhar de um background que os una como um time e todos eles devem ter uma ligação de amizade (ou dívida) com a NPC Jenna Miller (Ver mais adiante).
imagem gerada no Midjourney
Charles Hett Jr, o mecha controlador do mês
Charles sempre foi maluco por engenharia robótica e aprendeu tudo o que sabe com seu falecido pai. No Bronx seus conhecimentos eram utilizados apenas para manter a loja de reparos de veículos e drones da família em funcionamento, fato que irritava muito Charles. Então, quando a C-7 chegou com seus Golens de construção para impedir o colapso dos muros externos do Bronx, ele quase teve um infarto. Naturalmente, sua habilidade e conhecimento o tornou um dos pilotos selecionados para operar as máquinas e integrar o time de pilotos da operação RECONSTRUIR. Só que Charles fez muito mais do que ser apenas um piloto. Ele ia para as ruas à fim de trabalhar na manutenção dos Golens e cuidava pessoalmente dos reparos essenciais da frota de sua equipe. Não demorou para a C-7 perceber que tinha um recurso bem útil nas mãos e Charles foi promovido a chefe de campo, o que lhe deu um aumento patético no pagamento e um aumento colossal no trabalho. Agora ele era o chefe mecânico responsável por quase 30% da frota de Golens e respondia diretamente para os gerentes de projeto da C-7. O aumento de trabalho só fez Charles se empolgar mais com os Golens. Ele estava finalmente vendo sistemas e equipamentos de ponta dos quais apenas havia lido à respeito. Muitos de seus colegas riam do tempo que Charles perdia sendo um capacho para os corporativos da C-7 e uma piada recorrente era de que ele não tinha entendido que C-7 significava “Sete corporações” e não “Charles corporações”.
Morte suspeita no Bronx
Quando Lenna ficou sabendo de que Charles havia sido encontrado morto atrás de uma boca de drogas perto do mercado do estádio, vítima de overdose, ela soube que algo estava errado. O único vício de seu irmão era o trabalho. Ela disse isso aos agentes da C-7 que foram lhe dar o comunicado, mas é claro que nenhum deles se importou. Charles era apenas um recurso, sua morte apenas significava que eles teriam que encontrar outra pessoa para cuidar de suas responsabilidades. Pelo menos ela teve tempo para recuperar o corpo do irmão antes que ele terminasse em alguma clínica de rua onde com certeza seria desmembrado como se fosse um carro velho. Uma redução significativa em suas economias deram a Lenna o laudo de um médico que operava uma clínica “gratuita” perto de sua casa. A conclusão do laudo? Charles realmente tinha uma concentração absurda de Névoa negra em seu organismo, uma dose tão concentrada que levou a óbito devido a insuficiência cardíaca. De acordo com médico, não era raro novos usuários (por não saberem usar a droga) acabarem se matando daquela forma ao inalar uma quantidade maior do que a recomendada. Para ele, Charles parecia apenas um azarado. Névoa negra era uma droga popular entre pessoas que lidavam com tecnologia, Charles deve ter tentado descobrir as vantagens dela e acabou se matando por puro acidente. Aquilo podia fazer sentido para qualquer um que não conhecesse Charles. Lenna sabia que alguém havia armado um belo teatro para se livrar de seu irmão. Charles morto como um drogado qualquer? Nunca! Ela não conhecia alguém mais careta do que seu irmão, aquilo simplesmente não estava certo. Agora, já que a polícia era algo que não existia no Bronx desde as revoltas por alimento de 2033 e ela, com suas incríveis habilidades de garçonete, não seria capaz de desvendar esse mistério… estava na hora de falar com a única pessoa no Bronx que poderia ajudar. A única pessoa que Lenna sabia que iria se importar com a verdade.
imagem gerada no Midjourney
O que acontece na área 13
Charles morreu porque trabalhou demais. Mas no caso dele, foi literalmente o seu trabalho que o matou. Ou pelo menos foram os gerentes de projeto da C-7 que pagaram as pessoas que fizeram o serviço. Mas por que eles teriam se livrado de um funcionário tão dedicado? Porque Charles foi o único técnico de campo que deu importância ao bug DiE. Ele queria descobrir o que estava acontecendo com os Mechas que andavam pelas ruas do Bronx e, para seu azar, sua descoberta o ajudou a cavar sua cova. Os Mechas não estavam perdendo sincronia com os comandos dos pilotos por um erro do sistema e sim por uma escolha dele. A C-7 tem um plano secreto chamado de “operação limpa”. Em essência, a C-7 já tem pose sob a ilha de Manhattan e eles também querem expandir seu território para o Bronx. Mas iniciar uma guerra contra as gangues seria caro demais, então eles decidiram deixar que mãe natureza dê uma mão. Ao longo de meses, em operações altamente secretas, drones marinhos da C-7 causaram danos calculados à estrutura dos muros do Bronx para causar a tal “crise dos muros”. Depois disso, bastou esperar e ver o pânico da população aceitar de bom grado a sua ajuda. Os Keys foram realmente a chave para tudo. A gangue tinha controle dos melhores territórios no Bronx para a C-7 estabelecer uma base provisório de onde iria administrar sua equipe de reconstrução. Os gerentes de projeto negociaram com os Keys sua entrada no Bronx, se sujeitando a tudo o que eles pediram e depois da primeira semana de trabalho, quando o sucesso da operação resultou em uma bela de uma fama nas ruas para a gangue e em muito lucro, a vigilância dos hackers dos Keys e outros de seus membros acabou diminuindo. Na segunda semana de trabalho a C-7 iniciou a segunda fase de seu plano, a fase “Bug Die”. A notícia de Mechas saindo do controle e causando estragos em algumas partes do Bronx causou alarde nas ruas e muita cortina de fumaça. Os gerentes de projeto, quando procurados pelos Keys, jogaram a culpa do bug na carga de trabalho imposta aos Mechas e ao fato de terem sido a própria gangue que limitou a quantidade deles que a C-7 pode levar para dentro do Bronx. “Mesmo máquinas podem falhar em condições não ideais de trabalho, isso não seria um problema se não fosse a paranoia de vocês” foi o que os Keys ouviram. Muitas brigas depois, uma solução teve que ser encontrada. Em troca da C-7 não vazar nas ruas a participação dos Keys no surgimento dos problemas com “Golens malucos”, nenhum de seus membros iria encher o saco dos técnicos de campo da C-7 que iriam procurar pelas unidades defeituosas. O recall de alguns Golens teve início e enquanto tudo isso acontecia, o verdadeiro projeto da C-7 seguia sem problemas. Alguns dos “Golens defeituosos” não foram enviados a pontos aleatórios para causar acidentes, eles foram enviados para um ponto estratégico dos muros onde iniciaram a abertura de algumas falhas na estrutura por onde a água poderia invadir o Bronx. Esse lugar é a área 13, um dos primeiros locais dos muros que foi dado como 70% reparado e onde poucas pessoas prestam atenção. Enquanto problemas com Golens chamavam atenção em áreas como o estádio dos yankees e até mesmo nas proximidades do zoológico, ninguém deu atenção a área de isolamento que a C-7 colocou ali. Hoje a área 13 possui um pequeno grupo de Golens que operam através de ordens dos pilotos da corporação em sua sede em Manhattan. Uma vez que os trabalhos na zona 13 forem concluídos, os pilotos da C-7 vão explodir seus Mechas e uma nova inundação irá atingir alguns pontos estratégicos do Bronx, eliminando muitas gangues (incluindo os Keys) e abrindo espaço para a chegada dos mercenários da C-7. O sacrifício de parte do Bronx é um mal necessário, do ponto de vista das corporações, e eles estão bem dispostos a reconstruir tudo depois. Reconstruir do jeito certo e para as pessoas certas. Charles descobriu que o bug DiE era parte da programação dos Mecha Golens da C-7 e ele também descobriu que alguns dos robôs “bugados” estavam sendo concentrados na área 13. Charles se infiltrou na programação de um Mecha marcado para sofrer do “Bug” e que iria ser encaminhado para zona 13, instalou um drone espião e com ele viu o que a C-7 está fazendo, até fez uma filmagem amadora. Mas ao tentar vazar as informações na DatNet acabou descobrindo que a C-7 já tinha planos de contingência para deletar arquivos que pudessem expor sua operação secreta ou desacreditar os canais onde ela fosse publicada. A C-7 também possui contatos em grandes canais da mídia e não encontrou dificuldade para manter informações não desejadas bem longe dos canais mais utilizados pelas pessoas para se manterem informadas. Para piorar, seu drone foi avistado e abatido. Charles percebeu que alguém hackeou sua rede e isso significava que a C-7 sabia dele. Era questão de tempo até enviarem alguém para matá-lo. Sem saber em quem poderia confiar para vazar essa informação para o público, Charles acabou ligando para sua ex-namorada, Jenna. Infelizmente ela não deu muita atenção quando ele ligou desesperado, tentando explicar suas descobertas. Jenna não deu tempo à Charles para que ele pudesse enviar a ela os dados com sua descoberta, mas ele não desistiu. Por um golpe do destino Charles percebeu que seu drone ainda estava com seu sistema operacional funcionando. Isso significava que seu drone espião ainda possuia os dados gravados e também cópias das descobertas de Charles. Mas ele teria que recuperá-lo para poder ter esses dados. Sem ter mais como enviar essa informação digitalmente, ele a escreveu em papel as coordenadas de onde seu drone caiu (coisa raríssima em 2090) e a escondeu em um compartimento secreto de uma jaqueta que recebeu de presente de Jenna e pagou de maneira discreta para que um entregador de rua a envia-se para casa de Jenna. Pouco tempo depois de seu sistema ter sido hackeado, Charles foi localizado por mercenários da C-7 e eles o sequestraram para forjar uma cena adequada de “morte por overdose” e se livrar do piloto.
imagem gerada no Midjourney
Na mira da C-7 e da Benoit Macrosec
A C-7 possui uma equipe de mercenários da Benoit Macrosec infiltrada dentro do Bronx pronta para reagir a qualquer ameaça que possa comprometer a operação RECONSTRUIR e o projeto secreto. Foram estes agentes que analisaram a rotina de trabalho de Charles e chegaram a conclusão de que ele poderia ser tornar um problema devido a sua insistência para solucionar o bug DiE, quando localizaram o drone espião dele, não demorou para que um de seus hackers rastreasse o aparelho até o apartamento do piloto, confirmando as suspeitas que a corporação já tinha dele. Os mercenários agiram rápido para capturar Charles e limpar quaisquer dados suspeitos encontrados no apartamento dele. Estes mesmos agentes estão monitorando Lenna e quando ela fizer contato com Jenna, irão manter um olho aberto no que as duas estão fazendo. Não irá demorar para que Jenna e seus contatos (os jogadores) entrem na lista de “possíveis alvos” da Macrosec. O time da Macrosec é uma unidade chamada de “Cães negros” e é composta por oito membros: 7 soldados, 1 Hacker. Estes mercenários são cartas extras, com a única exceção de Trevor McKenna, o líder do grupo. As fichas de Trevor e sua unidade está no fim do documento.
Resolvendo o problema (ou pelo menos tentando)
A aventura tem início quando Jenna contata os jogadores para lhe dar backup ao longo da investigação que pretende fazer sobre a morte de Charles. A ligação que recebeu dele, onde o piloto parecia alterado e bem assustado, falando sobre uma notícia importante que ele só poderia confiar nas mãos dela, foram mais que o suficiente para convencê-la de que alguém realmente matou seu ex-namorado e forjou uma cena qualquer de morte por overdose. Jenna também recebeu a jaqueta que Charles lhe enviou com a seguinte mensagem “Sempre odiei esta jaqueta. Você não quis me ouvir ontem quando quis te dizer isso então resolvi devolver assim mesmo”. Suspeitando de que Charles havia escondido algo na jaqueta a repórter não demorou a localizar o bilhete escondido em um dos bolsos secretos. O bilhete continha apenas coordenadas de um lugar próximo aos muros, em uma região sem população porque faz parte das ruas do Bronx que foram inundadas no passado, e outra mensagem “O que eu ia dizer, agora só o Bob sabe”. Jenna sabe que Bob é o nome que Charles deu a seu drone espião e entendeu a intenção do ex, ela precisa achar o drone e descobrir o que Charles queria lhe contar. Qual era o tal “furo jornalístico ” que lhe custou a vida? Jenna irá contatar os jogadores e dividir a informação com eles para que só então planejem como irão lidar com a situação. Acredito que seja melhor cada narrador conduzir a aventura de acordo com as decisões de seus jogadores. O que vou fazer aqui é falar sobre alguns pontos que podem ajudar o narrador a conduzir seu jogo.
Localizar o Bob
Um dos primeiros passos será ter que localizar o Bob. Ir bater perna em ruas submersas do Bronx atrás de um drone espião pode levar bastante tempo. Especialmente considerando que ninguém sabe nada sobre o sistema operacional dele (algo que um hacker poderia tentar usar para ver se o drone emite algum tipo de sinal de localização). Jenna até consegue dizer o modelo do drone, mas a OS dele foi personalizada por Charles e estes dados foram apagados pelo hacker dos Cães negros. Deixe os jogadores tentarem outras soluções criativas, mas em algum ponto eles deverão recuperar o drone para terem acesso às informações que Charles descobriu sobre a C-7.
imagem gerada no Midjourney
E se formos para a grande mídia?
Claro, por que não jogar as descobertas de Charles na Datanet? Seria algo bem simples e todo mundo tem acesso ao seu conteúdo certo? Vamos pensar sobre o assunto. Se isso fosse um meio rápido de alertar todos no Bronx, por que Charles não fez isso ele mesmo? A resposta: Ele tentou. Mas ao enviar os dados para a Datanet ele logo descobriu que os maiores portais de notícia estão sendo monitorados por alguém que em pouco tempo derrubou seu material ou o vinculou a uma série de fake news ou portais conhecidos por teorias da conspiração sobre corporações ou qualquer outro assunto. Em outras palavras, alguém tem feito um trabalho hercúleo para que no momento que alguma notícia referente às operações secretas da C-7 no Bronx atingissem a Datanet estas fossem logo desacreditadas ou até mesmo apagadas. Esperar que dados vazados na datanet atinjam uma grande parte da população no Bronx pode levar dias e o tempo não está a favor do distrito.
Revelar os planos para os Keys?
Procurar os líderes dos Keys para mostrar a eles como a C-7 os tem usado pode ser uma opção cogitada pelos jogadores. Os líderes da gangue formam um conselho interno de 5 membros e a localização de seus pontos de encontro é uma informação sempre bem protegida e restrita somente aos membros com maior reputação dentro de suas forças. Os jogadores teriam que trabalhar seu caminho pela hierarquia da gangue até encontrar alguém com influência suficiente para ajudá-los a entregar a informação nas mãos certas. Fora todo esse trabalho, ainda existe outra complicação. Gregor Portman, um dos membros do círculo interno, sabe sobre os planos da C-7 e ele os está ajudando em troca de uma posição de prestígio dentro da nova sociedade que será fundada no Bronx. Gregor sempre foi o membro mais ganancioso e maluco por poder e influência dentro dos Keys. Se dependesse dele a gangue já teria entrado em guerra com todos o cartéis do crime organizado no Bronx, mas seus companheiros barraram seus planos por temerem os danos que uma guerra dessa proporção poderia causar à gangue como um todo. Gregor odeia o conceito de “crescimento lento e consistente” e acha que tem na C-7 o seu atalho para o sucesso. Por que se contentar em ser um dos líderes de um cartel criminoso se você pode ir jogar o verdadeiro jogo do poder ao lado dos CEOs das mega corporações? Gregor possui muitos membros fiéis a ele nas ruas, em quais Keys os jogadores podem confiar?
Procurar os inimigos dos Keys?
São muitas as gangues que gostariam de ter uma forma de acabar com a reputação dos Keys, até mesmo outros cartéis de crime organizado iriam dar as boas vindas aos jogadores e suas informações. Mas cabe aqui tomar cuidado para não perder tempo em uma guerra contra os Keys enquanto as obras na área 13 seguem sem interrupção. A estratégia o inimigo do meu inimigo é o meu amigo deve ser usada com cautela.
imagem gerada no Midjourney
Atacar a área 13 e quanto tempo temos?
Independente do caminho escolhido, em algum momento um confronto na área 13 será inevitável. E para colocar um fim nas obras da C-7 os jogadores vão precisar de poder de fogo. Gregor possui alguns de seus homens mais leais fazendo a segurança do perímetro e a C-7 também possui alguns de seus próprios seguranças reforçando a proteção deste lugar. A entrada para o local de trabalho dos Mecha Golens é um túnel que passa pela antiga linha de metrô do Bronx e se conecta aos alicerces dos muros. Um espaço confinado, cheio de gente armada e Golens explosivos. O que pode dar de errado em uma luta aqui? Durante o combate os jogadores terão que priorizar localizar os Mechas da C-7 que operam aqui, eles são o total de 12 Mechas de construção que estão acompanhados por guardas de segurança da Benoit Macrossec. Estes Mechas estão cavando uma série de seis túneis (Dois em cada) e tão logo estejam na posição desejada pelos seus mestres de Manhattan, um sistema de autodestruição escondido neles será acionado, causando um estrago nos alicerces localizados nessa parte da muralha. O acionamento será feito quando a equipe de campo tiver se retirado e retornado para a base de operações que a C-7 possui no Bronx. O resultado será uma abertura pequena nos muros, mas que será o suficiente para despejar a água do mar em pelo menos 45% da área do Bronx. Mechas de obra marinhos da C-7 estão a postos para iniciar o fechamento desta abertura tão logo seus chefes julguem necessário. A partir do início da aventura, os Mechas da C-7 irão levar aproximadamente 24h para estarem posicionados nos locais corretos e a C-7 levará 10 minutos para evacuar seu time do local.
Info Dump: Antagonistas & Aliados
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Membro de gangue – Humano (extra) Atributos: Agilidade d8, Astúcia d6, Espírito d6, Força d6, Vigor d6 Perícias: Lutar d8, Intimidar d6, Perceber d6, Atirar d6, Arremessar d6 Carisma: 0; Movimentação: 6; Aparar: 6; Resistência: 8(3); Firewall: 4; Tensão: 4 Complicações: Várias Vantagens: Cromado, Reflexos de Combate, Mãos Firmes Cibernéticos: Ciberarma (For+d4), Lutar ou Correr (Vantagem Rápido), Armadura Subcutânea (+1 Armadura Suplementar) Equipamento: Jaqueta de Combate Urban Punk (+2) HT-9 Hostile Takeover (Distância 12/24/48; Dano 2d6; Tiros 5, Semi-Auto), Cassetete Shillelagh da Destruição Wasteland Traders (For+d6 Arremessa para Trás)
Soldados mercenários, Humano – Cães negros (extra) Atributos: Agilidade d8, Astúcia d6, Espírito d6, Força d8, Vigor d10 Perícias: Lutar d8, Perceber d8, Atirar d8, Arremessar d6 Carisma: 0; Movimentação: 6; Aparar: 7; Resistência: 9(2); Firewall: 6; Tensão: 8 Complicações: Várias Vantagens: Bloquear, Contra-Ataque, Reflexos de Combate, Rock and Roll!, Sem Piedade Cibernéticos: Reforço Ósseo (+1 Resistência), Articulação Melhorada (Agilidade aumentada em 1 tipo de dado), Salva Vidas (+1 em Cura Natural), Aprimoramento Muscular (Força aumentada em 1 tipo de de dado) Equipamento: Traje Ghost BKI (resistência+2, cobre o corpo inteiro, =4 testes de furtividade, ver descrição da armadura no livro), TAW 2022 Foley Arms (Rifle: Distância: 25/50/100; Dano 2d8+1; CdT 3; Tiros: 45; PA, R3B, Auto, Escopeta: Distância 12/24/48; Dano 1–3d6; CdT 2; Tiros 12; Lança Granadas: Distância 12/24/48; Dano 3d6; Tiros: 12; AP, MPE), pistola Watchdog Foley Arms (Distância 12/24/48; Dano 2d8; Tiros: 12; PA 2, Semi-Auto), 2 × Granadas de 25mm (3d6, MME), Cassetete de Segurança Ravenlocke (For+d4; +1 Aparar; Choque), faca de combate (For+d4)
Soldados mercenários, Humano – Cães negros (extra) (Ficha SWADE) Atributos: Agilidade d8, Astúcia d6, Espírito d6, Força d8, Vigor d10 Perícias: Atletismo d6, Conhecimento Geral d4, Perceber d8, Persuadir d4, Furtividade d4, Lutar d8, Atirar d8 Movimentação: 6; Aparar: 7; Resistência: 9(2); Firewall: 6; Tensão: 8 Complicações: Voto (Maior, cumprir os contratos da C-7), Sanguinário (Maior) Vantagens: Bloquear, Contra-Ataque, Reflexos de Combate, Rock and Roll!, Sem Piedade Cibernéticos: Reforço Ósseo (+1 Resistência), Articulação Melhorada (Agilidade aumentada em 1 tipo de dado), Salva Vidas (+1 em Cura Natural), Aprimoramento Muscular (Força aumentada em 1 tipo de de dado) Equipamento: Traje Ghost BKI (resistência+2, cobre o corpo inteiro, =4 testes de furtividade, ver descrição da armadura no livro), TAW 2022 Foley Arms (Rifle: Distância: 25/50/100; Dano 2d8+1; CdT 3; Tiros: 45; PA, R3B, Auto, Escopeta: Distância 12/24/48; Dano 1–3d6; CdT 2; Tiros 12; Lança Granadas: Distância 12/24/48; Dano 3d6; Tiros: 12; AP, MPE), pistola Watchdog Foley Arms (Distância 12/24/48; Dano 2d8; Tiros: 12; PA 2, Semi-Auto), 2 × Granadas de 25mm (3d6, MME), Cassetete de Segurança Ravenlocke (For+d4; +1 Aparar; Choque), faca de combate (For+d4)
Hacker – Humano, mercenários cães negros (extra) Atributos: Agilidade d6, Astúcia d10, Espírito d4, Força d6, Vigor d6 Perícias: Lutar d4, Hacking d10, Investigar d8, Perceber d8, Persuadir d6, Atirar d4, Manha d8, Arremessar d6 Carisma: 0; Movimentação: 6; Aparar: 4; Resistência: 8 (2); Firewall: 7; Tensão: 2 Complicações: Curioso Vantagens: Hacker Equipamento: Traje Ghost BKI (resistência+2, cobre o corpo inteiro, =4 testes de furtividade, ver descrição da armadura no livro), T-App Firewall 4th Dimension Security Cibernéticos: Rede Neural Aprimorada (Astúcia aumentada em um tipo de dado)
Hacker – Humano, mercenários cães negros (extra) (Ficha SWADE) Atributos: Agilidade d6, Astúcia d10, Espírito d4, Força d6, Vigor d6 Perícias: Atletismo d6, Conhecimento Geral d4, Perceber d8, Persuadir d6, Furtividade d4, Lutar d4, Hacking d10, Pesquisar d8, Atirar d4 Carisma: 0; Movimentação: 6; Aparar: 4; Resistência: 8 (2); Firewall: 7; Tensão: 2 Complicações: Curioso, Voto (Maior, cumprir os contratos da C-7) Vantagens: Hacker, manha Equipamento: Traje Ghost BKI (resistência+2, cobre o corpo inteiro, =4 testes de furtividade, ver descrição da armadura no livro), T-App Firewall 4th Dimension Security Cibernéticos: Rede Neural Aprimorada (Astúcia aumentada em um tipo de dado)
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Trevor McKenna, líder dos Cães negros (carta selvagem) Atributos: Agilidade d8, Astúcia d8, Espírito d8, Força d10, Vigor d10 Perícias: Lutar d10, Curar d8, Intimidar d8, Perceber d8, Atirar d8, Arremessar d6 Carisma: 0; Movimentação: 10; Aparar: 8; Resistência: 10(2); Firewall: 10; Tensão: 11 Complicações: Várias Vantagens: Atirador, Bloquear Aprimorado, Contra-Ataque, Instinto Assassino, Reflexos de Combate, Rock and Roll!, Sem Piedade Cibernéticos (Todos nível Equipamento Militar): Reforço Ósseo (+1 Resistência), Salva Vidas (+1 em Cura Natural), Aprimoramento Muscular (Força aumentada em 1 tipo de de dado), Ciberpernas [Ligamento Melhorado (+4 Movimentação)], Aprimoramento Muscular Avançado (Força aumentada em 2 tipos de dado), Supressor de Trauma (ignora 1 penalidade por ferimento), Computador de Perícia (perícia em d6 relevante à missão atual) Equipamento: Lança granadas montado no pulso (Distância 12/24/48; Dano por granada, Tiros 1) TAW 2022 Foley Arms (Rifle: Distância: 25/50/100; Dano 2d8+1; CdT 3; Tiros: 45; PA, R3B, Auto, Escopeta: Distância 12/24/48; Dano 1–3d6; CdT 2; Tiros 12; Lança Granadas: Distância 12/24/48; Dano 3d6; Tiros: 12; AP, MPE), 2 × Granadas de 25mm (3d6, MME), Cassetete de Segurança Ravenlocke (For+d4; +1 Aparar; Choque), faca de combate (For+d4) , Traje Ghost BKI (resistência+2, cobre o corpo inteiro, =4 testes de furtividade, ver descrição da armadura no livro)
Trevor McKenna, líder dos Cães negros (carta selvagem) (Ficha SWADE) Atributos: Agilidade d8, Astúcia d8, Espírito d8, Força d10, Vigor d10 Perícias: Atletismo d8, Conhecimento Geral d4, Perceber d8, Persuadir d4, Furtividade d4, Lutar d10, Curar d8, Intimidar d8, Atirar d8 Movimentação: 10; Aparar: 8; Resistência: 10(2); Firewall: 10; Tensão: 11 Complicações: Voto (Maior, cumprir os contratos da C-7), Sanguinário (Maior) Vantagens: Atirador, Bloquear Aprimorado, Contra-Ataque, Instinto Assassino, Reflexos de Combate, Rock and Roll!, Sem Piedade Cibernéticos (Todos nível Equipamento Militar): Reforço Ósseo (+1 Resistência), Salva Vidas (+1 em Cura Natural), Aprimoramento Muscular (Força aumentada em 1 tipo de de dado), Ciberpernas [Ligamento Melhorado (+4 Movimentação)], Aprimoramento Muscular Avançado (Força aumentada em 2 tipos de dado), Supressor de Trauma (ignora 1 penalidade por ferimento), Computador de Perícia (perícia em d6 relevante à missão atual) Equipamento: Lança granadas montado no pulso (Distância 12/24/48; Dano por granada, Tiros 1) TAW 2022 Foley Arms (Rifle: Distância: 25/50/100; Dano 2d8+1; CdT 3; Tiros: 45; PA, R3B, Auto, Escopeta: Distância 12/24/48; Dano 1–3d6; CdT 2; Tiros 12; Lança Granadas: Distância 12/24/48; Dano 3d6; Tiros: 12; AP, MPE), 2 × Granadas de 25mm (3d6, MME), Cassetete de Segurança Ravenlocke (For+d4; +1 Aparar; Choque), faca de combate (For+d4) , Traje Ghost BKI (resistência+2, cobre o corpo inteiro, =4 testes de furtividade, ver descrição da armadura no livro)
imagem gerada no Midjourey
Jenna, jornalista investigativa – Humana (carta selvagem) Atributos: Agilidade d6, Astúcia d8, Espírito d6, Força d6, Vigor d6 Perícias: Lutar d6, Investigar d8, Perceber d8, Persuadir d6, Furtividade d6, Manha d8 Carisma: 0; Movimentação: 6; Aparar: 5; Resistência: 5; Firewall: 4; Tensão: 0; Crédito nas Ruas: 2 Complicações: Curiosa, Leal, Cautelosa Vantagens: Investigador Ocupação: Corretor de Informações (Jornalista e colaboradora do O povo do Bronx) Contatos: Contato na ANN (Atlântica Norte News, um portal de notícias da américa do norte na DataNet com boa reputação regional), contato dentro dos Keys
Jenna, jornalista investigativa – Humana (carta selvagem) (Ficha SWADE) Atributos: Agilidade d6, Astúcia d8, Espírito d6, Força d6, Vigor d6 Perícias: Atletismo d4, Conhecimento Geral d4, Perceber d8, Persuadir d4, Furtividade D4, Lutar d6, Pesquisar d8, Persuadir d6, Furtividade d6 Carisma: 0; Movimentação: 6; Aparar: 5; Resistência: 5; Firewall: 4; Tensão: 0; Crédito nas Ruas: 2 Complicações: Curiosa, Leal, Cautelosa Vantagens: Investigador, Manha Ocupação: Corretor de Informações (Jornalista e colaboradora do jornal O povo do Bronx) Contatos: Contato na ANN (Atlântica Norte News, um portal de notícias da américa do norte na DataNet com boa reputação regional), contato dentro da gangue dos Keys
Golem de construção C-7 – Mecha Golem (carta extra) Chassi: Leve 12’’ Movimentação/Corrida: 12 / 2d6 Força: d12+4 Resistência: 18(10) Tripulação: 0 (Pilotado por acesso remoto) Firewall: 8
Dicas de leitura para os amantes de fadas e histórias cheias de magia!
Contos de fadas povoam o imaginário do ser humano à muitos, muitos anos. Com eles aprendemos lições valiosas e conhecemos seres mágicos que vivem sob suas próprias leis e tradições: O povo das fadas.
De vez em quando uma fada vêm ao nosso mundo ou nós entramos no deles e isso sempre resulta em uma história interessante e que merece ser contada. Os livros abaixo são justamente isso, aventuras onde personagens do mundo das fadas se tornam uma peça central da trama. Gosta de fadas? Então fique atento a estas dicas!
E, como sempre, não deixe de me dizer o que achou destas dicas nos comentários do post. Quer me dar uma dica de leitura que combina com este artigo? Comente que eu vou dar uma olhada assim que possível 🙂
Lua das fadas
Uma garota e um anjo em uma missão de resgate no mundo das fadas!
Em a “Lua das fadas” a autora Eddie Van Feu nos apresenta Bianca, uma jovem que decide tentar fazer um ritual junto de sua amiga para contatar o mundo dos espíritos. Tudo poderia ter sido apenas uma brincadeira besta de adolescentes, caso o ritual não tivesse funcionado. Para o azar de Bianca e sua amiga, alguém responde ao seu chamado e essa entidade não é um espírito. Fadas levam a amiga de Bianca para seu mundo e deixam nossa jovem protagonista com a difícil missão de resgatá-la!
Claro que Bianca não pode contar com a ajuda dos adultos, ninguém acredita em sua palavra, mas isso não a desencoraja. Determinada a viajar até o mundo das fadas ela embarca em uma perigosa aventura que obriga Zac, seu Anjo da guarda, a acompanhá-la para garantir sua segurança. É assim que uma humana e um anjo acabam no mundo das fadas, prontos para lidar com todos os perigos de sua jornada para resgatar a amiga de Bianca.
Lua das fadas é uma aventura incrível e uma narrativa cheia de bom humor. A Eddie consegue nos apresentar um mundo mágico e seus habitantes em uma narrativa fluída e engraçada, mas também colocando drama e perigo onde estes elementos se tornam necessários.
Claro, romance também não fica de fora nesta história, a dinâmica entre Bianca e Zac é muito divertida e vai cativar leitores que curtem aquele famoso “Enemy to lovers”. Os dois não chegam a ser inimigos, mas também não começam a relação com o pé direito e sua relação vai crescendo sempre em meio a muitas discusões recheadas de patadas mútuas que arrancam boas risadas.
Outro ponto bom do livro são as artes internas que são belíssimas e ajudam a deixar os leitores imersos no mundo do livro. Vou deixar aqui alguns exemplos:
Duas fadas bêbadas mudam a vida de um solitário de Nova York!
Martin Millar criou em “As boas fadas de Nova York” uma das histórias mais malucas e divertidas que li na vida. Tudo começa quando duas fadas bêbadas atravessam a janela da sala do apartamento de Dinnie, o pior violinista da cidade. Depois de alguns vômitos e muitos gritos a vida de Dinnie vira de cabeça para baixo e se transforma para sempre!
Em meio a trapalhadas, histórias malucas e coincidências impossíveis o leitor é guiado por uma história que começa com uma simples aposta entre duas fadas doidas e termina com uma guerra de criaturas sobrenaturais bem no meio da cidade de Nova York. As boas fadas de Nova York é um livro para quem quer se divertir e dar boas risadas!
O que eu mais amei neste livro é como o autor consegue criar uma confusão épica à parir de coisas pequenas e que escalam de maneira muito rápida! Além disso, cada personagem que conhecemos nas ruas de Nova York se torna inesquecível e surpreende o leitor quando ele percebe o peso de seu papel na trama geral.
Para ter uma ideia do quão bom este livro é, a introdução dele é escrita por ninguém menos do que Neil Gaiman!
Um grupo de fadas exiladas em Nova York tentam ganhar a vida na cidade grande enquanto sobrevivem a ameaças sobrenaturais!
Aria é uma princesa do mundo das fadas que decidiu se exilar na terra, onde prefere viver sua vida ao lado de seus amigos. Só que a vida na cidade grande não é fácil e a dela fica ainda pior quando um antigo lorde das trevas resolve voltar a ativa. Aria reúne seus aliados para voltar a ativa no mundo sobrenatural em uma aventura cheia de magia e ação, além de ser uma revista cheia de uma arte belíssima e rica em detalhes que encantam!
Veja só um pouco destas artes incríveis:
Aqui no Brasil conheci três volumes encadernados que vale muito a pena ter na sua coleção, sendo este aqui o primeiro!
Uma aventura épica com uma chapeuzinho vermelha bem diferente!
Em uma versão mais sombria a autora nos mostra uma versão bem diferente de A chapeuzinho Vermlho. Norina passou sua vida temendo o povo dos monstruosos Indomados. Isso até descobrir que ela é um deles.
O livro mostra ao leitor um mundo de reinos mágicos, viagens perigosas e nos mostra a força horripilante que o ódio traz ao mundo. Para quem curte uma boa releitura de contos de fadas este livro é super indicado!
Eu amo histórias com metamorfos, especialmente com lobisomens e se este é o seu caso o mundo criado pela Mariana não vai te desapontar. Outro ponto forte do livro é que sua protagonista é uma personagem forte e que personifica muito bem o estilo lute como uma garota!
Bigby costumava ser o “Lobo mau”, mas será que ele merece um recomeço?
Umas das melhores histórias que li e que joguei!
Meu primeiro contato com o personagem Bigby não foi pelas HQs de Fables e sim pelo jogo The Wolf Among Us da Tell Tale Games. O mundo das fábulas exiladas em Nova York é incrível e traz um tom Noir recheado de ação para os contos de fadas perdidos no mundo moderno.
Após se verem obrigadas a fugir para o mundo moderno os contos de fadas que conhecemos precisam reconstruir suas vidas. Todos precisam recomeçar e é aqui que o lobo mau, Bigby, encontra sua chance de redefinir quem ele é. Antes, o lobo mau desordeiro que todos temem, agora ele busca ser um agente da lei que ajuda o povo das fadas a sobreviver!
Mas será que o lobo mau pode realmente mudar quem é?
Se você nunca leu nada de Fables acho que este aqui é um ótimo ponto de partida e também recomendo o jogo que é uma obra de arte!
Aqui o nosso herói enfrenta os viloes, salva o dia e ainda entrega a sua encomenda no prazo!
Descubra um Brasil onde seres mágicos vivem lado a lado com humanos!
Jim Anotsu nos entrega um Brasil diferente, ele nos mostra como seria nosso país caso as fadas tivessem revelado sua existência para a humanidade!
E é um mundo divertido!
Claro, as relações entre fadas e humanos não são perfeitas e sempre tem aqueles que buscam levantar as bandeiras da justiça e bons costumes para disfarçar seu ódio e preconceito diante daquilo que não entendem. Soa como algo familiar? Pois é, o Jim não apenas entrega uma história divertida e ótima para crianças, mas também entretém o público adulto como um humor inteligente e ótimas críticas sociais.
O Serviço de entregas monstruosas é um livro para jovens e adultos, recomendo muito sua leitura!
Conheci este livro da Taty Castel no Wattpad e é uma série muito boa que vai apresentar ao leitor uma fantasia urbana onde Elfos mostram que além de criaturas belas, podem ser também muito perigosos!
Ani é uma jovem carioca que tem sua vida mudada após ser atacada por um cão infernal na saída de seu trabalho. Seu dia ia de mal a pior quando um grupo de elfos caçadores consegue salvá-la e a levam para um mundo paralelo onde elfos possuem reinos escondidos dos olhos dos humanos!
À partir desse ponto Ani tem sua vida transformada ao descobrir que ela não só faz mais parte desse mundo mágico , louco e perigoso, mas também é a peça central de uma lenda antiga que pode colocar o mundo dos elfos e dos homens em grande perigo.
Um dos pontos que mais me agradou neste livro é a personalidade forte da Ani e o bom humor da autora que faz o leitor se divertir e ficar preso em cada capítulo da história. A trama também tem uma boa dose de cenas hot, mas se você não é fã disso pode facilmente pular cada uma delas e seguir a leitura porque o mundo mágico que a Taty apresenta possui muitos segredos que valem a leitura!
Kelly não sabe quem são os Formorianos e nem se importa. Eles atacaram sua família, mas ela vai mostrar que mexeram com a semideusa errada!
Uma história sobre juramentos e magia!
Esta é uma história mimha que escrevi dentro do universo fantástico de Etherion, criado pelo autor Rod Zandonadi. O Rod é um fã de literatura fantástica e suas obras tem muita influência de Percy Jackson e super heróis japoneses das séries Tokusatsu.
Na minha história eu apresento ao leitor à jovem Kelly Dantas. Ela, seu irmão e seu pai estão apenas tentando passar um fim de semana em família no parque Ibirapuera quando seu carro é atacado por criaturas monstruosas que acabam sequestrando seu irmão.
Ao acordar no hospital Kelly recebe a visita de um Leprechaun que a desafia a segui-lo por uma viagem mágica pelo arco íris à fim de resgatar seu irmão. Nessa aventura Kelly vai descobrir algumas coisas sobre sua família que desconhecia e também vai descobrir que ela é uma semideusa!
Nesta curta aventura apresento alguns elementos dos mitos irlandeses, brinco com magia e juramentos e também apresento um pouco do vasto universo mágico que o Rod vem criando ao longo dos anos!
A leitura da história é gratuita, basta baixar o app do Wattpad ou ler lá no site da plataforma!
Quando seus sonhos resolvem invadir a sua realidade, as coisas começam a complicar!
Um conto onde os antigos mitos do rei Artur chegam aos dias modernos, invadindo a vida de um jovem inglês de 14 anos que também se chama Artur!
Um conto cheio de magia, aventura, drama e uma pitada de romance juvenil!
Na trama acompanhamos o jovem Artur, um garoto que adora ler histórias sobre cavaleiros e magia. Histórias sobre heróis e sobre um rei que tem uma vida muito mais simples e legal do que a dele (ao menos do seu ponto de vista).
Mas quando seus sonhos invadem sua realidade e sequastram sua melhor amiga, Artur vai ter que se aliar com uma maga casca dura e muito mandona para resgatá-la!
— De acordo com os registros do computador… — Nathan disse enquanto lia os dados na tela do sistema de navegação da cápsula temporal. — É, esses senhores armados do lado de fora são da extinta Scotland Yard!
Ao seu lado, Boris preparou as cápsula não letais de seu canhão de plasma.
— Animador, cara. Simplesmente animador! — disse em meio a resmungos.
— Será que eles vão aceitar nos ouvir antes de atirar? — Laura perguntou para ninguém em especial.
Nathan riu.
— Se o Boris não tivesse estacionado nossa máquina do tempo em cima de três pessoas dentro do parlamento inglês… quem sabe?
— Tá reclamando demais para um idiota que nem sabe pilotar! — Boris retrucou.
Laura suspirou e ficou imaginando se os outros viajantes estavam tendo tanta sorte quanto eles. Esperava sinceramente que não. A missão já não era das mais fáceis: Localizar o famoso assassino Jack o estripador, que foi o único mago capaz de fechar os portais para os mundos inferiores, impedindo uma invasão de demônios na terra. Uma invasão que ocorreu em 2099, motivo pelo qual eles estavam ali, no século XIX.
— Parem de brigar como dois adolescentes. Nós precisamos encontrar Jack e descobrir como ele lidou com os demônios neste século. — A garota disse, como que para lembrar seus companheiros o porquê de sua pequena discussão ali ser sem sentido.
— Eu já disse que esta missão é idiota. Não vamos impedir a invasão, ela é o motivo pelo qual viajamos no tempo. Se estamos aqui é porque ela já aconteceu. — Julian, o quarto integrante do time, finalmente se pronunciou.
— Por que trouxemos esse cara mesmo? — Boris revirou os olhos.
— Ele é o último descendente vivo de Jack o estripador, precisamos dele vivo para que a bússola genética funcione. — Laura lembrou.
Boris pareceu pensar no assunto, o fato de não ter atirado em Julian disse muito sobre suas conclusões.
— Ok, vamos logo acabar com isto. Está na hora de lidar com nossos amigos lá fora e encontrar Jack.
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Dee estava aproveitando o blecaute na cidade para ler alguns livros que estavam parados em sua estante. Ler a luz de velas era algo que a jovem garota começava a apreciar já que estavam todos à três dias sem luz e sem saber quando as coisas voltariam ao normal.
Naquele dia ela tinha conseguido a marca de quatro livros concluídos e agora lutava contra o sono para adicionar mais um à lista.
Ela não saiu do quarto nem quando seus pais a chamaram para ver algo extraordinário no céu da cidade. Alguma coisa a ver com pontos coloridos flutuantes ou alguma coisa parecida. Dee não largou o livro e o sono acumulado do dia anterior não a largou também.
O sono a derrotou faltando três páginas para o final.
Quando acordou, estranhou o silêncio na casa e nas ruas. Também estranhou a espada de lâmina azul que estava segurando … uma arma muito parecida com a que a Cavaleira dourada, a protagonista do seu livro, usava para derrotar os inimigos.
— Rápido, leitora! Precisamos encontrar os outros oito leitores e ir de encontro ao Bibliotecário!
Um anão vestido com um manto amarelo gritante lhe disse da porta de sua casa.
Dee seguiu o estranho ser para a rua e se espantou ao ver pterodátilos sobrevoando a cidade, sendo perseguidos por discos voadores.
Ali por perto, saindo de um bueiro aberto, o tentáculo de algum monstro agarrou um troll que gritava por sua vida.
De um lado a outro mais criaturas que pareciam ter escapado de algum filme de fantasia tomavam conta do bairro, perseguindo outras crianças. Onde estavam os adultos? As autoridades?
— Rápido cavaleira! Os sete leitores nos esperam! Temos que encontrar o bibliotecário!
O anão urgiu.
— Não eram oito? — Dee questionou.
Por que perguntou isso acima de todas as coisas que lhe passavam pela cabeça? não soube dizer. O anão a encarou com seriedade e respondeu.
— Sim, eram. Agora não são mais. Vamos logo antes que sejam apenas seis!
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A descrição de cenários desempenha um papel crucial na construção de um mundo fictício rico e envolvente. Principalmente quando falamos de ficção especulativa (fantasia, ficção científica e horror), um worldbuilding minucioso precisa que cada parte de sua criação, seja uma cordilheira de montanhas, ou um guarda-roupas que leva à uma dimensão fantástica, sejam descritos com emoção e sem muita “encheção de linguiça”
No entanto, o que muitas vezes é subestimado é o poder das ações do personagem na criação desse cenário e na transmissão de emoções profundas aos leitores. Temos, muitas vezes, muitos parágrafos (às vezes, até páginas) de descrições de cenários e ambientes. O que, na maioria das vezes, torna a leitura arrastada e cansativa. Isso quando não quebra toda a ação de uma narrativa.
Neste artigo, vamos ver a importância de descrever cenários a partir de ações e emoções de um personagem, e destacar como isso pode enriquecer a narrativa e envolver seus leitores de maneira mais profunda.
O Papel das Ações nas Descrições de Cenários
As ações dos personagens são como pinceladas em uma tela. Você adiciona cores e detalhes à paisagem descrita. Em vez de simplesmente declarar que um cenário é assustador, você, como autor, pode mostrar o medo do personagem por meio de suas ações e reações. Essa abordagem cria uma experiência mais imersiva para o leitor, permitindo que eles sintam a tensão no ar. Desa forma eles podem se conectar com o personagem de uma maneira mais significativa.
Por exemplo, em vez de dizer que a visão de uma fênix dourada o deixou abismado em frente ao templo, você pode colocar que seu personagem ficou sem palavras, com os olhos fixos na ave belíssima que descia dos céus, batendo as asas com penas que, de tão douradas, refletiam a luz do sol mais do que as paredes banhadas a ouro do templo, que antes brilhavam soberanas em meio à floresta sombria.
Acima, além de dar ao leitor uma forma de visualizar a criatura mística, aproveitar para descrever o lugar em que o personagem estava.
Expressão de Emoções
As ações de seu personagem são uma forma eficaz de expressar suas emoções. Por exemplo, se um personagem está enfrentando um cenário onde ele viveu um grande trauma, talvez um vale onde lutou ao lado de valorosos companheiros, que perderam ali as vidas, suas ações podem incluir tremer das mãos, punhos cerrados, batimentos cardíacos acelerados e lágrimas nos olhos. Esses sinais físicos transmitem ao leitor a intensidade das lembranças que o personagem está experimentando. Isso permite que o leitor se conecte emocionalmente com o personagem, compartilhando sua angústia.
Adição de Profundidade
Além de expressar emoções, as ações do personagem também adicionam profundidade ao cenário. Em vez de apenas descrever a aparência de um lugar, as ações do personagem revelam como ele interage com o ambiente ao seu redor. Isso pode incluir tocar em objetos, explorar detalhes ou reagir a elementos específicos do cenário. Essas interações não apenas enriquecem a descrição do local, mas também ajudam a criar um senso de realismo e autenticidade na narrativa.
Por exemplo, em Percy Jackson e a Maldição do Titã.
Quando Percy e seus amigos chegam ao Jardim das Hespérides, ele sente cheiro de hortelã misturado com halito de quem não escova os dentes há uns séculos. Quando questiona isso, ele é alertado de que, se fosse um dragão, também gostaria de mascarar seu hálito ruim. O que mostra que estão perto de encontrar um Guardião de Limiar, um obstáculo que terão que enfrentar para chegarem até o objetivo.
Construção de Atmosfera
As ações do personagem também desempenham um papel fundamental na construção da atmosfera de um cenário. Por exemplo, se um personagem está caminhando em uma floresta escura, suas ações, como pisar em galhos secos, podem criar sons que contribuem para a atmosfera sinistra. Isso faz com que o leitor sinta o ambiente da floresta escura de forma mais vívida, imergindo completamente na história.
Narrativa Interativa
As ações do personagem transformam a narrativa em uma experiência interativa para o leitor. Em vez de apenas observar passivamente o cenário, os leitores se envolvem emocionalmente e mentalmente à medida que acompanham as ações do personagem.
É muito comum que autores iniciantes na ficção especulativa queiram imitar Tolkien, gastando folhas e folhas para descrever os cenários que criaram. Isso não acrescenta valor à sua obra. Pelo contrário. Estamos na era da informação e da falta de foco. Se algo for tedioso demais, o leitor pode pular toda a descrição que você criou para encontrar algo que o interesse. Ou, pior, pode desistir de ler sua história.
Quando a narração ocorre de forma interativa, cativando o leitor, o efeito é o contrário do que descrevi no parágrafo anterior. Seus leitores se colocam no lugar do protagonista. Sentem as mesmas emoções e as reações que ele, enquanto a história se desenrola. Essa conexão torna a narrativa mais envolvente e memorável.
Como Descrever Ações e Emoções de Forma Eficaz
Agora que entendemos a importância de descrever ações e emoções ao descrever cenários, é fundamental saber como fazê-lo de maneira eficaz. Aqui estão algumas dicas para tornar essa técnica mais impactante na sua narrativa:
Observação Detalhada
Comece observando detalhadamente as ações do seu personagem. Imagine-se no lugar dele e pense em como ele reagiria diante do cenário. Considere não apenas as ações óbvias, mas também as reações sutis que podem revelar emoções mais profundas.
Escrevi um artigo ensinando a criar personagens emblemáticos. Use as técnicas que descrevi nesse artigo para tornar as ações de seus personagens, ao descrever cenários, mais profundas e impactantes.
Ao descrever ações, não se limite apenas à visão. Explore os cinco sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar. Pense em como o personagem percebe o mundo ao seu redor através desses sentidos e incorpore essas percepções na narrativa.
Acho bacana citar personagens que são privados de alguns sentidos, como o vigilante Demolidor, da Marvel; ou o elfo mago Hearth, da série Magnus Chase e os Deuses de Asgard. Entender como eles veem o mundo, com os sentidos que possuem trabalhando em dobro para suprir o sentido que falta, é algo que pode oferecer muita coisa com que se trabalhar.
Por exemplo, o filme do Demolidor de 2003. O enredo não foi lá essas coisas, mas a forma que o protagonista usava o barulho chuva batendo na superfície das coisas ao seu redor para visualizar o cenário que o rodeava, foi algo que achei muito bom.
Evite Excesso de Descrição
Já tinha falado sobre isso. Mas só para ficar claro e você não fazer.
Embora seja importante descrever ações e emoções, evite o excesso de descrição. Seja seletivo e escolha as ações que são mais significativas para a narrativa. O objetivo é envolver o leitor, não sobrecarregá-lo com informações desnecessárias.
Conexão com a Narrativa
Certifique-se de que as ações e emoções que descrevem o ambiente estejam alinhadas com a história. Elas devem contribuir para o desenvolvimento da trama e a evolução do personagem. Não as inclua apenas por capricho, mas para enriquecer a narrativa.
Variedade de Emoções
Lembre-se de que a narrativa pode variar em emoções. Não limite as ações e emoções do personagem a um único estado emocional.
Por mais que seja importante estabelecer um comportamento dominante para o personagem, ele não é 100% do tempo apático, irritadisso ou arrogante. Cada situação ou lugar faz com que o personagem reaja de uma maneira diferente.
Permita que o personagem evolua ao longo da história, expressando uma variedade de sentimentos em diferentes situações.
Revisão e Ajustes
Após escrever as descrições dos cenários com base nas ações e emoções dos personagens, revise e ajuste-as conforme necessário. Certifique-se de que cada descrição contribua efetivamente para a narrativa e que esteja em sintonia com o tom e o estilo da história.
Exemplo Prático
Para ilustrar como as ações do personagem podem enriquecer a descrição do cenário, considere o seguinte exemplo:
Descrição 1: “A floresta era escura e assustadora. Pedro chegou até a beira do lago escuro, atraído por algo que não conseguia definir.”
Descrição 2: “Enquanto Pedro avançava na floresta, galhos quebravam sob seus pés, ecoando como risadas sinistras. Seu coração batia descompassadamente, e a escuridão ao seu redor parecia engolir sua coragem. A névoa vinha do lago e dançava ao seu redor, roubando o pouco calor do seu corpo. Por mais apavorante que fosse, ele não conseguia desviar os olhos daquele espelho de escuridão. Não se via nenhuma ondulação na superfície do Lago Negro. Nada indicava que alguma coisa viva existia ali. Mas Pedro sabia. Ele usava toda força de seu ser para não mergulhar nas águas sombrias. Tamanho era o esforço que seu corpo todo tremia. Pois Pedro sabia. Se entrasse ali, não sairia mais”
A segunda descrição, com suas ações e reações do personagem, cria uma imagem muito mais vívida e emocional da floresta e do lago. Os sons dos galhos quebrando, o ritmo acelerado do coração do personagem, a sensação de coragem perdida, o corpo tremendo. Tudo isso transmite a atmosfera sinistra de maneira muito mais eficaz.
Concluindo
O uso de ações e emoções dos personagens para descrever cenários é uma técnica poderosa para tornar sua narrativa mais envolvente e rica em detalhes. As ações não expressam só emoções, mas também adicionam profundidade, constroem atmosfera, tornam a narrativa interativa e criam uma conexão mais profunda com os leitores.
Ao aplicar essa técnica com sensibilidade e discernimento, você pode elevar sua narrativa a novos patamares, proporcionando aos seus leitores uma experiência de leitura memorável e envolvente.
Eu já estava há quase uma semana procurando trabalho. Não, não é muito fácil conseguir um quando se carrega o estigma de ser um ex-presidiário. Então, quando recebi um e-mail me oferecendo uma entrevista em uma agência chamada E&L Associados, eu não fiz muita questão de tentar desvendar o que esses caras faziam.
Não era hora de ser seletivo, minha vida acumulava problemas demais para me dar ao luxo. Meu aluguel ia vencer, minha mãe estava doente, minha geladeira estava fazendo barulhos muito estranhos e o meu único par de tênis parecia pronto para aposentadoria. Eu precisava de dinheiro e essa agência podia me dar um trabalho. Foi só com o que me importei no momento.
Olhando para trás, eu deveria ter me importado um pouco mais.
O endereço que recebi me levou a um pequeno prédio comercial de cinco andares no meio da quinta avenida. Achei isso estranho por dois motivos: cercado de arranha-céus de luxo, ele não parecia pertencer à quinta avenida. Ninguém entrava ou saia do prédio, quase como se ele não estivesse realmente lá. O segundo motivo era o sujeito de terno amarelo, cabelos brancos espetados e olhos violeta que estava de pé ao lado da única entrada. Ele sorriu para mim e abriu a porta quando me aproximei.
— Porteiro esquisito… — Comentei comigo mesmo e olhei para trás para me certificar de que o homem ainda estava lá fora.
Ele não estava.
— Veio para vaga de agente externo? — A voz de uma garota me fez olhar para frente de novo e quase pulei de susto.
Normalmente sou uma pessoa atenta, mas eu nem ao menos escutei um passo dela. No saguão do prédio só tinha uma porta, que eu imaginava ser o acesso das escadas, e um elevador. A porta estava bem do meu lado e eu tinha certeza de não ter escutado ela abrir e o painel do elevador, se estivesse correto, informava que ele estava no décimo quinto andar.
Sim, eu sei que disse que o prédio só tinha cinco andares. Acredite, fiquei bem confuso e só fui me perguntar como isso era possível horas depois quando tudo já tinha ido para merda.
— Eu acho que sim, o e-mail que recebi não deu detalhes sobre o trabalho. — Respondi, antes que a moça achasse que eu a estava ignorando.
Seria impossível ignorá-la. Ela parecia ter algo na casa dos vinte e poucos anos, seus cabelos longos estavam tingidos de roxo e azul, vestia calças jeans rasgadas nos joelhos, botas pretas de motociclista e uma regata preta com a estampa de caveiras com asas de borboletas. Seus braços e o pescoço tinham tantas tatuagens que fiquei um bom tempo perdido nelas e só me dei conta do quão pálida ela era quando mudei meu foco para seu rosto.
— Você tem cara de agente externo, acho que vai se dar bem na agência. — Ela disse e então seguiu seu caminho para a rua.
— Obrigado… — Comecei a dizer, então ela olhou por cima do ombro e me calei quando vi seus olhos azuis mudarem rapidamente de cor, indo do azul para vermelho, amarelo, verde e depois azul de novo.
— A entrevista é no terceiro andar, não desça em qualquer outro andar que não esse e boa sorte! — Ela saiu, jogou uma moeda para o alto, coisa que achei peculiar, e foi embora sem nem ao menos esperar ela cair de volta.
A moeda não caiu no chão.
O elevador apitou quando voltou ao térreo e decidi que era melhor ir para minha entrevista.
O cara que me entrevistou disse que se chamava Lucca Van Helsing, juro que quase ri na cara dele. Lucca gostou do meu currículo (que não tinha nada de especial) e uma das perguntas que me fez foi sobre meu tempo na prisão.
Mentir não ia ser bom, então contei que acabei preso por bater tanto em um cara em um bar que ele acabou passando meses no hospital. O fato da vítima ser um neo-nazista era apenas um detalhe.
Normalmente sou uma pessoa calma, mas aquele branquelo me tirou do sério de tal maneira que foram precisos sete policiais para me tirar de cima dele. Sim, sou calmo, mas não pise no meu calo. Se entro em uma briga é porque a coisa vai ficar realmente feia para alguém.
— Ótimo, você é durão, isso vai ser bom. — Lucca disse e me aprovou.
— Mas é só isso? — Perguntei, confuso. — Você não quer saber nada sobre minha experiência profissional, recomendações… mais nada?
— Nada que tenha feito antes na sua vida vai te ajudar neste trabalho, acredite em mim. — Ele riu e então pegou algo dentro da gaveta de sua mesa. — Mas realmente tem outra pergunta que eu deveria fazer. Só para questões de registro, este aqui é o sujeito com quem você brigou no bar?
Ele me mostrou uma foto velha e amassada. Nela pude ver a cara do homem que me valeu uma temporada na prisão. Só que tinha algo diferente naquela foto. As orelhas dele eram enormes e pontudas. Além disso, os olhos dele eram vermelhos e ele parecia muito mais branco do que eu me lembrava. Estou falando de branco de verdade, quase como se a pele dele fosse feita de giz.
— Como você…? Que tipo de agência é esta? — Fiquei de pé e me afastei da mesa.
Lucca me encarou.
— Fique tranquilo, ninguém aqui vai te julgar por quebrar a cara de um elfo xenofóbico. E, respondendo sua segunda pergunta, esta é a Exterminadores & Lendários associados. Somos caçadores de lendas que não caminham dentro das regras.
Não gostei da resposta e gostei ainda menos dos detalhes que Lucca resolveu me dar depois.
Segundo ele, monstros mitológicos eram reais e sua agência cuidava da “limpeza” daqueles que causavam muitos problemas para os humanos. Ele comentou alguma coisa sobre todos eles serem exilados do mundo das lendas porque alguém chamado Oberon resolveu fechar os portais entre os mundos sem avisar ninguém.
Não faço ideia do que me fez ficar de pé naquela sala escutando a história doida dele, mas por algum motivo eu não fui embora. Quando Lucca acabou de falar, eu ri de verdade, mas engoli o riso quando um lobisomem vestindo terno e gravata entrou na sala.
— E aí, o recruta está pronto? Temos um BH78 nas docas. — O homem lobo falou e deu um tapa amigável no meu ombro.
Meu choque com aquela cena foi tamanho que eu sequer cogitei a ideia de gritar e sair correndo pela minha vida.
Lucca sorriu para mim e vi presas afiadas na sua boca.
— E aí, está pronto?
Pensei em sair de lá, de verdade, mas aí me mostraram o valor do meu cheque de pagamento.
Tudo o que eu tinha visto até ali era loucura, insano, impossível… mas aquele cheque tinha tantos zeros depois do número cinco que a única resposta que consegui dar foi:
— Eu nasci pronto.
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Eu escrevia primeira versão deste post no dia das crianças de 2023 (eu acho) e de lá para cá fiz algumas atualizações. Sou um entusiasta da literatura fantástica e acho queprecisamos ajudar a aumentar a quantidade de leitores deste gênero no Brasil.
Com isso em mente, decidi ajudar com uma pequena lista de livros que você pode dar de presente para um jovem leitor.Tem dica de livro de autor nacional, internacional e até opções gratuitas!
Tem muito autor, tanto da gringa quanto nacional que escreve histórias sensacionais que podem ajudar jovens a se interessarem mais pela leitura. Este post vai sofrer novas edições? Com certeza! Conforme descubro novas obras, pretendo trazê-las até vocês. Quem sabe um dia não teremos até 100 livros nesta lista? Tudo é possível.
Não deixe de comentar, eu gostaria de saber o que achou dos livros que indiquei e, se tiver alguma dica de leitura para mim, basta escrever na sessão de comentários no fim do post!
DICA 01: O serviço de entregas monstruosas
Magia e muita aventura, mas sem atrasar a sua entrega!
Em O SERVIÇO DE ENTREGAS MONSTRUOSAS a história se passa no Brasil, mas é um Brasil onde as fadas revelaram sua existência aos humanos e escolheram viver em nosso meio. Desde então, humanos e fadas de todos os tipos transformaram nosso país e criaram uma sociedade muito mais diversificada e confusa do que a que temos hoje.
Em um país tão cheio de facetas temos como antagonistas os Deltalistas, um grupo de doidos que acreditam que as fadas (e outras minorias) são o mal do Brasil e “pelo bem da nação” eles elaboram um plano onde pretendem impor o seu modo de ver o mundo a todos e decidem também eliminar todos os “empecilhos” que impedem o progresso do país.
Só que um garoto, uma fada careta e um bebê dragão resolvem ficar no caminho dos Deltalistas e farão tudo o que estiver ao seu alcance para mostrar que a visão torta que eles tem do mundo não é boa e muito menos ideal para ninguém além daqueles que aceitaram a lavagem cerebral imposta pela seita onde vivem.
O autor Jim Anotsu entrega uma história completa e muito divertida com um senso de humor inteligente e cheio de referências a cultura pop que torna este livro indicado tanto para crianças quanto para adultos. Quem ajudou a dar vida ao mundo que Jim imaginou foi a editora intrínseca e o trabalho final ficou simplesmente incrível, desejo ver novos trabalhos do Jim nesta editora que é uma das minhas favoritas.
Por que ler: O livro foi finalista do prêmio Jabuti de literatura. É uma leitura com humor inteligente que vai agradar leitores jovens e adultos. Jim controi um mundo mágico próprio e nacional que enriquece a experiência do leitor.
Você tem a coragem e perspicácia necessária para ser um catalenda?
Nesta história nossa protagonista é a jovem Bia, uma garota que já tem problemas demais em casa e que também precisa lidar com uma maldição colocada nela. Que maldição é essa? Quem a amaldiçoou? Essas perguntas podem ser respondidas por Caiaena, a misteriosa aluna nova que dá as caras em sua escola.
Caiana se intitula uma Catalendas, um tipo de profissional que lida com criaturas sobrenaturais e outras coisas mágicas. Claro, ela sabe que é jovem e continua em treinamento, mas isso não é problema. Caiena é confiante (talvez até demais?) e diz que consegue dar um jeito na maldição de Bia sem nem suar.
Bia, que já tem problemas demais, resolve pagar para ver. Sozinha? Claro que não! Acham que ela é burra? É claro que ela iria arrastar o coitado do Douglas, seu amigo de infância, para essa aventura maluca!
Juntos, esses três jovens vão se meter em uma enrascada digna de clássicos como Scooby-Doo, Goosebumps e outras séries sobrenaturais do tipo. É uma leitura rápida e muito, muito divertida!
Esse livro aqui é uma dica bem legal para quem quer explorar um pouco os mistérios e magia do nosso folclore. O Thiago Lee nos apresenta lendas nacionais em uma história cheia de aventura, suspense, amizade, amor e (óbvio) magia!
Por que ler: Imagine uma aventura onde Scooby Doo encontra Stranger Things, mas tudo em um cenário nacional. Aqui a riqueza das lendas urbanas nacionais é o brilho do livro!
Uma viagem mágica que traz muitas emoções e poderosas descobertas.
Sabe aquela história que te faz pular em outro mundo? Esta aqui é uma delas. No caso, quem pula no mundo das fadas e a pequena e inocente Ananda Lila.
Em uma aventura cheia de magia, mistério, personagens que raramente são aquilo que parecem ser logo de cara, o leitor é levado a conhecer paisagens deslumbrantes e repletas de magia que desafiam nossa pequena protagonista o tempo todo.
Antes de poder voltar para casa, Ananda vai ter que aprender lições valiosas, aprender a lidar com o povo do mundo das fadas e descobrir muitas coisas sobre si mesma.
A autora J.R MC Cloud sabe como abrir os olhos dos leitores para todo o potêncial que uma aventura no mundo das fadas pode entregar e este iivro é um ótimo presente para jovens e adultos! Quer algo para ler com seu pequeno ser humano? Algo que pode ensinar lições valiosas para ambos? Então faz como a Ananda e pule nessa aventura 🙂
Autora: J.R MC Cloud
Editora: Independente
Por que ler: O livro convida o leitor a pular com coragem no mundo das fadas. Uma história recheada de lições e reflexões importantíssimas para a formação de carater!
Para salvar um amigo, você seria capaz de encarar uma guerra?
Série de livros da Karen Soarele onde o leitor acompanha a jovem Aisling em uma viagem por um mundo mágico que sofre com a guerra.
O povo tirânico de Vulcannus é uma ameaça que não irá descansar até dominar cada nação da terra. Em “Línguas de fogo”, primeiro livro da série, somos apresentados a Aisling e seu amigo Dharon. Após a destruição de sua vila nas garras de soldados de Vulcannus, nossa heroína parte em busca de uma cura para salvar a vida de seu amigo. A jornada de Aisling a leva a lugares dos quais ela só havia escutado histórias e a coloca em contato com personagens dispostos a lutar pela liberdade. Logo, não demora para vermos essa jovem e corajosa aventureiras se alistar nas forças da rebelião! Crônicas de Myriade entrega um mundo mágico muito detalhado e uma série de personagens cativantes que torna a leitura rápida e inesquecível.
Por que ler: Entre em um reino de fantasia incrível onde você é convidado a lutar ao lado de pessoas corajosas na resistência a tirania! Uma leitura rápida e cheia de magia e ação!
No Brasil existe um mundo mágico onde muita aventura te espera! Mas cuidado, criaturas perigosas também estão ansiosas para te conhecer
Junte-se a Tibor, sua irmã Sátir e seu amigo Rurique em uma aventura onde criaturas do nosos folclore surgem para adicionar mistério, perigos e muita diversão em uma série que apresenta toda a magia que os mitos populares do Brasil entregam. O Gustavo Rosseb junta todo seu conhecimento de folclore em uma saga que vai apresentar ao leitor um mundo mágico escondido debaixo dos nossos narizes. As aventuras de Tibor Lobato não perde em nada para outras séries de fantasia urbana que dominam o imaginário do leitor e ainda ajuda a dissiminar a riqueza dos nossos próprios mitos!
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DICA 06: Artemis Fowl
Artemis tem um plano muito simples, ele só envolve sequestro, muito perigo e uma guerra com o povo das fadas.
O garoto pródigio do crime e suas aventuras com o povo das fadas é uma série que entrega de tudo: Ação, mistério, suspense, humor sagaz e muita, mas muita magia!
Após descobrir a existência do povo das fadas, Artemis faz o que qualquer jovem de dez anos faria… Cria um plano para sequestrar uma fada e cobrar um resgate em ouro que irá restaurar a riqueza e poder de sua família! Esta série é perfeita para leitores que gostam de histórias onde soluções criativas e improváveis são entregues ao fim de cada livro, Artemis Fowl é uma série obrigatória. Tome cuidado com as fadas e tenha ainda mais cuidado com o Artemis!
Por que ler: Provavelmente uma das melhores aventuras infanto-juvenis que já li. O livro traz aventura, magia, mistério, uma trama inteligente e personagens extremamente cativantes!
Prepare seu arco, junte sua coragem e confie na capa!
Acompanhe o jovem aprendizagem de arqueiro Will em uma aventura que vai levar o leitor em longas viagens cheias de perigos e muita ação. A ordem dos arqueiros é uma força de elite composta pelos melhores arqueiros de Araluen. Aventureiros treinados na arte do movimento furtivo, pensamento estratégico e donos de uma precisão lendária com o arco e flecha. Existe um ditado em Araluen : Um tumulto, um arqueiro. Junte-se a Will nesta aventura e confie na sua capa!
Por que ler: Uma série de aventuras que ensina o valor da amizade, lealdade e coragem a jovens leitores. Will luta para encontrar seu lugar no mundo e sua jornada fala com o coração de muitos jovens.
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DICA 08: Percy Jackson e os Olimpianos
Deuses e monstros da mitologia grega ainda estão entre nós. Se você pode vê-los, melhor se preparar. Eles também podem ver você.
Já imaginou como seria nosso mundo se os deuses mitológicos existissem e ainda estivessem nos observando? Percy nunca pensou nisso, mas essa é a vida dele. Uma série que criou muitos leitores. As aventuras de Percy Jackson vivem no coração de muitos, não à toa ganhou uma série nova na Disney +. Rick Riordan traz deuses e outras criaturas dos mitos para os dias de hoje nesta série. Vemos Percy e seus amigos esbarrando com Ciclopes, a Medusa, Quimeras e outros mitos bem no meio das ruas de Nova York. Percy Jackson é um livro divertido e que serve para todas as idades, especialmente os jovens. Além dos livros já publicados, antigos leitores podem revisitar este universo com os novos títulos que o Rick está escrevendo. Uma nova aventura onde vemos Percy tentando ganhar sua passagem para a faculdade de Nova Roma!
Por que ler: Mitologia e modernidade tecem uma aventura épica que forma novos leitores até os dias de hoje! Percy Jackson é uma leitura rápida, bem humorada e recheada de personagens incríveis.
Miguel adora ler sobre folclore e deuses da mitologia Tupi-guarani, mas ele nunca planejou se meter em uma guerra entre magos e o povo dos folclóricos!
Miguel é um jovem órfão que, além de todas as dificuldades que já enfrenta, precisa lidar com pesadelos que o colocam frente a frente com uma misteriosa voz que saem de dentro de uma caverna e quer algo dele. Algo perigoso. Mas Miguel nem liga. Os sonhos são ruins? Sim, mas é neles que ele encontra sua namorada. Uma linda garota de cabelos vermelhos e pequenas presas na boca que parece vigiar cada um de seus passos. Em uma história cheia de figuras do folclore e mitologia tupi-guarani o Rod Zandonadi leva o leitor para uma aventura sensacional e que vale a pena acompanhar! Onde comprar?
Quando tudo parece perdido e o desespero toma conta… A magia da esperança se torna a sua arma mais poderosa!
Após verem um misterioso objeto cair perto da floresta onde participavam de uma festa, Thomas, Daniel e Mikaela dão o primeiro passo em direção a uma aventura inesquecível. Dotados de poderes mágicos e com o apoio de um duende estranho e uma valquíria aposentada, cabe a eles salvar o papai Noel e impedir que uma feiticeira imortal congele o planeta! Um livro completo e ideal para leitores que gostam de histórias cheias de ação, batalhas mágicas e uma pitada de romance juvenil. Se você leu Percy Jackson ou outros livros do tipo, vai gostar deste aqui.
Gwentt não desejava estar ali mais do que metade dos cavaleiros daquele pelotão. A batalha contra o império de Ynith era um caso perdido. Eles estavam em desvantagem de um para cinquenta.
— Homens, não percam a esperança! Os magos da torre negra estão do nosso lado! — A voz do general se fez ouvir acima dos resmungos de medo que percorriam as fileiras. Todos conheciam a ordem da torre negra.
Só que Ynith tinha seus próprios feiticeiros, Gwentt duvidava que um punhado de magos pudessem mudar o massacre que os esperava. Uma névoa baixa percorria todo o campo de batalha, resquício do nevoeiro da madrugada.
— Cavalaria! ATACAR!!!! — Veio a ordem.
Gwentt parou de pensar. Guiou seu cavalo até a parede de escudos inimiga ao lado de seus quinze irmãos de brigada. Uma chuva de flechas caiu sobre eles, não tocando nenhum cavaleiro como que por um milagre ou magia.
Finalmente suas armas encontraram os escudos dos inimigos, Gwentt e seus irmãos varreram para o lado da morte o máximo possível de guerreiros. Algo explodiu perto dele, deixando-o surdo. Se preparou para morrer, mas então uma forte dor o fez gritar. Algo em sua mão direita queimava. Ao retirar a luva, viu um estranho símbolo desenhado na sua palma.
— Como isso veio parar aqui? — Ele se perguntou, mas uma dor dentro de sua cabeça o fez gritar e fechar os olhos.
— Homens, não percam a esperança! Os magos da torre negra estão do nosso lado!
A voz do general se fez ouvir acima dos resmungos de medo que percorriam as fileiras. Gwentt piscou os olhos, confuso. Já havia escutado aquelas palavras antes… Alguém passou tão perto dele que esbarrou em seu ombro.
— Não deixe que marquem você. — Ouviu a voz de uma mulher lhe dizer, mas ao se virar para responder não viu mulher alguma nos arredores.
Resolveu deixar o assunto para depois, tinha uma batalha perdida para lutar. Olhou para o lado do inimigo.
— Estranho… Ontem parecia ter mais deles.
Ao seu lado alguém perguntou.
— Onde estão Gwentt e Gael?
Não tiveram tempo para descobrir, os dois seriam dados por desertores. Com dois cavaleiros a menos, marcharam para a morte certa.
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